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Nova Monte Verde completa três décadas com investimentos

Construção de pontes e da sede da secretaria de meio ambiente; entrega de maquinários e equipamentos para a agricultura familiar são algumas dessas ações

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Política

PREFEITURA DE NOVA MONTE VERDE

Nova Monte Verde, município no norte mato-grossense com 9.277 habitantes e distante 941 quilômetros de Cuiabá, comemora três décadas de emancipação administrativa nesta quinta-feira, 19 de agosto, com investimentos do Governo do Estado em infraestrutura, agricultura familiar, meio ambiente e assistência social.     

Por meio de convênio entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e prefeitura municipal, a cidade recebeu investimentos de R$ 13,3 milhões na construção de quatro pontes de concreto na MT-208 – sobre Rio Turvo, com 40,55 metros extensão; Rio Apui I, com 40 metros; Rio Apui II, com 30 metros; e Rio São João da Barra, com 120 metros de extensão.  

Nova Monte Verde também será beneficiada (junto com Aripuanã, Apiacás, Carlinda e Novo Mundo) com a pavimentação de 131,59 quilômetros e construção de 12 pontes nas rodovias MT 208/419 e MT-160. O trecho é parte de um total de 1.057,78 quilômetros de novas pavimentações e 51 pontes de concreto, com obras a serem executadas diretamente em 34 municípios, pelo Programa Mais MT.

Como componente do Consórcio de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Teles Pires, Nova Monte Verde está sendo beneficiada com a recente entrega, pelo Governo do Estado, de três motoniveladoras, uma escavadeira e uma pá carregadeira. O maquinário será utilizado na manutenção de 1.159 km de rodovias estaduais não pavimentadas. 

Meio ambiente

Pelo Programa MT Sustentável, está em construção a sede da Secretaria Municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Saneamento. A obra é parte do processo de descentralização do licenciamento, monitoramento e fiscalização ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O município já recebeu uma moto, um barco com motor, dois computadores com impressora, dois GP e uma trena.

Agricultura familiar

Em janeiro deste ano, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), os pequenos produtores rurais de Nova Monte Verde foram beneficiados com quatro resfriadores de leite com capacidade para até mil litros cada e doses de sêmen convencional de raças leiteiras.  

Nova Monte Verde produziu quase 1,5 milhão de litros de leite em 2019 – Foto Secom/MT

Assistência social

Por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), além da entrega neste ano de 323 cartões do Ser Família Emergencial, foram doados a famílias carentes do município 800 cestas básicas entre 2020 e 2021 pelo programa Vem Ser Mais Solidário e 486 cobertores, pelo Aconchego.

Saúde e repasses

A Secretaria de Estado de Saúde repassou ao município 775 testes rápidos para detecção do coronavírus e medicamentos para combatê-lo, num total de 35.591 comprimidos, entre azitromicina (4.130), ivermectina (3.304) e dipirona (26.157), também distribuído em gotas, com 642 frascos.

Entre 2020 e junho de 2021, o Governo do Estado repassou R$ 16,391 milhões aos cofres municipais em ICMS, IPVA e Fethab; R$ 1,11 milhão em assistência social, transporte escolar entre 2019 e 2020; e R$ 893,27 mil em fundos de saúde entre 2019, 2020 e 2021.

Economia

Em 2018, segundo o IBGE, o setor de serviços, com R$ 75.958 milhões, respondeu por mais de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) municipal, de R$ 205,953 milhões. Administração pública (R$ 55,57 milhões), agropecuária (R$ 32,552 milhões), indústria (R$ 22,787 milhões) e impostos (R$ 19,085 milhões) vieram na sequência. O PIB per capita foi R$ 22.687,14.

Em 2019, 214 empresas e organizações em atividade em Nova Monte Verde, entre as quais um laticínio, pagaram, entre salários e outras remunerações, R$ 25,079 milhões a 1.182 pessoas ocupadas (12,9%), das quais 977 assalariadas. Média mensal de dois salários mínimos.

Para abastecer o laticínio, 905 vacas ordenhadas, de um rebanho bovino com 398,6 mil cabeças, produziram 1,419 milhões de litros de leite em 2019. A pecuária local conta ainda com rebanho galináceo com 22,6 mil cabeças, das quais 11,25 mil galinhas com 113 mil dúzias de ovos, 3.585 equinos, 3.285 suínos (195 matrizes), 2.050 ovinos e 210 caprinos, além  500 quilos de mel de abelha e 10,5 toneladas de peixes em cativeiro.

Na agricultura, produz abacaxi, banana, melancia, arroz, cacau, café, mandioca, palmito e soja. Extraiu castanha do brasil, carvão vegetal, lenha e madeira em tora. Na silvicultura manteve 300 hectares plantados de várias espécies.

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Retrospectiva: Câmara aprovou propostas de combate à violência contra a mulher

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A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, um conjunto de propostas que reforçam o combate à violência contra a mulher, com medidas voltadas à prevenção, ao atendimento das vítimas e à punição de agressores.

Entre os principais destaques estão a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e de um protocolo unificado de atendimento às vítimas de estupro.

Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Sistema nacional de enfrentamento
Por meio do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26, a Câmara dos Deputados aprovou a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta está em análise no Senado.

De autoria da deputada Jack Rocha (PT-ES) e outros, o texto foi relatado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e prevê colaboração integrada entre o Ministério das Mulheres e os entes federativos.

O texto também permite que estados participantes do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) direcionem parte dos recursos vinculados a investimentos para ações do sistema.

O novo sistema de enfrentamento da violência contra meninas e mulheres terá como diretrizes ampliar a capacidade de prevenir e enfrentar o problema com ações intersetoriais, respeitada a autonomia dos entes federativos.

