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Deputados vão à Transpantaneira na próxima quinta-feira

A ida à rodovia foi sugerida pelo secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB/MT), Flávio José Ferreira

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Foto: Ronaldo Mazza

A Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais definiu, durante a 5ª reunião extraordinária – híbrida (presencial e remota), a visita de membros da comissão e autoridades ligadas ao meio ambiente à Rodovia Transpantaneira, que liga a cidade de Poconé até Porto Jofre. A visita acontece na próxima quinta-feira (2).

A ida à rodovia foi sugerida pelo secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB/MT), Flávio José Ferreira. A visita in loco é para verificar o que já foi feito para o combate e a preservação do Pantanal mato-grossense neste ano e para 2022.

De acordo com o presidente da comissão, deputado Carlos Avallone (PSDB), um dos problemas que ainda não está resolvido é a perfuração dos poços artesianos na região. “Um dos objetivos é dar condições para que os animais tenham acesso à água. Pantanal sem água é um absurdo. Mas hoje, infelizmente, as cenas na região são de deserto”, disse. 

Outros assuntos discutidos foram às avaliações das medidas de prevenção aos incêndios no Estado de Mato Grosso, especialmente no Pantanal de mato-grossense. Essas ações foram iniciadas em 2020  e resultaram no controle e diminuição efetiva dos focos de calor tanto no bioma Pantanal como do Cerrado, em 2021. 

Carlos Avallone disse que há um trabalho excepcional sendo feito para que o combate às chamas seja executado com sucesso, e que os resultados já estão sendo visíveis com a redução de 90% das áreas queimadas se comparadas com a de 2021. 

Infelizmente, segundo ele, as notícias  nacionais informam que os incêndios em 2021 estão no mesmo nível ou superiores a 2020. “Isso é ruim para o Pantanal, para economia local e para Mato Grosso. É preciso demonstrar que as informações são equivocadas. É preciso repor a verdade e que isso não está acontecendo. Há um esforço muito grande da sociedade mato-grossense para a preservação e manutenção do bioma Pantanal para não deixar acontecer o que aconteceu no ano passado”, disse.   

Durante a reunião da comissão, a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Jusciery Rodrigues Marques, apresentou as ações desenvolvidas pela corporação na região do Pantanal, no combate aos incêndios e focos calor. Os levantamentos foram obtidos junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Eles são de 1º de janeiro a 24 de agosto de 2021. 

Segundo ela, houve uma redução de 24,4% de focos de calor em comparação ao mesmo período do ano passado. Mas no bioma amazônico houve um aumento dos focos de calor de 2,58% em relação a 2020. No Cerrado, houve redução de 10% e no Pantanal está, segundo a tenente-coronel, mantendo a média de redução de 90% dos focos de calor. 

“É um número muito bom e expressivo para o Corpo de Bombeiros. Isso significa que as ações da corporação têm sido efetivas na região. Os dados informados e reproduzidos pela imprensa nacional são inconsistentes. Aqui, a corporação está monitorando os focos de calor e a redução chega a pouco mais de 90%”, disse Marques. 

A tenente-coronel disse que este ano há duas áreas queimando no Pantanal, uma na região do Pixaim e a outra na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. Nessas regiões, atualizações feitas no dia 29 de agosto mostram que no KM-60 a área degradada chega a 6.300 hectares, e no KM-100 já foram consumidos 900 hectares pelo fogo.   

Na região de fronteira entre o Brasil e a Bolívia, segundo ela, já são 12 dias de combate. No local há duas frentes no combate aos incêndios tanto na região norte quanto no sul. Nesses locais, o fogo já foi controlado e as equipes estão fazendo o monitoramento do local. “Foi um incêndio de grandes proporções e de difícil acesso. A área queimada foi de 40 mil hectares. É uma área grande”, afirmou. 

