Esporte
Copa do Nordeste: Sport elimina Santa Cruz em clássico tumultuado
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Clube rubro-negro venceu o rival por 2 a 0 em jogo com cinco expulsões no Arruda e fará a decisão do torneio diante do Bahia
Da Redação
O Sport garantiu vaga na decisão da Copa do Nordeste de 2017 na noite desta quarta-feira ao bater o rival Santa Cruz por 2 a 0, no Arruda, em um dos clássicos pernambucanos mais tensos dos últimos anos. O jogo teve cinco expulsões e provocações explícitas de atletas do Sport e foi decidido com gols de Éverton Felipe e André. Na decisão, o clube de Recife enfrentará o Bahia, que na outra semifinal eliminou o rival Vitória. As finais acontecem nos dias 17 e 24 e o campeão terá o direito de entrar nas oitavas de final da Copa do Brasil de 2018.
O Sport conseguiu reverter a vantagem conquistada pelo Santa Cruz dentro da Ilha do Retiro, no último sábado, quando a equipe visitante venceu por 2 a 1. Na ocasião, uma comemoração do atacante Halef Pitbull irritou os atletas do Sport, que dedicaram uma canção (impublicável) ao adversário após a classificação.
mpulsionado por barulhentos 35.231 pagantes, o clássico foi eletrizante desde o início. O Sport marcou o primeiro aos 16 minutos, em linda finalização de Éverton na entrada da área. Ele comemorou provocando a torcida tricolor e recebeu cartão amarelo. O clima de rivalidade esquentou aos 23 minutos, quando Rithely fez falta sobre Thomás e houve uma confusão generalizada. Rithely foi expulso e o adversário Elicarlos foram expulsos.
O gol da classificação saiu num lance atípico. O goleiro Magrão fez ligação direta para Samuel Xavier, pelo lado direito. Ele passou por dois adversários e cruzou na área. A defesa rebateu e a bola sobrou na meia lua da grande área para o chute certeiro de André.
Houve nova confusão, porque Rithely, que estava na boca do túnel entrou em campo para comemorar. Evandro, do Sport, que estava no banco, foi expulso. O clima inflamado passou para as arquibancadas pelo lado do Santa Cruz. Os policiais usaram gás de pimenta e alguns torcedores invadiram o campo para serem atendidos o lado de duas ambulâncias.
No final, Wellington César cometeu falta feia em André e foi, com justiça, expulso. Depois Vitor também perdeu a cabeça e foi excluído de campo. Após a partida, os atletas do Sport cantaram e dançaram e chegaram a encenar a morte de uma cobra, em referência à cobra coral, mascote do Santa Cruz.
Fonte: Placar
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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