Gil Ferreira/Agência CNJ

Delegacias deverão registrar a ocorrência e encaminhar vítima a unidade de saúde

 Atendimento a vítimas de estupro
Com a aprovação do Projeto de Lei 2525/24, da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), a Câmara defendeu a criação de um protocolo unificado de atendimento em unidades de saúde e delegacias para casos de estupro e violência contra mulher, criança, adolescente e pessoas em situação de vulnerabilidade.

A proposta está em análise no Senado.

Relatado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), o texto define procedimentos para preservar provas, garantir o encaminhamento da vítima entre os serviços de saúde e segurança pública e evitar a revitimização durante o atendimento.

Programa “Antes que aconteça”
A Câmara aprovou também proposta que cria o programa “Antes que aconteça” para prevenir casos de violência contra a mulher e dar mais efetividade às medidas protetivas.

Convertido na Lei 15.398/26, o Projeto de Lei 6674/25, do Senado, foi relatado pela deputada Amanda Gentil (PP-MA) e prevê:

  • campanhas educativas;
  • capacitação de profissionais das áreas de saúde, segurança, educação, Justiça e assistência social;
  • monitoramento eletrônico de agressores;
  • atendimento itinerante em regiões de difícil acesso; e
  • programas de reeducação de autores de violência.

Akira Onume/Governo do Pará

Delegado poderá instalar tornozeleira em agressor de mulher em cidades sem juiz

Tornozeleira obrigatória
Outra medida aprovada pelos deputados e transformada em lei determina que o juiz poderá exigir o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores quando houver risco à mulher em situação de violência doméstica.

A regra consta do Projeto de Lei 2942/24, dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), convertido na Lei 15.383/26.

Segundo o texto, relatado pela deputada Delegada Ione (PL-MG), a medida também poderá ser aplicada pelo delegado em cidades que não têm juiz no local. Nesses casos, a decisão precisará ser confirmada pelo magistrado.

A norma também amplia a punição para quem descumprir medidas protetivas relacionadas ao monitoramento eletrônico e garante à vítima dispositivo de alerta sobre eventual aproximação do agressor.

Homicídio vicário
O homicídio vicário ocorre quando uma pessoa é assassinada para causar sofrimento psicológico à mulher, geralmente filhos ou outros familiares, no contexto da violência doméstica e familiar.

Esse crime foi incluído no Código Penal, com pena de reclusão de 20 a 40 anos, graças a uma proposta aprovada pela Câmara.

De autoria das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ), Fernanda Melchionna e Maria do Rosário (PT-RS), o Projeto de Lei 3880/24 foi relatado pela deputada Silvye Alves (União-GO) e convertido na Lei 15.384/26.

O crime será considerado homicídio vicário quando for cometido contra descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher.

A pena será aumentada de 1/3 se o crime for cometido:

  • na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento;
  • contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; ou
  • em descumprimento de medida protetiva de urgência.

Além do aumento das penas, esse crime passa a ser considerado hediondo.

Depositphotos

Lei aumentou penas para lesão corporal praticadas contra mulher por razões do sexo feminino

Lesão corporal
Com a aprovação do Projeto de Lei 3662/25, a Câmara dos Deputados apoiou o aumento das penas de lesão corporal grave, gravíssima ou seguida de morte praticadas contra a mulher por razões do sexo feminino (quando envolve violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição de mulher).

A proposta está em análise no Senado.

De autoria da deputada licenciada Nely Aquino (MG), o texto, relatado pela deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), considera alguns casos de lesões por essas razões como crime hediondo.

Assistência jurídica
Outro destaque do primeiro semestre foi a aprovação do Projeto de Lei 6415/25, que cria a Política Nacional de Assistência Jurídica às Vítimas de Violência.

A proposta foi enviada ao Senado.

De autoria da deputada Soraya Santos, o texto, relatado pela deputada Greyce Elias (PL-MG), prevê que essa assistência engloba todos os atos processuais e extrajudiciais necessários à efetiva proteção da vítima, inclusive o seu encaminhamento a atendimento psicossocial, de saúde e de assistência social.

A assistência poderá ser prestada, de forma gratuita, solidária, cooperativa ou suplementar, por vários órgãos, como:

  • defensorias públicas;
  • ministérios públicos;
  • Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
  • entidades e programas de assistência jurídica conveniados com os entes federativos; e
  • núcleos de prática jurídica, escritórios-escola, clínicas de direitos humanos e programas equivalentes de cursos de Direito de instituições de ensino superior, públicas ou privadas, desde que atuem sob supervisão de profissional habilitado na OAB.

Depositphotos

Preso em regime aberto que continuar ameaçando a vítima pode ir para o RDD

Regime diferenciado
Outro projeto aprovado pela Câmara dos Deputados para combater a violência contra a mulher prevê a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ao preso que ameace ou volte a praticar violência contra a vítima ou seus familiares.

No RDD, o preso cumpre a pena em regime fechado, em cela individual, com restrições de visitas e de saídas para banho de sol. As entrevistas são monitoradas e a correspondência, fiscalizada.

O Projeto de Lei 2083/22, do Senado, foi aprovado pela Câmara com parecer favorável da deputada Laura Carneiro e transformado na Lei 15.410/26.

Spray de pimenta
Por fim, aguarda sanção presidencial o Projeto de Lei 727/26, que regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta para autodefesa por mulheres.

O texto estabelece regras para comercialização, utilização e penalidades em caso de uso indevido.

De autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o projeto foi relatado pela deputada Gisela Simona (União-MT) e exige que o produto seja aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A intenção é evitar agressões físicas e/ou sexuais contra as mulheres.

Os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia já aprovaram leis permitindo o acesso das mulheres ao spray, normalmente restrito às forças de segurança.

O spray será de uso individual e intransferível, e não poderá conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Natalia Doederlein



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