Mato Grosso
Força Tática apreende 148 porções de maconha em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
Robson Victor da Silva de 22 anos foi preso pela Força Tática na noite desta segunda-feira (10) após ser flagrado comercializando drogas na Rua 12 do Bairro da Manga em Várzea Grande, segunda a polícia, no momento que a guarnição avistou o suspeito o mesmo teria corrido e entrado em uma região de mata, porém após o cerco a polícia conseguiu capturar Robson que estava em posse de quarenta porções de substância análoga a maconha.
Após ser questionado o suspeito confessou que em sua residência teria outras porções que também seria para a venda, após se dirigirem para o local indicado os policiais encontraram 108 porções da mesma substância, além da droga ainda foi encontrado no local duas balanças de precisão e quatro rolos de plástico filme que seria usado para embalar a droga.
Robson já possui diversas passagens pela polícia, inclusive o suspeito faz uso da tornozeleira eletrônica após uma condenação por roubo e tráfico de drogas.
O acusado negou fazer parte de alguma facção criminosa, porém o Soldado Aguiar que atendeu a ocorrência alerta para o aumento das facções criminosas em Mato Grosso e acha pouco provável que o suspeito não faça parte de alguma facção “Está claro que as facções vem aumentando em Mato Grosso, portanto é provável que o acusado seja faccionado, o suspeito não está agindo sozinho.” Disse o soldado.
Robson Victor foi conduzido para o Cisc Parque do Lago e está à disposição da justiça, o mesmo deve retornar a prisão pelos crimes de tráfico de drogas e por ter violado as regras para o uso de tornozeleira eletrônica.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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