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Polícia Civil prende autores de vídeo de tortura em Chapada dos Guimarães

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Da Redação

 

Dois jovens apontados como autores de um vídeo compartilhado via redes sociais, no qual um homem aparece sendo torturado em Chapada dos Guimarães (67 km ao Norte), foram identificados pela Polícia Judiciária Civil, na tarde de quinta-feira (19.04). Fernando Duarte Figueiredo, 23, conhecido como “Índio”, e Orlei Campos Pinho, 24, foram autuados em flagrante pelo crime de integrar organização criminosa. Eles responderão também por tortura.

A apuração começou há cerca de dois meses, logo após a divulgação do ritual de tortura,  intitulado “salve”, em que criminosos submetem uma vítima imobilizada, a agressão física mediante pauladas e chutes, sob a justificativa de ser uma “pena ou disciplina”, para indivíduos que praticam delitos na região, contrariando assim o comando da suposta organização criminosa. 

As imagens dos criminosos circularam rapidamente entre moradores e comerciantes de Chapada dos Guimarães, causando sensação de temor por parte da população. 

Com análises do vídeo e áudio gravado, oitiva da vítima, entre outros indícios, a Polícia Civil conseguiu a identificação e qualificação dos dois autores da tortura.

O primeiro suspeito, Fernando, foi conduzido à Delegacia de Polícia pela Polícia Militar, na noite anterior, acusado de tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, com numeração adulterada e associação criminosa. O segundo, Orlei Campos, foi preso pelos policiais civis numa rua próxima a Cadeia Pública da cidade.

Conforme o delegado, Sued Dias da Silva Junior, diante dos relatórios e provas que comprovam a integração de ambos com uma organização criminosa, fato esse considerado pela lei como crime permanente, os dois foram mantidos presos em flagrante delito. 

“Além do flagrante eles também serão indiciados no inquérito policial que trâmite na delegacia pelo crime de tortura. Após a confecção dos autos, os jovens foram apresentados para audiência de custódia, no Fórum da Comarca local, ficando à disposição da Justiça”, acrescentou.

Na audiência de custódia, os  dois tiveram a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva pelo Poder Judiciário. 

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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