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Governador: ações do Estado tem fomentado a agroindustrialização em Mato Grosso

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Mato Grosso

Mauro Mendes falou sobre os investimentos do Governo de Mato Grosso em infraestrutura

Da Redação

O governador Mauro Mendes afirmou que o pacote de obras e ações do programa Mais MT tem fomentado a agroindustrialização em Mato Grosso.

A declaração foi dada nesta semana em entrevista ao programa Dia Dia Rural, do canal Terra Viva, da Band.

O gestor relatou que Mato Grosso hoje é o maior produtor brasileiro das principais commodities agrícolas, como a soja, milho, algodão e também em rebanho bovino.

Além disso, conforme o governador, a agroindustrialização tem crescido substancialmente no estado nos últimos anos, especialmente no setor de etanol de milho, com 80% da produção nacional (2,14 bilhões de litros na safra 2020/2021).

“Estamos na onda da agroindustrialização. Há muitos anos somos o maior produtor de milho, e agora estamos transformando esse milho em etanol, em DDG, gerando mais valor agregado, em uma indústria bastante tecnificada”, afirmou.

Para Mauro Mendes, as ações implementadas pelo Governo de Mato Grosso têm colaborado na atração de indústrias do setor, a exemplo da revisão dos incentivos fiscais, redução da burocracia para a emissão de licenças e também o equilíbrio econômico obtido pela gestão, trazendo segurança jurídica aos investidores.

“Há dois anos, a nossa situação fiscal era bastante ruim. Tínhamos salários atrasados e centenas de obras paralisadas. Quando eu assumi, fizemos uma dura política fiscal e conseguimos recuperar o estado de Mato Grosso. Conseguimos saltar de Nota C para Nota A no Tesouro Nacional. Vamos investir este ano em torno de 15% da nossa receita, um dos maiores investimentos do país, em razão da pujança da nossa economia e pelas medidas corretas do Governo em cortar despesa e melhorar a arrecadação pública”, citou.

De acordo com Mauro Mendes, os investimentos em infraestrutura do Governo de Mato Grosso também estão sendo fundamentais para atração de empresas e, com isso, geração de emprego, renda e qualidade de vida aos mato-grossenses.

“Vamos ter esse ano nas mãos das empreiteiras em torno de 1.500 km de rodovias sendo asfaltadas, e um programa de 5 mil pontes de madeira em parceria com as prefeituras. Essa infraestrutura melhorando, traz mais investimento privado, que vai aumentar as áreas produtivas, que vai baixar o custo do produtor, e que vai fazer com que o empresário tenha mais capacidade de investir”.

“Hoje Mato Grosso é um estado de oportunidades, e temos buscado investidores na área da agroindustrialização. Exemplo disso é a indústria de etanol de milho, que há poucos anos não existia e hoje já somos o primeiro estado em produção de etanol de milho, com grande perspectiva de continuar crescendo”, finalizou. 

 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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