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Max Russi defende censo de crianças e jovens autistas: “Precisamos incentivar programas de inclusão”

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Projeto de lei pretende criar o programa Censo de Inclusão de Autistas e garantir que informações cheguem às secretarias de Educação

Da Redação

Projeto de Lei 37/2021 do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), que propõe a realização de censo para diagnóstico de crianças e jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA), matriculados nas escolas do estado, foi aprovado pelo Parlamento nesta quarta-feira (12), em primeira votação. A intenção, conforme Russi, é incentivar a formatação de programas de inclusão direcionados ao atendimento de autistas.  

O parlamentar explicou que a intenção é instituir a obrigatoriedade, por parte das escolas públicas e privadas, através do programa Censo de Inclusão de Autistas, e informar o quantitativo às secretarias municipais de Educação e à Secretária Estadual de Educação (Seduc-MT).

“Alimentar o banco de dados das secretarias é fundamental, para que as crianças e jovens autistas possam ser assistidas e assim possamos formatar ações de políticas públicas, que possam prestar todo o auxílio necessário”, complementou.  O presidente do Parlamento lembra ainda que, em 2012, foi promulgada a Lei Federal nº 12.764,  “Lei Berenice Piana”, instituindo a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. “Essa é a saída para facilitar, bem como promover, uma capacitação mais qualificada dos profissionais da saúde, educadores e demais profissionais que atuam com autistas em nosso estado”, reforçou o deputado.

Quem avaliou positivamente a iniciativa do parlamentar foi a presidente da Associação de Amigos do Autista do Estado de Mato Grosso (AMA), Kelly Viegas. “Este projeto é de suma importância, porque aí poderíamos saber realmente quantos autistas temos no estado e pedir para que sejam implantadas políticas públicas que realmente atendam aos nossos autistas. Estou muito feliz e sensibilizada pelo deputado ter esse olhar a nossos autistas”, comemorou.

A AMA foi fundada em 01 de julho de 2000 e busca garantir os direitos e inclusão dos autistas na sociedade, através de diversas ações desenvolvidas por colaboradores ou em parceria com outras entidades.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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