Mato Grosso
“Está sombria essa situação de ameaça de luto”, desabafa empresária sobre pandemia
Mato Grosso
Segundo a empresária, de cada 10 pessoas, pelo menos oito já confessam estar apavoradas. O cenário desértico de Cuiabá mostra esse recuo temerário da população…
Com a disseminação do vírus da covid-19 e as mortes sequenciais provocadas pela doença, o Brasil inteiro vive hoje clima de expectativa nitidamente sombrio, conforme analisa uma empresária do setor de comunicação. Ela disse que esse é o sentimento imperante em quantos têm amor pela vida e conhecem, de perto, os reflexos letais impostos pela pandemia, doença olhada antes com descaso. “Ninguém acreditava que existisse, fazia até piadas. Olhe aí o que esse coronavírus tem feito com milhões de pessoas…”
Segundo a comunicadora, é preciso que todos se resguardem assim da melhor forma possível, a fim de evitar ser infectados pelo vírus assassino. Uma das medidas mais importantes, diz, reside em manter distanciamento social, evitando aglomerações.
“Não fosse pela necessidade de trabalhar, eu sequer sairia de casa. Mas, por força da imposição profissional, da necessidade de atender nossa clientela, tenho cumprido expediente diário com muito temor. Afinal, estamos à mercê de um inimigo invisível, que ceifa vidas humanas sem a menor piedade. E o pior de tudo: a cada dia, com maior celeridade, como se estivesse nos provando seu poder de extermínio em massa”.
A recomendação da empresária, que prefere não se identificar, é de que todos adotem as medidas de restrição com o maior rigor possível, não se descuidando um milímetro sequer das recomendações divulgadas pelo Ministério da Saúde, governos e outras instituições.
“Não basta apenas usar máscara e álcool gel, sabemos: o vírus é ardiloso, aproveita-se de cada segundo de descuido. Um simples abraço em alguém querido pode significar o “selo da morte”, é uma das realidades hoje em dia. Portanto, é preciso blindar nosso corpo de todas as maneiras. Porque, se adoecermos, aí já é difícil promover qualquer retrocesso positivo. Basta fazer um levantamento de quantos saíram vivos do hospital após ser intubados”.
Ainda na sua opinião, os próximos 15 ou mais dias tendem a ser ainda mais angustiosos, porque é o momento de alta dessa pandemia. “E nem estamos falando dos reflexos letais do vírus no restante do Brasil e mundo: Mato Grosso, em síntese, que até há pouco tempo registrava baixos índices de contaminação, há semanas convive com o terror incontrolável dessa doença, sempre assinalando vermelho nos gráficos de medição dos estados que mais registram casos de covid-19”.
Ao finalizar, a empresária sugere duas coisas: que ninguém desacredite dos avisos dos especialistas médicos de que não é hora para brincadeiras, descuidos, e também para que a fé em Deus se sublinhe forte nos corações desalentados por luto. “Tudo isso é muito deprimente, para não dizer assustador. Conforme disse, defrontamo-nos atualmente com horizontes sombrios, e a única luz alvissareira é reforçar os cuidados básicos de prevenção e torcer, enfim, para que esse vírus se torne passado de lembrança amarga, muito em breve. Sempre lembrando que o inimigo em questão não é mais forte do que Deus”.
Por João Carlos de Queiroz
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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