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Jornalista entra com PAD e agravo para tentar impedir manobras de conselheiro afastado

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 Delação do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, detonou com esquema de corrupção deslavada do conselheiro Antônio Joaquim (TCE) e comparsas

 

Da Redação: G. Alves

 

 

O jornalista Cláudio Roberto Natal Junior ingressou com pedido de PAD Processo Administrativo Disciplinar no Tribunal de Contas do Estado e junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, para tentar impedir que o conselheiro afastado do TCE, Antônio Joaquim, utilize manobras jurídicas com o intuito de conseguir sua aposentadoria pelo órgão. No entendimento do jornalista, isso seria um aviltamento à lisura e ao curso irretocável das leis regimentais do próprio TCE, em face das investigações de corrupção que já resultaram no afastamento de Antônio Joaquim e outros conselheiros do TCE, determinação do ministro do Supremo, Luiz Fux.

Conforme o jornalista Cláudio Natal, o conselheiro Antônio Joaquim, antes de buscar oportuna blindagem numa “generosa aposentadoria precoce”, precisa, primeiro, é prestar contas à Justiça dos deslizes que cometeu no exercício do cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, com enriquecimento ilícito.

Cláudio Natal, ainda citou, como o conselheiro conseguiu a proeza de se tornar um das piores figuras públicas em toda a história de Mato Grosso ao comandar uma corrupção desenfreada dentro do órgão. Na lista de crimes que cometeu contra a ordem tributária, levantamentos a partir da Operação MALEBOLGE, desencadeada pela Polícia Federal dia 13.09, Antônio Joaquim é acusado pela Procuradoria Geral da República da prática de corrupção/extorsão, bem como de gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa, etc. “É quase uma lista telefônica, de tantos crimes”, descreve o jornalista.

A preocupação de Cláudio Natal é de que Antônio Joaquim consiga brechas eventuais no dispositivo regimental do TCE e “toque pra frente” sua aposentadoria. “No pedido de Ação Popular, frisamos que existe todo um contraditório jurídico relacionado a esse pleito, ou seja: faz-se necessário que Antônio Joaquim responda a um PAD – Processo Administrativo Disciplinar, para fins de apuração de todos esses fatos, de natureza gravíssima”.

No pedido de Ação Popular, Cláudio Natal destaca que cabe multa ao Governo de Mato Grosso se, porventura, este acatar o pedido de aposentadoria de Antônio Joaquim.

“Isto seria revoltante. Durante anos, ele {Antônio Joaquim} utilizou-se do cargo de conselheiro do TCE em proveito próprio, financeiramente falando. Causou consideráveis estragos à boa imagem do órgão fiscalizador de forma vergonhosa, utilizando- o para praticar uma série de atos ilícitos, mas que finalmente vieram à tona. Foi um expurgo fétido que inundou até a sala do Supremo Tribunal Federal, a ponto de o ministro Fux determinar o imediato afastamento de Antônio Joaquim e outros comparsas do TCE”, comemorou Cláudio Natal.

Ele elencou que a respeitável fortuna acumulada “rapidamente” pelo conselheiro Antônio Joaquim ‘foi estopim incandescente na detonação desse escândalo de caráter punitivo’. “Trata-se de uma evolução patrimonial descaradamente absurda, incompatível aos ganhos honestos de um conselheiro, que, infelizmente, mesmo afastado pelo ministro Fux, ainda é integrante do órgão”.

Segundo análise do jornalista, qualquer corrupto – quando devidamente acuado -, tenta sair pela tangente, buscar alternativas que possam livrá-lo de uma situação aflitiva, simultaneamente garantindo seu bem-estar. “O conselheiro Antônio Joaquim não foge à regra; daí estar tentando se aposentar em pleno curso das investigações que levantaram um legítimo mar de lama dentro e no entorno de sua vida pública”.

Os ilícitos que ele e seus comparsas cometeram – observou – “registram alto grau de ações consecutivas, ousadia inédita num histórico evolutivo, quase sem precedentes. E envolve nomes que se consideravam imunes às garras da Justiça. A casa desses corruptos felizmente caiu. Ainda podemos ter esperanças de que o Brasil não é celeiro impune de corruptos, seja quem for. A finalidade do PAD, por conseguinte, é no sentido de que o conselheiro Antônio Joaquim responda primeiro, a processo administrativo, pois assim não terá nenhum respaldo antecipado de benefício especial, no caso, a aposentadoria”.

Cláudio salientou que, com esse agravo impetrado junto ao Tribunal de Justiça, a defesa do conselheiro fica praticamente “travada” de canalizar e dar prosseguimento ao processo de aposentadoria requerido. Cláudio Natal entende que, desta vez, as manobras de Antônio Joaquim não terão sucesso, pois desencadearam revolta popular. “Os desembargadores conhecem a fundo o Regimento do órgão e, principalmente, todo esse descalabro que ruiu de dentro pra fora do TCE, e certamente que vetarão qualquer tentativa de dar continuidade ao processo de aposentadoria pretendido pelo conselheiro corrupto”.

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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