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MT regulamenta licenciamento ambiental para atividades de aquicultura

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Da Redação

O Governo de Mato Grosso publicou as normas que irão nortear o licenciamento de atividades de criação de peixes (aquicultura) no Estado. Por meio do Decreto n. 337, de 23 de dezembro de 2019, ficou determinado que o cultivo de espécies alóctones (que não têm origem na região) e exóticas deverão obter prévio licenciamento ambiental junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), pelo procedimento trifásico, independentemente do tamanho do empreendimento, conforme Termo de Referência publicado por meio da Portaria n. 1074/2019.

De acordo com o decreto, na planície alagável do Pantanal será permitida somente a criação de espécies de ocorrência natural da Bacia. A área é delimitada na lei n° 9.060 de 22 de dezembro de 2008, conhecida como Lei do Pantanal, que dispõe sobre os limites da Planície Alagável da Bacia do Alto Paraguai no Estado de Mato Grosso.

O decreto também estabeleceu o regramento para soltura de alevinos em rios e lagos de Mato Grosso. Para a realização da atividade de peixamento, o interessado deverá protocolizar o pedido na Sema, aos cuidados da Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiros, com três meses de antecedência, sendo que os alevinos a serem utilizados devem ser de espécies oriundas da mesma bacia hidrográfica onde será feito a soltura e produzidos em estabelecimento licenciado para a produção de alevinos. Todo procedimento deverá ser acompanhado por um responsável técnico com emissão de ART.

Acordo

O decreto também segue os critérios técnicos e jurídicos acordados entre Governo de Mato Grosso e o Ministério Público do Estado (MPEMT), por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para regulamentar o exercício das atividades de piscicultura a partir de critérios técnicos e jurídicos.

De acordo com o termo, os empreendimentos de aquicultura de até um hectare de lâmina d´água ou 1000 m³ de água em tanque rede serão autorizados a operar a partir da assinatura, por parte do empreendedor, de Licença por Adesão e Compromisso (LAC). Para os tanques com lâminas d´agua entre 1 e 5 hectares ou tanque-rede de 1000 a 10000 m³ de água, o licenciamento será feito de modo simplificado (LAS). O licenciamento trifásico será exigido para os empreendimentos com dimensão superior a 5 hectares de lâmina d´água e 10mil m³ de água em tanque-rede.

Para atender as diretrizes da LAC, LAS e Licenciamento Trifásico, o governo de Mato Grosso se comprometeu a enviar à Assembleia Legislativa Projeto de Lei para alteração do artigo 31 da Lei Complementar Estadual n. 592/2017. A proposta de alteração do instrumento jurídico, que dispõe sobre o licenciamento ambiental das atividades poluidoras ou utilizadoras de recursos naturais de Mato Grosso, deverá ser enviada no prazo de 90 dias.

“Teremos um novo modelo de licenciamento, já prevendo um licenciamento simplificado para modalidades de aquicultura até cinco hectares, pondo fim às polemicas existentes em relação ao licenciamento dos empreendimentos desse porte. O documento, que culminou no Decreto e no Termo de Referência, prevê os critérios técnicos no licenciamento convencional, também conhecido como trifásico, para as espécies híbridas, exóticas e alóctones”, explica a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

De acordo com os promotores de Justiça Marcelo Vacchiano e Joelson de Campos Maciel, o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta preenche uma lacuna legislativa viabilizando que a Sema controle toda a atividades de aquicultura em Mato Grosso, com modalidades de licenciamento diferentes de acordo com o tamanho e potencial de impacto ambiental.

Representando o Estado de Mato Grosso, o Termo de Ajustamento de Conduta foi assinado pelo governador Mauro Mendes, vice-governador Otaviano Pivetta, procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e secretária adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos, Lilian Santos. Pelo Ministério Público do Estado, assinam o documento os promotores de Justiça Marcelo Vacchiano e Joelson de Campos Maciel.

Foto: Empaer

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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