Mato Grosso
Investigador aposentado é morto ao chegar em sua casa em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
O investigador aposentado da Polícia Civil Antonio Bueno de Godoy de 65 anos foi morto ao chegar em sua residência no Bairro Cristo Rei em Várzea Grande, segundo relato de testemunhas dois homens teriam entrado na residência do investigador quando não havia ninguém na casa, porém os bandidos não contavam que logo Antonio chegaria com sua esposa, após um movimento brusco do investigador que tentou sacar sua arma um dos bandidos atirou contra o mesmo que veio a óbito no local.
O crime ocorreu por volta das 10h e 15m deste domingo (09), a polícia chegou pouco tempo depois ao local do crime e rapidamente saiu em busca dos suspeitos. Segundo a delegada da Delegacia de Homicídio e Proteção á Pessoa Janira Laranjeiras que atendeu o caso, houve a participação de três pessoas, sendo que um deles é menor de idade.
Gabriel João de Oliveira de 21 anos e Andrei Lucas da Silva de 18 anos foram localizados pela polícia após a checagem de um aparelho celular que um dos suspeitos deixou cair no local do crime, o menor de idade teria dado apoio externo a ação dos bandidos e ainda não foi localizado pela polícia.
Ainda segundo a delegada Andrei que teria disparado contra o investigador, porém os suspeitos presos negam a autoria do fato e afirmam que quem atirou em Antonio foi o menor de idade, que segundo os indícios nem estava no local no momento do crime.
A Polícia Civil continua investigando o caso e espera chegar no menor de idade já nos próximos dias, já Andrei e Gabriel estão a disposição da justiça e devem responder por latrocínio. a delegada descarta a possibilidade de execução.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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