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Juíza determina que Marin seja levado para cadeia nos EUA e cartola pode ficar 20 anos preso

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Magistrada não aceita argumentos dos advogados, que pediram que o brasileiro aguardasse a sentença em casa

Da Redação

A juíza Pamela Chen, da Corte do Brooklyn, em Nova York, nos Estados Unidos, aceitou o pedido dos promotores e decidiu nesta sexta-feira pela prisão imediata do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, de 85 anos. Ele ficará no Centro Metropolitano de Detenção, do Brooklyn.

Marin foi considerado culpado em seis das sete acusações de corrupção: conspiração para recebimento de dinheiro ilícito, conspiração para fraude relativa à Copa Libertadores, conspiração para lavagem de dinheiro relativa à Libertadores, conspiração para fraude relativa à Copa do Brasil, conspiração para fraude relativa à Copa América e conspiração para lavagem de dinheiro relativa à Copa América. O dirigente brasileiro foi absolvido apenas da acusação de lavagem de dinheiro da Copa do Brasil. A decisão foi anunciada nesta sexta.

A magistrada não aceitou os argumentos dos advogados de Marin, que pediram que o brasileiro aguardasse a sentença em prisão domiciliar nos EUA. Os advogados tentaram interceder, alegando que o réu já se encontrava em prisão domiciliar e não oferecia risco à sociedade. Marin é dono de um apartamento de luxo na Trump Tower, em Nova York, onde estava recluso em prisão desde sua extradição para os EUA, em novembro de 2015. Ele pode pegar até 20 anos de prisão. A juíza, no entanto, justificou que precisa ter certeza de que Marin estará no país para aguardar a sentença, que deve ser determinada em breve. A Corte dos Estados não tem recesso de uma semana.

Marin foi foi acusado pela promotoria de aceitar mais de US$ 6,5 milhões (R$ 21,6 milhões) em troca de subornos de direitos televisivos de torneios de futebol, como Copa do Brasil e Libertadores. Parte desse dinheiro teria sido depositado em uma conta bancária em Nova York que Marin usaria para pagar despesas pessoais.

Os jurados foram instruídos pela juíza, ouviram os argumentos finais e se reuniram para deliberar por um período de seis dias. Como o caso é muito complexo, dúvidas sobre evidências e as instruções da juíza acarretaram na demora de um consenso. Isolados por vários dias, os membros do júri foram instruídos a não ler notícias sobre o caso, tampouco emitir comentários fora do tribunal.

Nos Estados Unidos, em casos criminais, quando não houver unanimidade no veredicto, cabe ao juiz convocar um novo júri. Havendo a concordância da promotoria, ele também pode absolver os réus – o que dificilmente aconteceria nesse julgamento. Embora haja um veredicto sobre os culpados, as sentenças ainda devem demorar alguns dias, pois o júri não determina a penalidade. De acordo com a praxe, os juízes costumam entregar a sentença no prazo de 30 a 60 dias. O prazo para que a juíza Pamela Chen delibere a sentença é indeterminado, podendo ocorrer na próxima semana ou num prazo de até dois meses. Nesse intervalo a promotoria deve estipular os prejuízos causados pelos réus para que a juíza estipule o valor das multas e da pena.

O paraguaio Juan Angel Napout, ex-presidente da Conmebol, foi considerado culpado em três de cinco acusações e também será levado para a prisão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Amr Alfiky/Reuters

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Brasil avança como líder e define confronto contra o Japão no mata-mata da Copa

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A Seleção Brasileira confirmou o favoritismo e carimbou a vaga para a segunda fase da Copa do Mundo na liderança isolada do Grupo C. Após a vitória tranquila por 3 a 0 sobre a Escócia na última quarta-feira, a Seleção Brasileira já conhece seu próximo desafio: o Japão será o adversário no início da fase eliminatória.

O embate decisivo entre brasileiros e japoneses está agendado para a próxima segunda-feira, dia 29 de junho, às 14 horas (horário de Brasília). A partida terá como palco o NRG Stadium, localizado em Houston, no Texas. Com o desenho do chaveamento avançando, o Brasil também já vislumbra o horizonte das quartas de final. Caso supere os asiáticos, a Seleção enfrentará o vencedor do confronto entre Costa do Marfim e Noruega, que se enfrentam no dia 30 de junho.

Enquanto o Brasil se posiciona em um lado da tabela, a França também assegurou sua permanência no torneio com autoridade. Ao vencer a Noruega por 4 a 1, os franceses garantiram o topo do Grupo I e foram destinados à outra metade da chave. Nesse caminho oposto ao brasileiro, a França aguarda a definição dos melhores terceiros colocados e pode ter um clássico europeu contra a Alemanha logo nas oitavas de final.

Até o momento, a competição já conta com 18 seleções matematicamente garantidas na fase de mata-mata. Além dos países-sede — Canadá, Estados Unidos e México —, potências tradicionais como Argentina, Alemanha, Holanda e a própria França seguem na disputa pelo título. Também já asseguraram suas vagas as seleções da África do Sul, Colômbia, Suíça, Bósnia, Marrocos, Suécia, Equador e Austrália, além de Japão, Costa do Marfim e Noruega, que seguem vivos na busca pela taça mundial.

Fonte: Esportes



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