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Rodrigo Caio exalta reação do São Paulo e diz: ‘Estamos vencendo e convencendo’

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Para zagueiro, empate com o Corinthians foi divisor de águas no campeonato

Da Redação

 

Para o zagueiro Rodrigo Caio, do São Paulo, o time tricolor está focado na luta contra o rebaixamento e, depois de quase uma temporada inteira de sufoco, vem conseguindo “vencer e convencer”. O time se prepara para enfrentar o Atlético-GO no próximo sábado, às 19 horas, em Goiânia, para tentar conseguir a inédita terceira vitória seguida para o clube neste Brasileirão.

“Há duas rodadas, todos falavam que íamos cair, que não éramos competitivos e, agora, alguns falam até de (possibilidade de classificação para) Libertadores”, disse o defensor, em entrevista coletiva nesta quarta. “A gente está focado em conseguir os 47 pontos para livrar do rebaixamento e só depois disso pensaremos em outras coisas. Agora, estamos vencendo e convencendo e isso é o mais importante.”

O zagueiro relembrou os momentos de tensão de quando o São Paulo estava na zona de rebaixamento e não conseguia construir uma sequência de bons resultados. “Foram muitas noites sem sono, a gente via um time que não conseguia se encaixar nem fazer bons jogos. Não é sempre que um time joga bem, mas uma equipe consistente precisa conseguir ganhar mesmo se não jogar bem, e isso não acontecia. E, às vezes, jogando bem, também não ganhávamos, como foi contra o Palmeiras (derrota por 4 a 2, no Allianz Parque).”

 

O atleta revela que a atuação do grupo diante do líder Corinthians, no empate por 1 a 1 no Morumbi, foi um divisor de águas para a retomada da equipe tricolor no torneio. “Aquela partida nos trouxe um aprendizado muito grande porque jogamos em alto nível, controlando o jogo, mas ainda continuamos oscilando. Aí nós paramos para pensar: ‘Jogamos bem contra o líder, por que não podemos jogar daquela forma contra todos os outros?'”.

Rodrigo Caio exaltou o trabalho do técnico Dorival Junior e disse que os atletas da equipe estão cada vez mais confiantes. “O Dorival conseguiu recuperar jogadores, fazer com que o time voltasse a jogar bem, construiu um sistema de jogo bem definido, e deu muita confiança para o grupo para o restante do campeonato. Quando o jogo coletivo está bem, as individualidades aparecem.”

O jogador projeta uma sequência de jogos difíceis, em Goiânia, diante do lanterna do Brasileirão, e contra a Chapecoense, na 33ª rodada, no Pacaembu. “O Atlético-GO é um grande adversário e a dificuldade será enorme. Por ser lanterna, o time vai para frente para tentar ganhar. E contra a Chape, a responsabilidade é nossa, jogamos em casa, e temos que ter um nível de concentração muito grande para derrotá-los e conseguirmos mais seis pontos.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:  Estadão Conteúdo

Foto: Daniel Teixeira / Estadão Conteúdo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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