Mato Grosso

“Papel do vereador é estender amplo olhar atencioso à população”, diz Fabinho

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Mato Grosso

Da Redação

O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Fábio José Tardin – Fabinho (DEM), afirmou hoje (2) que o dever parlamentar abrange total atenção constante à população, que, segundo ele, sempre enfrenta demandas distintas e precisa ser apoiada diuturnamente. “Vereador não foi eleito para ficar confinado a gabinetes: precisa estar lá sempre, perto do povo, a fim de ouvi-lo e saber quais são suas dificuldades, sejam estruturais ou sociais. Daí é que emanam as providências legislativas capazes de resguardar melhor qualidade de vida a todos. É inteirado dessas realidades [cotidianas] que o parlamentar vai a campo para buscar medidas resolutivas junto ao Executivo”.

Fabinho disse também estar animado com o ritmo desenvolvimentista que Várzea Grande registra nos últimos tempos, apesar de enfrentar problemas comuns a qualquer cidade de porte médio. “Afinal, conforme disse, o município de Várzea Grande, sede e distritos, há tempos passa por reformulação geral.  É preciso estabelecer processo de desenvolvimento dinâmico em paralelo com uma estrutura compatível; trabalho desenvolvido pelo prefeito Kalil Baracat, igualmente detentor de visão humanizada. Infelizmente, houve uma época em que VG já tinha perdido as esperanças, prevalecendo desalento geral e debandada da autoestima dos seus moradores. Hoje, holofotes de esperança progressista estão acesos e direcionados nos quatro polos do município”.

Como exemplo, Fabinho citou as novas obras na Saúde e Educação que Várzea Grande encampou na atual gestão, além de outras já programadas e com recursos assegurados. “A Câmara Municipal é parceira incondicional de qualquer administração determinada a concretizar benefícios à cidade e a seus habitantes”. O presidente ainda salientou que a Nova ETA (Estação de Tratamento de Água), projeto a ser edificado na região do Chapéu do Sol, vai resolver definitivamente o problema de abastecimento de Várzea Grande.

“Posso assegurar que este empreendimento será um dos marcos da administração do prefeito Kalil. O povo várzea-grandense tem sede há muito tempo, e num futuro breve terá abundância d’água. A universalização do abastecimento em VG já é fato concreto na agenda de trabalho do município. Sempre salientando que a Casa de Leis está alinhada 100% para somar com projetos que redundem em bem-estar e serviços públicos eficientes à população: vereador é pontual serviçal do povo”.

 

 

 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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