Esporte
Neymar antecipa agenda em campo e mostra segurança em pé operado
Esporte
Atacante do Paris Saint-Germain e camisa 10 da Seleção passou por cirurgia em 3 de março, após sofrer fratura no quinto metatarso do pé direito, e não jogou desde então
Da Redação
Neymar foi o primeiro jogador da seleção brasileira a descer ao campo da Granja Comary na reta final de preparação para a Copa do Mundo. Seguido por Gabriel Jesus e Danilo, o atacante do Paris Saint-Germain fez trabalhos físicos com bola durante uma hora, sem restrições, na tarde desta terça-feira, um dia antes da programação inicial da comissão técnica.
A atividade orientada pela preparação física é mais um passo para a recuperação definitiva do camisa 10, que não atua desde 25 de fevereiro, quando sofreu fratura no quinto metatarso do pé direito. A operação foi realizada seis dias depois, em 3 de março. Ele já havia voltado a fazer treinos específicos em seu clube na semana passada.
Nesta terça-feira, Neymar não mostrou receio em utilizar o pé direito em nenhum momento. Desde a roda de bobinho, que serviu de aquecimento e contou com a presença até de Taffarel (preparador de goleiros), ele chutou bolas com firmeza. Foi assim em finalizações de curta e média distância.
A CBF explicou que o trio foi antes a campo porque já tinha finalizado os exames e avaliações e por estar há mais tempo sem jogar do que os demais jogadores. O goleiro Ederson inicialmente também iria a campo, mas fez um trabalho físico individual.
Liberado já para os amistosos
Segundo revelou o coordenador Edu Gaspar, na segunda-feira, o técnico Tite terá a preocupação de conversar individualmente com o atacante para que ele possa voltar aos poucos, sem pressão exagerada, a atingir o melhor desempenho possível.
O Neymar vai receber do Tite a informação que ficou três meses parado, e não será o Neymar excepcional depois disso. Vamos criar uma base para que ele possa ganhar de novo a confiança e vá subindo sem pressão exagerada quanto ao seu desempenho – disse.
A comissão técnica, no entanto, conta com seu camisa 10 já no amistoso de 3 de junho, contra a Croácia, em Liverpool. Antes da estreia na Copa do Mundo (marcada para 17 de junho, contra a Suíça), o Brasil ainda enfrentará a Áustria, em Viena, no dia 10.
Fonte: Globo Esporte/ https://globoesporte.globo.com/futebol/selecao-brasileira/noticia/neymar-antecipa-agenda-em-campo-e-mostra-seguranca-em-pe-operado.ghtml
Foto: Pedro Martins/MoWA Press
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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