Saúde

Dia Mundial da Luta Contra a AIDS – doença ainda é a DST mais letal do planeta

Publicado em

Saúde

Da Redação

1° de dezembro é o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS, uma data marcada para trazer a debate a infecção por HIV e a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), uma doença sexualmente transmissível capaz de levar à morte. Em 2019, foram cerca de 690 mil vítimas fatais no mundo.  A maioria dos países realiza ações para conscientizar sobre o que é, como tratar, como evitar o contágio e o preconceito. Para a Afip Medicina Diagnóstica, o início da epidemia na década de 1980 se mistura com a própria história do laboratório, que enfrentou as adversidades e realizou os primeiros testes de sorologia.

Segundo Débora Ribeiro Ramadan, diretora técnica da Afip Medicina Diagnóstica, nesta época surgiam os primeiros casos de AIDS no Brasil e havia ainda muita desinformação e medo a respeito do contágio. “Isto trazia consequências para o correto diagnóstico da doença”, diz.

“Alguns laboratórios clínicos tradicionais ainda relutavam em processar este tipo de amostras, e a AFIP (Associação Fundo de Incentivo à Pesquisa – afip.com.br) resolveu utilizar a estrutura já montada de seu laboratório neste trabalho pioneiro com o objetivo de dar acesso amplo a toda população para a realização do exame. Com isso podemos dizer que o exame de HIV deu origem à AFIP Medicina Diagnóstica”, recorda a diretora técnica.

Ela explica que ao longo desses anos houve uma evolução muito grande, não só no diagnóstico da doença com a melhoria dos testes para detecção, como também no tratamento. Surgiram testes cada vez mais sensíveis e específicos, automatizados e que permitem a testagem em larga escala. A Afip Medicina Diagnóstica realiza anualmente em média 270 mil testes de sorologia, destes, aproximadamente 1% são positivados, ou seja, em torno de 2.700 casos

No decorrer dos tempos, o Ministério da Saúde disponibilizou orientações através de manuais técnicos contendo opções de fluxogramas para testagem da doença e, desde então, vêm sendo amplamente utilizados pelos estabelecimentos de saúde. Além disso, houve grande avanço no tratamento e controle da doença com a evolução dos antirretrovirais.

Com a detecção precoce e utilização de antirretrovirais, a doença pode ser tratada e controlada. “Mais do que tratável, avanços registrados nos últimos anos indicam possível cura para a doença”, afirma Ramadan. Ela explica que casos indicando remissão da doença vêm sendo estudados. A evolução de engenharia genética vem contribuindo com a elaboração de vacinas em fases avançadas de estudo e pesquisas apontam que o tratamento eficaz com antirretrovirais podem impedir a transmissão da doença.

Uma breve história

A epidemia de AIDS atingiu primeiramente homens, mais especificamente homossexuais. Em 1986, observava-se 39 mortes masculinas para cada uma morte feminina.  Mas a doença logo atingiu as mulheres de forma intensa.  Conforme a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), em 1995 esta relação era de 3 homens para uma mulher e, no início do século XXI, chegou a duas mortes masculinas para cada feminina, permanecendo assim até hoje.  Esta situação indica a expansão da epidemia de Aids entre as mulheres.

De acordo com o Ministério da Saúde, desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) todos os medicamentos antirretrovirais e, desde 2013, o SUS garante tratamento para todas as pessoas vivendo com HIV (PVHIV), independentemente da carga viral.

 Sobre a AFIP Medicina Diagnóstica

 Afip Medicina Diagnóstica faz parte da AFIP (Associação Fundo de Incentivo à Pesquisa – afip.com.br), uma instituição privada, sem fins lucrativos e filantrópica, fundada por profissionais da área da saúde, professores universitários e pesquisadores há mais de 40 anos com o objetivo de fornecer suporte financeiro para atividades de docência, pesquisa científica e atendimento médico à população.

Seu laboratório central em São Paulo, com mais de 2.000 metros quadrados, realiza mais de 70 milhões de exames por ano. Além disso, a AFIP também desenvolve pesquisas científicas e estudos em parceria com institutos e universidades.

A alta qualidade da Afip Medicina Diagnóstica é reconhecida pela Acreditação com Excelência, concedida pela ONA (Organização Nacional de Acreditação). www.afipdiagnostica.com.br 

Foto:ecodesenvolvimento

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Saúde

HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá

Publicados

em

Da Redação

 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA