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Deputado não honra divida e tem chácara penhorada pela Justiça

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Da Redação

Uma chácara localizada na cidade de Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá), que pertence ao deputado estadual Wilson Santos (PSDB) foi novamente penhorada após o parlamentar não cumprir um acordo de pagamento de uma dívida de R$ 2,2 milhões com a produtora Monkey Filmes durante a campanha para a Prefeitura de Cuiabá, nas eleições de 2016.

A decisão foi do juiz da 8ª Vara Cível da Comarca de Cuiabá, Yale Sabo Mendes, de acordo com o magistrado, a produtora em questão foi contratada pelo então candidato a prefeito para prestar serviços de produção, captação e edição de inserções para a TV durante as eleições daquele ano, ainda de acordo com o juiz, o parlamentar tucano jamais honrou o contrato que inicialmente era de R$ 600 mil no qual era direcionado para o primeiro turno, e um valor de R$ 1,1 milhão dos custos para o segundo turno das eleições.

Do montante total, apenas R$ 280 mil foram pagos para a produtora que acionou o deputado na justiça para receber os valores, no qual foi condenado a pagar o valor integral da dívida, além dos juros, correção monetária e custos do processo. Atualmente a dívida está na casa dos R$ 2,2 milhões e novamente resultou no acionamento do parlamentar para que o mesmo honre com a dívida, ainda em abril deste ano, o juiz determinou que o parlamentar teria o prazo de três dias para efetuar o pagamento, prazo não cumprido pelo mesmo.

Após novamente não ter cumprido com o pagamento da dívida, o juiz determinou a penhora de bens do deputado. Segundo Wilson Santos, quem assumiria a divida seria o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), sigla na qual o deputado pertence e concorreu as eleições em 2016. Disse ainda que a quitação da dívida seria realizada pelo partido em cinco parcelas de R$ 284 mil na qual seriam pagas entre janeiro e maio de 2017, porém, mesmo com o acordo, os pagamentos não foram realizados.

Já de acordo com a produtora, as ações do parlamentar e do partido eram unicamente para tumultuar a execução da ação e assim conseguir retardar os atos de constrição, além disso, a produtora afirma que repugna veementemente o documento no qual foi apresentado pelo parlamentar. “A credora, portanto, impugna veementemente o documento apresentado pelo devedor, posto que a intenção do devedor é apenas tumultuar a presente execução, impedindo ou retardando os atos de constrição, que serão inevitáveis, data máxima vênia”, escreveu o advogado da produtora.

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



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