Mato Grosso
Cuiabá: Campanha Vacina Solidária alcança 4,2 toneladas de alimentos ,
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Da Redação
A campanha de arrecadação de alimentos Vacina Solidária organizada pela primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, alcançou a marca de 4,2 toneladas, na última semana, com as doações de grupos organizados e as recolhidas nos seis pontos de coleta da Prefeitura de Cuiabá.
Segundo a primeira-dama, o engajamento da campanha tem superado todas as expectativas em relação às campanhas anteriores, e a razão por estar relacionada ao avanço do Plano de Vacinação na Capital.
“O cuiabano é muito solidário quando convocado porém, nessa campanha, em especial, temos recebido muito apoio, doações e acredito que esteja ligado ao sentimento de estarmos vencendo a pandemia, com a vacinação a todo vapor, o que gera esse espírito nas pessoas de querer ajudar àquelas que foram mais prejudicadas no sustento familiar”, externou.
As doações estão sendo feitas nos pontos de coleta presentes nos locais de vacinação da prefeitura. São seis pontos: Centro de Eventos do Pantanal, Sesi Papa, Sesc Balneário, Universidade Federal de Mato Grosso, Assembleia Legislativa e, mais recente, Senai Porto.
Além das doações populares, grupos segmentados da própria prefeitura têm se movimentado para oferecer doações à campanha, como é o caso dos servidores das pasta de Mobilidade Urbana e Ordem Pública responsáveis pela doação de 2,5 mil toneladas de alimentos.
Entregas
As entregas totalizaram mais de 1 mil cestas para 40 instituições diferentes como MT Mamma, Abrigo Bom Jesus de Cuiabá, além de comunidades em vulnerabilidade social apontadas pela Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência. “Estamos direcionando esses alimentos de forma imediata durante toda a semana porque a fome não espera. Tem muitas famílias que foram prejudicadas nessa pandemia e precisam do nosso apoio para o sustento familiar e por isso peço a colaboração de quem pode ajudar com 1 kg de alimento”, reforçou a primeira-dama.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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