PANDEMIA

Saúde divulga o 22º Informe Epidemiológico de 2021

A edição leva em consideração os casos registrados de 14 de março de 2020 até 14 de agosto de 2021

Publicado em

Saúde

Luiz Alves

Em 14 de agosto de 2021, o Brasil acumulava 20.350.142 casos confirmados de Covid-19 e 568.788 mortes e Mato Grosso registrava 501.974 casos confirmados e 12.927 óbitos, indicando aumento de 3,0% dos casos e 3,0% de óbitos em duas semanas.

No Brasil se mantém nas últimas semanas a tendência de queda nos indicadores de incidência e mortalidade por Covid-19 e nas taxas de ocupação de UTI adulto no SUS, sendo que esse último indicador apresentou os melhores resultados desde julho de 2020. Esses resultados indicam que a vacinação tem feito diferença, porém, não se pode deixar de destacar que as vacinas disponíveis apresentam limites em relação ao bloqueio da transmissão do vírus, que continua circulando com intensidade. A possibilidade de surgimento de variantes com potencial de reduzir a efetividade das vacinas disponíveis é preocupante. Desta forma, o país encontra-se em um cenário de vulnerabilidade quanto ao possível crescimento do número de casos e, até mesmo de casos graves, dada a cobertura vacinal ainda insuficiente e limites inerentes às próprias vacinas, daí a importância da manutenção das medidas de distanciamento físico social, uso de máscaras, cuidados com a higiene das mãos, além da vacinação.

Já tem indício da circulação em Cuiabá da variante Delta do coronavírus, mais transmissível, e que expõe a população à possibilidade de grande elevação de casos. Com a presença desta nova variante e o surgimento de novas variantes, torna-se premente o atingimento de elevada cobertura vacinal (≥80%) da população elegível com o número de doses adequado, conforme a vacina administrada, em curto prazo.

Desde o registro dos primeiros casos em Cuiabá, a Secretaria Municipal de Saúde, com apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso, publica o Informe Epidemiológico sobre a Covid-19, com o objetivo de monitorar o padrão de morbidade e mortalidade e descrever as características clínicas e epidemiológicas dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave – SRAG pelo SARS-Cov-2 em residentes no município de Cuiabá. Este é o 60º informe produzido, no qual apresentamos as informações desde a data da notificação do primeiro caso em Cuiabá até a 32ª Semana Epidemiológica (SE), compreendendo o período de 14 de março de 2020 a 14 de agosto de 2021.  

Destaques do período de 14 de março de 2020 a 14 de agosto de 2021

– Foram registrados 102.844 casos de Covid-19 residentes em Cuiabá, 94,4% recuperados; 9.228 internações e 3.300 mortes. Nas duas últimas semanas (SE 31 e SE 32) foram notificados 1.685 casos, 263 internações e 92 óbitos.

– Apesar da tendência de redução no número de óbitos nos meses de maio, junho e julho (SE 18 a SE 30; 02 de maio a 31 de julho de 2021), houve um aumento no quantitativo de óbitos nas duas primeiras semanas de agosto, 48 e 44 óbitos nas SE 31 e 32, respectivamente.

– O número de casos registrados até o dia 31 de julho é 5,4% do esperado para o final do mês.

– A média de idade dos pacientes internados em 2020 era de 56,2 anos de idade e em 2021 foi de 54,6 anos. Entre aqueles que foram a óbito a média de idade em 2020 foi de 65,9 anos e em 2021 de 61,5 anos, indicando o rejuvenescimento da epidemia na capital.

– Entre os pacientes internados com evolução do caso, 40,9% dos idosos (1.519/3.716), 17,7% (944/5.326) dos adultos, e 8,9% (15/186) das crianças e adolescentes foram a óbito.

– Em 14 de agosto, comparado há duas semanas (31 de julho), observamos redução da taxa de ocupação de leitos de UTI adulto (64,6%), discreto aumento das taxas de ocupação de leitos de enfermaria (43,5%) e de leitos de UTI infantil (33,3%) e na capital.

– A taxa de transmissão do vírus nas SE 30 e SE 31 (11 a 24 de julho) foi estimada em 1,0.

– Após sete meses do início da vacinação na capital, foram aplicadas 437.672 doses, sendo 303.214 com a 1ª dose, 122.044 com a 2ª dose e 12.414 com dose única. Embora observemos um incremento na aplicação da 2ª dose da vacina nas últimas duas semanas, apenas 40% das pessoas que receberam a 1ª dose já foram imunizadas. Nesse ritmo, até o final do ano teremos 100% e 81% da população alvo (acima de 18 anos) com a primeira e segunda doses, respectivamente.  

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Saúde

HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá

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Da Redação

 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.

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