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Emenda de Jayme Campos cria benefício universal para crianças e adolescentes

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Da Redação

Os indicadores sociais que revelam uma realidade perversa para crianças e jovens no Brasil podem estar com seus dias contados caso seja acolhida e se torne lei dentro da Reforma da Previdência uma proposta de emenda constitucional.

A emenda modificativa de autoria do senador Jayme Campos (DEM/MT), prevê a criação do Benefício Universal para Crianças de Adolescentes – BUCA, para aqueles em situação de pobreza, a ser pago mensalmente no âmbito da Seguridade Social.

“Temos que mudar a realidade de 55 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, sendo que deste total 12,5% tem entre 0 a 14 anos e estão na extrema pobreza e 43,4% na pobreza, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, disse Jayme Campos sinalizando que do total da população brasileiros em situação deplorável, mais de 6,8 milhões são crianças, ou seja, são o futuro do Brasil.

Segundo dados do IBGE, em números absolutos, os brasileiros de 0 a 14 anos na extrema pobreza são em torno de 6,8 milhões e equivalem a quase toda população da Dinamarca e pouco mais de 23,8 milhões que vivem na pobreza, são pouco mais do que o número de habitantes do Chile.

Segundo o IBGE, é considerado em situação de extrema pobreza quem dispõe de menos de US$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 140 por mês. Já a linha de pobreza é de rendimento inferior a US$ 5,5 por dia, o que corresponde a cerca de R$ 406 por mês. Essas linhas foram definidas pelo Banco Mundial para acompanhar a pobreza global.

Entre as emendas para modificar à PEC paralela que trata da Reforma da Previdência, chama a atenção a emenda do senador Jayme Campos (DEM-MT) que prevê a criação de um benefício universal para crianças e adolescentes em situação de pobreza, a ser pago mensalmente no âmbito da Seguridade Social. Esse novo benefício seria resultado da reunião de programas já existentes, como salário-família, abono salarial (PIS/Pasep), além da dedução do Imposto de Renda (IR) para dependentes. O autor da emenda argumenta, o impacto fiscal da medida seria neutro.

“A reforma da Previdência é um novo pacto intergeracional. Por isso, propomos a criação de uma política exitosa em outros países e já muito estudada em nossa academia: o Benefício Universal para Crianças e Adolescentes. Ele seria previsto na Constituição Federal e regulamentado por lei e vem para fortalecer a rede de Seguridade Social pactuada na Carta Magna de 1988, ficando políticas públicas na agenda social”, disse Jayme Campos.

O senador por Mato Grosso lembrou que segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), uma abrangente reforma previdenciária se tornou o mais urgente elemento do ajuste fiscal, e é também uma oportunidade para tornar o crescimento mais inclusivo por meio da melhor focalização dos benefícios.

“A apresentação da emenda vai ao encontro desse espírito, de apostar que a reforma poderia ajudar a aumentar transferências sociais com forte impacto na redução da desigualdade e forte focalização direcionada a crianças e jovens”, disse Jayme Campos sinalizando que é um passo gigantesco para se reverter o quadro desfavorável a infância e a adolescência.

Jayme Campos afiançou ainda entender que sua proposta de Benefício Universal para Criança e Adolescente, ao aglutinar programas sociais já existentes, vai ao encontro dos anseios da PEC Paralela, configurando uma ideia ousada e com responsabilidade fiscal, pois promove uma remodelagem a projetos já existentes e que tem o resultado de sua eficiência duvidoso, pois isso se busca novas propostas que já obtiveram resultados positivos em várias parte e países de todo o Mundo.

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Após encontro com Lula, Davi diz que ‘diálogo foi restabelecido’

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse nesta quarta-feira (12) que “o diálogo foi restabelecido” com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois se encontraram pela manhã no Palácio da Alvorada.

— Foi uma reunião institucional, muito boa inclusive. Nós conversamos sobre relação institucional do futuro, não falamos nada do passado. Uma reunião institucional muito importante para a democracia, porque o presidente do Congresso precisa ter o diálogo aberto com o presidente do Brasil, e esse diálogo foi restabelecido. Tanto que já tivemos duas reuniões, todas muito boas e produtivas, pensando no Brasil. Esse é o meu papel, e eu creio que é o dele também — afirmou Davi.

Depois da sessão deliberativa, Davi Alcolumbre foi questionado por jornalistas sobre a possibilidade de votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que acaba com a escala de trabalho 6×1. O presidente disse que vai conversar com os senadores sobre o tema.

— Observei muito a fala do presidente da República nas duas conversas que tive com ele. Realmente, o governo tem um desejo de que as pautas prioritárias possam tramitar. Ouvi, compreendo a importância e vou falar com os senadores — afirmou.

‘Relação destravada’

A líder do Governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), também participou do encontro entre Davi e Lula no Alvorada. A parlamentar disse que “está tudo destravado” na relação entre os chefes dos Poderes Legislativo e Executivo.

— Hoje fomos testemunha de que a conversa teve frutos importantes. O clima é para avançar. [Davi] Alcolumbre se mostrou muito aberto. O diálogo fluiu muito bem. O presidente Lula, muito descontraído e muito esperançoso. Tenho certeza de que o Brasil terá do Senado uma resposta muito condizente. Qual é a mensagem principal desse processo todo? Está tudo destravado — relatou Teresa.

 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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