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Senado aprova empréstimo de US$ 250 milhões para o Mato Grosso

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Da Assessoria

O Senado Federal acaba de aprovar o empréstimo de US$ 250 milhões do Estado junto ao Banco Mundial. A medida é uma das ações realizadas pelo Governo de Mato Grosso para a retomada do equilíbrio fiscal do Estado. 

“Já encaminhei,, senhor governador e senadores de Mato Grosso o texto assinado para a Presidência da República”, afirmou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que pessoalmente deu celeridade aos trâmites para que o Estado não perdesse o prazo.

O empréstimo será assinado na próxima sexta-feira (06), em Brasília. O valor integral será utilizado para o pagamento de outro empréstimo realizado junto ao Bank of América.

A vantagem do novo financiamento aprovado é que os juros serão menores e com um prazo maior.

Além disso, segundo explicou o governador Mauro Mendes, as parcelas cabem dentro do orçamento mensal do Estado.

Caso o empréstimo não tivesse sido autorizado, neste mês de setembro o governo teria que desembolsar a quantia de R$ 154 milhões para quitar uma das parcelas com o Bank of América. Tal despesa iria prejudicar diretamente as finanças públicas, como o pagamento de salários, fornecedores e prefeituras.

“Esse empréstimo irá nos ajudar e muito no equilíbrio fiscal do Estado de Mato Grosso. Quero agradecer a todos que trabalharam nesse projeto, cada servidor público da Secretaria de Fazenda, liderada pelo secretário Rogério Gallo. Quero agradecer e muito a nossa Bancada Federal, nosso líder Nery Geller e todos os deputados, vocês têm nos ajudado em muitos aspectos. Quero agradecer aos nossos senadores, porque todos ajudaram, senador Jayme Campos que foi um gigante, senadora Selma Arruda que está aqui hoje, e senador Wellington Fagundes que ligou pedindo apoio, e todos aqueles que trabalharam para dar esse passo importante para o equilíbrio fiscal de Mato Grosso”,  destacou. 

O governador adiantou que ainda há muito trabalho pela frente.

“Estou muito feliz hoje, aqui com essa vitória. E até sexta-feira quando iremos assinar o contrato e isso será página virada. Bola para frente para consertar Mato Grosso. Um grande abraço a todos”, finalizou.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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