COBERTURA VACINAL
SES orienta população sobre a importância de manter a caderneta de vacinação em dia
Imunização é a principal forma de prevenção de doenças e gera segurança tanto para quem é imunizado, quanto para a comunidade
Saúde
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) orienta a população sobre a importância de manter a caderneta de vacinação em dia. A imunização é a principal forma de prevenção de doenças graves como febre amarela, poliomielite (paralisia infantil), sarampo, varicela, difteria e meningite.
Uma pessoa que não está com a vacinação em dia pode desenvolver formas agressivas de algumas doenças e se tornar até mesmo um transmissor, o que coloca em risco não só ela, como também as pessoas ao seu redor.
Através da vacinação em massa da população, o Brasil já conseguiu erradicar doenças que vitimaram milhares de pessoas no passado, como a poliomielite, o sarampo, a rubéola, o tétano e a coqueluche.
Dados do Ministério da Saúde apontam que Mato Grosso registrou, em 2023, o aumento na cobertura vacinal de 9 dos 16 principais imunizantes do calendário infantil do Programa Nacional de Imunizantes (PNI), se comparado ao ano de 2022.
Os principais destaques no Estado foram para a 2ª dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), cujos números saltaram de 46,07% em 2022 para 54,98% no ano passado, um aumento de 8,91 pontos percentuais.
A vacina contra o rotavírus também passou de 82,69% para 88,32%, o que representa um crescimento de 5,63 pontos percentuais. As aplicações da poliomielite também avançaram 3,98 pontos percentuais, passando de 84,17% para 88,15%.
Vacina contra a pólio
No início do mês de novembro, o Ministério da Saúde anunciou a decisão de trocar as duas doses de reforço da vacina oral contra a poliomielite (VOP), a chamada “gotinha”, pela vacina inativada poliomielite (VIP).
Anteriormente, o esquema vacinal contemplava a administração de três doses da VIP, aos 2, 4 e 6 meses de vida e duas doses de reforço com a gotinha aos 15 meses e aos quatro anos de idade.
Com a mudança, a gotinha deixa de ser aplicada e apenas uma dose de reforço, com a VIP, passa a ser aplicada aos 15 meses de idade. As gotinhas foram aplicadas desde 1977 e há 34 anos o país não registra um caso da doença.
A mudança, segundo o órgão, foi baseada em critérios epidemiológicos, evidências científicas e recomendações internacionais para deixar o esquema vacinal mais seguro.
Em Mato Grosso, o imunizante e as doses de reforço já são aplicados de forma injetável, conforme determinação do Ministério da Saúde.
Segundo a secretária Adjunta de Atenção e Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, é importante que a população continue consciente da importância da vacinação, não só para as crianças, mas também para pessoas na fase adulta.
“O esquema vacinal é de grande importância para todos os indivíduos, independente da idade. Não podemos permitir que doenças que já foram erradicadas voltem a vitimar a população por falta de imunização. Precisamos continuar nesta proteção e segurança pelo nosso bem e pelo bem do próximo”, pontuou Alessandra.
O Calendário Nacional de Vacinação contempla pessoas de todas as idades e etnias, desde o recém-nascido até os idosos e gestantes. No caso dos recém-nascidos, são disponibilizadas 19 vacinas cuja proteção se estende por toda a vida.
Entre as principais vacinas oferecidas pelo SUS, estão: BCG; Hepatite B; Penta; Pólio; Rotavírus; Pneumo 10; Meningo C; Febre amarela; Influenza (ofertada durante campanha anual); Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); Pneumocócica; Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela); DTP; Hepatite A; Varicela e Difteria e tétano adulto (dT);
O Ministério da Saúde é o responsável por fazer a aquisição e a distribuição de todas as vacinas do Calendário Nacional para os municípios. Verifique a disponibilização dos imunizantes nos postos de saúde.
Para ter acesso à imunização, basta comparecer a um posto de saúde com um documento com foto e com o cartão de vacinação, se tiver, e verificar se o local possui o imunizante desejado.
A falta da caderneta não impede a vacinação, mas ela é importante para que se tenha um documento oficial com histórico vacinal em dia.
Saúde
HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá
Da Redação
O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.
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