Mato Grosso
Por integrarem Segurança Pública, servidores do Detran-MT serão vacinados contra Covid-19
Mato Grosso
A vacinação dos servidores do Detran contra o covid-19 é mais um avanço conquistado pela atual gestão com a inclusão da Autarquia no quadro das forças de segurança pública estadual
O governador Mauro Mendes comunicou nesta segunda-feira (05.04) que ao menos 3.200 profissionais das forças de Segurança Pública do Estado serão vacinados ainda no mês de abril contra o covid-19. Isso inclui também os servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), que fazem parte da estrutura da Segurança Pública do Estado.
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, explicou que a vacinação seguirá critério de idade, como forma de não discriminar nenhuma das categorias que pertencem às forças de Segurança. “Está sendo criada uma lista com a idade de todos os profissionais e a distribuição será por idade, prestigiando todos os 141 municípios”, pontuou.
Segundo o governador Mauro Mendes, de início a Secretaria de Estado de Saúde vai conseguir 3200 doses, podendo chegar a 3500. “Muito provavelmente ainda no mês de abril poderemos vacinar todo o contingente, que tem colocado a própria vida em risco no combate à pandemia”, afirmou o governador.
A vacinação dos servidores do Detran contra o covid-19 é mais um avanço conquistado pela atual gestão com a inclusão da Autarquia no quadro das forças de segurança pública estadual. Em reunião realizada na Secretaria de Segurança Pública com a presença do Detran-MT, no dia 1º de abril, o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, informou que o Detran-MT estava dentro desse calendário de vacinação para as forças de segurança pública e na segunda-feira (05.04) o Detran encaminhou a Sesp a relação dos servidores, por idade, para a vacinação.
“O anúncio feito pelo governador Mauro Mendes na segunda-feira foi um marco histórico para concretizar tudo que já havia sido articulado pela gestão do Detran-MT”, ressaltou o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos.
Articulação e avanços
Desde o início, a atual gestão do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) vem articulando junto ao Governo do Estado, Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT) e Assembleia Legislativa para que o Detran seja incluído nas forças de segurança pública do Estado.
No dia 04 de dezembro de 2020, após diversas articulações políticas, o Detran-MT avançou na conquista da publicação da Emenda Constitucional n° 95 de 02 de dezembro de 2020, de iniciativa do governador Mauro Mendes, que disciplina a segurança viária no Estado de Mato Grosso.
Com essa regulamentação, o Poder Executivo Estadual concedeu ao Detran-MT o aparato legal necessário para a execução da segurança viária no âmbito estadual.
A Emenda Constitucional n° 95 recepciona na legislação estadual as alterações inseridas na Constituição Federal pela Emenda Constitucional nº 82, de 16 de julho de 2014, que atribuiu aos órgãos executivos de trânsito dos estados, dos municípios e do Distrito Federal a responsabilidade pela segurança viária.
“A alteração do texto constitucional foi um marco na história da Autarquia, que passou a integrar definitivamente a Segurança Pública Estadual, oportunizando desde então proposição de políticas públicas mais eficientes para a garantia da segurança viária à sociedade mato-grossense”, ressaltou o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos.
Mato Grosso
Julgamento é retomado com interrogatório dos réus
O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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