“Campanha Extemporânea”?
“Pagando de bacana dirigindo o carro do patrão”, deputado entrega alimentos, e cobertores em Barão comprados pelo Governo
Seria plausível a atitude do “nobre deputado”, se não fossem as suspeitas de campanha extemporânea, com produtos já adquiridos pelo Governo, para atender o povo.
Política
Da Redação.
Sem se preocupar com questões éticas e morais, existe agente político que está utilizando do bem do povo, que já é do povo, com objetivo que vai além de atender as necessidades e prioridades da população, já que para entregar cestas básicas e cobertores, já existem os responsáveis para isso, como as Secretarias Municipais de Assistência Social.
Desde o início da pandemia do Coronavírus, que o Governo do Estado de Mato Grosso, em parceria com as Secretarias Municipais de Assistência Social, está entregando às pessoas mais necessitadas, cestas básicas, kits higienes e o Cartão Ser Família Emergencial, com auxílio financeiro, em vários meses, de R$ 150.00.
“Cerca de 100 mil famílias em condições de vulnerabilidade, já foram assistidas pelos programas sociais do Governo do Estado.”
A ação de um determinado deputado, em Barão de Melgaço no último final de semana, chamou atenção, tanto da população, quando de boa parte dos políticos locais, já que foi visto entregando alimentos e cobertores na região.
Seria plausível a atitude do “nobre deputado”, se não fossem as suspeitas de campanha extemporânea, com produtos já adquiridos pelo Governo, para atender o povo.
Os serviços de cadastramento das famílias em situações de vulnerabilidades, são realizados pelos Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de cada município, que são responsáveis por avaliar as condições daqueles que mais necessitam, assim levando assistências correta no lugar correto.
Desta forma, atividades de ações sociais, realizadas por agentes públicos, detentores de mandatos eletivos, sem a participação de instituições públicas, como Prefeituras, CRAS, Câmaras e Governo do Estado, com características de alto promoção e indícios de campanha eleitoral extemporânea, pode acarretar em denúncias, processos e até mesmo inviabilidade política, caso tenha intenção de disputar as próximas eleições, com objetivo de reeleição.
Para o deputado que esteve em Barão de Melgaço no último final de semana, fazendo questão de mostrar o que estava fazendo na cidade, seja com a comitiva ou pelas transmissões e divulgações de vídeos e fotos, via rede social, pelo tudo indica o “tiro” não foi realizado por especialista, porque para algumas pessoas que presenciaram a ação na cidade, o “nobre deputado”, está sendo vista como oportunista e demagogo, aproveitando de benefícios alheio para alto promoção.
“Pagando de bacana dirigindo o carro do patrão”, pelo que tudo indica o povo está de olhos bem abertos para determinadas situações.
Foto: Christiano Antonucci
Política
Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação
O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.
Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.
O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.
Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra
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