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Idosos da zona rural são vacinados pelas equipes do programa AMOR e das unidades básicas de saúde

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A campanha “Vacina Cuiabá – sua vida em primeiro lugar”, de imunização contra a covid-19, chegou nesta quarta-feira (17) à zona rural da Capital, com a vacinação de 28 idosos acima de 80 anos, que receberam a primeira dose da Coronavac, nas comunidades de Rio dos Peies, Barreiro Branco e Coxipó do Ouro. O trabalho é feito pelas equipes dos programas AMOR – Assistência Médica e Odontológica Rural – e Saúde da Família. 

Essas equipes fizeram o levantamento de 208 idosos acima de 80 que vivem na zona rural de Cuiabá e, por conta da dificuldade de acesso à internet e de locomoção, serão atendidos em suas próprias casas. Cada equipe de vacinação é composta por um médico, dois enfermeiros, dois técnicos de enfermagem e o motorista que conduz a van. 

Para o prefeito Emanuel Pinheiro, o serviço representa, mais do que imunização e proteção contra a pandemia, o cuidado, o respeito e a humanização, que são marcas de sua gestão. “A campanha de vacinação contra a covid-19 tem sido marcada pela organização, pelo rigoroso cumprimento das regras previstas na bula das vacinas e do Plano Nacional de Imunização e, principalmente, pelo empenho de toda a equipe para levar a esperança que a vacina representa para os grupos prioritários, não medindo esforços para que o atendimento chegue àqueles que não têm condições de ir até o polo central. Com essa detemrinação de levar a imunização para todos os idosos, conforme a chegada de doses, ja vacinamos aqueles que vivem em asilos, casas de repousos, os acamados e, agora, começamos a vacinar os idosos acima de 80 anos que moram em lugares longínquos da zona rural. Isso nos alegra muito e nos dá a certeza de que estamos no caminho certo”, afirma.

Primeiras vacinadas

A primeira idosa vacinada na zona rural de Cuiabá foi Ana Luzia Thommen Lobo, de 91 anos, que mora às margens da rodovia MT-351 (Estrada do Manso). Sobre receber a vacina contra a covid-19 em sua chácara, ela comemorou. “Estou achando muito bom porque minhas pernas não funcionam mais. Eu era atleta, hoje não aguento mais. Meu braço não funciona, meu joelho não funciona, 91 anos não é brincadeira, né? Tem um ano que eu não saio daqui, não vou pra lugar nenhum! Nem quero muita visita. Graças a Deu não fiquei doente. Eu estava muito preocupada porque eu não vou pra cidade. Agora estou esperançosa”, disse. 

Moradora da Comunidade Bandeira, Júlia Garcia da Silva, 85 anos, que é cadeirante, chegou a ficar doente no início da pandemia, quando ainda ia até a cidade para fazer fisioterapia. Mas a filha dela, Nilza Divino da Silva, que também adoeceu, preferiu fazer o tratamento em casa, com receitas caseiras. “Ela fazia fisioterapia na cidade. Um dia ela começou a passar mal. No começo da pandemia, eu e ela pegamos. Não fizemos teste, mas fez o raio-x do pulmão dela, o médico queria internar, mas eu disse não”. 

Com a chegada da vacina, a filha de dona Júlia conta que se sente melhor, mas que continua com medo da doença. “A gente fica sentindo bem por estar vacinando, porque mesmo assim a gente tem muito medo dessa doença. Tenho esperança que melhore para acabar essa epidemia. Acho que as pessoas tinham que se cuidar mais porque o pessoal está brincando com a epidemia. Mas eu creio que vai melhorar”, afirma.

Em relação ao conforto de receber a vacina em casa, a sitiante destaca que esse atendimento é contínuo e que sua mãe já é atendida há muitos anos pela equipe de saúde da família do Rio dos Peixes. “Eles sempre vieram aqui, não é só agora. Quando ela teve gripe, eles vieram aqui. Fizemos o tratamento ali no Rio dos Peixes”, conta. 

Orientações médicas

Médico da família que compõe a equipe do programa AMOR, João Novis afirma que, na campanha de vacinação, as equipes têm adotado um cuidado prévio e posterior à aplicação da vacina, como verificar se o paciente está com sintomas gripais, por exemplo. “Primeiramente a gente tem que saber se o paciente está com algum sintoma de gripe porque pode ser covid. Nesse caso, a gente contraindica o uso da vacina. E a gente evita porque não vai ter a estimulação adequada do sistema imune, então a gente posterga”, explica. 

Outra observação feita é com relação ao uso de medicamentos, como anticoagulante. “Pode fazer sangrar. E aí a gente deixa por mais tempo a compressa, a gente fica mais de olho. Tem que tomar cuidado com a reação adversa, se tiver alguma alergia imediata à vacina”, relata o médico. 

Ainda com relação ao pós-vacina, os idosos e familiares são orientados a observar se o local da aplicação terá efeitos como vermelhidão, secreção, febre ou dor. “A gente passa basicamente os sinais de gravidade que precisem ir para a unidade de saúde e os cuidados para dor, como fazer compressa fria no local”, diz o profissional, que destaca ainda que todo efeito colateral deve ser informado para que a Vigilância Epidemiológica faça o monitoramento.

A campanha de vacinação contra a covid-19 na zona rural de Cuiabá ainda vai atender idosos acima de 80 anos que vivem no distrito de Nossa Senhora da Guia, na quinta-feira (18), no distrito de Aguaçu, na sexta-feira (19), e demais comunidades rurais na segunda (22) e terça-feira (23). 

Por Celly Silva – Secom

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Saúde

HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá

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Da Redação

 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.

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