Em relação ao incêndio que aconteceu em Chapada dos Guimarães, a tenente-coronel afirmou que são de origem criminosa, que na região o incêndio já havia sido controlado, mas chacareiros fizeram o contrafogo. Por isso, a equipe do Corpo de Bombeiros e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade tiveram que voltar à região. 

“No local, existem 23 militares e civis no combate ao incêndio. Hoje, foi feito um monitoramento de focos de calor, mas não foi encontrado nada, acredito que em virtude das chuvas na região. O incêndio na Chapada dos Guimarães já está controlado”, explicou Jusciery Rodrigues.    

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Eleições de 2026 têm menos de 2% de candidatos LGBTQIAPN+

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Pela primeira vez nas eleições gerais, as estatísticas eleitorais feitas com dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) trazem os dados sobre a orientação sexual e a identidade de gênero dos candidatos. Os números divulgados até a tarde de terça-feira (18) revelam que, dos 20.575 candidatos registrados, 1,93% se declararam bissexuais, gays, lésbicas, pansexuais ou assexuais. Os que se declararam transgênero representam 0,51% do total de candidaturas.

Os números divulgados TSE revelam, ainda, um aumento no percentual de candidatos com deficiência, indígenas e de origem asiática com relação a 2022. O percentual de brancos, pretos e pardos registrou pequenas variações.

Os dados fazem parte das estatísticas de candidaturas disponíveis na página do TSE. Os números ainda não são definitivos e podem sofrer variações à medida que os pedidos de candidatura são avaliados pelo tribunal.

Declaração opcional

A inclusão dos campos de orientação sexual nos formulários de registro de candidatura começou em 2024, nas eleições municipais. Esta é a primeira vez que esse tipo de estatística aparece nas eleições gerais, para os cargos de presidente, governador, senador e deputado federal, distrital e estadual.

A declaração é opcional. A maioria dos candidatos optou por declarar sua orientação, mas o número dos que não declararam ainda é próximo da metade. No total, 55,09% optaram por declarar e 44,91% de candidatos que optaram por não preencher esses dados. Já a informação sobre a identidade de gênero foi compartilhada por 57,75% dos candidatos, contra 42,25% que não quiseram informar.

Entre os candidatos que declararam orientação sexual, 3,58% são LGBTQIAPN+. Quando considerado o número total de candidatos da eleição geral de 2026, de 20.575 registrados, o percentual de candidatos LGBTQIAPN+ cai para 1,93%

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Já os que se identificam como transgênero representam 0,89% dos candidatos que optaram por preencher esse dado. Quando considerado o total de candidaturas, 20.575, o percentual de candidatos trans cai para 0,51%. O total de candidatos que declararam nome social é de 53 pessoas.

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No recorte racial, os percentuais de 2026 ficaram parecidos com os da última eleição geral. Os brancos ainda são maioria e somam 48,82 % do total de candidatos. O percentual de pardos (36,11%) e de pretos (13,62%) registrou leve variação negativa, enquanto o percentual de indígenas aumentou 0,64% para 0,93%. A variação, de 0,29 ponto percentual, representa um aumento de 45%. Já entre os que, segundo o TSE, se declararam amarelos, o índice subiu 26%.

20260819_candidaturas_minorias_etnia.jpg

O número de pessoas com deficiência que se candidataram a um cargo nas eleições de 2026 também aumentou com relação ao pleito de 2022. Na eleição passada, esse número era de 476 candidatos, que representavam 1,62% do total. Agora são 499 pessoas com deficiência na disputa, que representam 2,42% do total de candidatos. O crescimento no índice foi de 0,8 ponto percentual, o que equivale a 49%.

Dos 499 candidatos com deficiência que concorrem nas eleições de 2026, a maior parte é de pessoas com deficiência física, 39,7%. Em seguida, vêm os candidatos com deficiência visual (21,7%), autismo (14,2%), deficiência auditiva (10,89%). O restante, com outras deficiências, soma 14% do total.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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