Saúde

Cientistas descobrem hormônio que ‘desliga’ a fome

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Da Redação

Cientistas descobrem hormônio para o tratamento em pessoas com obesidades cujos sinais de saciedade não funciona mais.

Na pesquisa, os cientistas descobriram que o hormônio ajuda a diminuir a ingestão de alimentos e auxilia na perda de peso sem causar desaceleração no metabolismo.

A primeira etapa do estudo analisou dados de quatro outras pesquisas, feitas com participantes com peso normal, obesidade e sobrepeso dos Estados Unidos e da Europa. Cada pessoa recebeu uma refeição após jejum noturno.

A quantidade de LCN2 no sangue foi medida antes e depois da alimentação. Os níveis de LCN2 após a refeição em quem estava com o peso normal aumentaram, o que coincidiu com a satisfação que sentiram após comer  em pessoas com sobrepeso ou obesidade, os níveis hormonais diminuíram.

Com base nessa resposta pós-refeição, os pesquisadores agruparam as pessoas como não respondentes ou respondentes. Os participantes não respondentes tinham, em média, uma circunferência da cintura maior e

marcadores mais elevados de doença metabólica, incluindo Índice de Massa Corporal (IMC), gordura corporal, aumento da pressão arterial e da glicose no sangue.

Resultados em uma semana

Para avaliar se o tratamento com o hormônio pode reduzir a ingestão de alimentos e prevenir o ganho de peso, a equipe tratou macacos com LCN2 por uma semana.

Os especialistas observaram a diminuição de 28% na ingestão de alimentos em comparação com o período anterior ao tratamento. Houve, ainda, redução de 21% na ingestão de alimentos entre os animais que receberam o tratamento hormonal.

Uma semana após o início do tratamento, os primatas apresentaram menor peso corporal e menores índices de gordura no sangue.

Em humanos

A segunda etapa do estudo envolve identificar os efeitos em humanos, com mais detalhes. Os cientistas querem descobrir se uma dose do hormônio poderia ultrapassar a barreira hematoencefálica, estrutura que protege o 

Sistema Nervoso Central (SNC) de substâncias potencialmente tóxicas presentes no sangue. Essa fase será feira em um centro de diabetes, em Munique, na Alemanha.

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Saúde

HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá

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Da Redação

 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.

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