Esporte
A convite da CBF, goleiros brasileiros se unem para homenagear Barbosa nas redes sociais
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Goleiro da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1950, ídolo da Canarinho completaria 100 anos neste sábado (27).
O dia foi de homenagens para um dos maiores jogadores da história da Seleção Brasileira. Neste 27 de março, Barbosa completaria 100 anos de vida. Goleiro do Brasil na Copa do Mundo de 1950, o ídolo foi homenageado por dezenas de goleiros brasileiros da atualidade. A convite da CBF, eles foram às redes sociais para compartilhar uma mesma foto com a hashtag #Barbosa100, unindo-se em uma corrente de celebração ao eterno goleiro da Seleção.
Tudo começou com as publicações nas redes da própria Confederação Brasileira de Futebol. Assim que virou a meia noite, a CBF deixou a sua mensagem para o centenário de Barbosa.
Na sequência, a corrente contou com a luxuosa participação de grandes goleiros da história da Seleção Brasileira, como Taffarel, Júlio César e Jefferson. Com Copas do Mundo e Olimpíadas no currículo, as goleiras Bárbara e Aline Reis, da Seleção Feminina, também deixaram suas mensagens pela memória de Barbosa.
Herdeiros dele no gol do Vasco da Gama, Lucão e Cadu Neves publicaram suas homenagens nas redes sociais. A lembrança para Barbosa era tão importante que rompeu até mesmo as barreiras da rivalidade. Diego Alves e Hugo Souza, do Flamengo, e Douglas Borges e Diego Loureiro, do Botafogo, também participaram da ação.
O movimento pelo centenário de Barbosa rodou todo o futebol brasileiro, reunindo importantes nomes da posição na atualidade. Weverton, Santos, Cássio, Tiago Volpi, Marcelo Lomba, Fábio, Tadeu, Ivan, Luan Polli, Richard, João Ricardo, Danilo Fernandes, entre tantos outros, compartilharam a foto e a hashtag em homenagem a Barbosa.
A corrente entre tantos goleiros mostra um pouco da importância que Barbosa teve para o futebol brasileiro. No gol da Seleção Brasileira e do Vasco da Gama, Barbosa foi craque, foi pioneiro, foi gigante. E é eterno, como é também a gratidão da comunidade do futebol brasileiro por tudo que ele fez e representa.
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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