Política
Wellington Fagundes critica suspensão do Plano Safra e cobra responsabilidade fiscal do governo: “Chega de gastança!”
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O senador Wellington Fagundes (PL-MT) criticou duramente, nesta sexta-feira (21/02), a suspensão do Plano Safra 2024/2025, cujos recursos se esgotaram antes mesmo da primeira colheita. A falta de crédito para os produtores rurais compromete diretamente a produção agrícola e impacta o bolso dos brasileiros, que já enfrentam preços elevados dos alimentos. Segundo o parlamentar, a situação é consequência da irresponsabilidade fiscal do governo, que continua gastando sem controle e deixando setores essenciais sem recursos.
“O governo anunciou o maior Plano Safra da história, mas o dinheiro acabou antes da primeira safra. Agora, o produtor rural está sem crédito e quem mais sofre com isso é o trabalhador, que paga caro pelos alimentos. O ovo, a carne e itens básicos estão cada vez mais inacessíveis, especialmente para quem ganha até cinco salários mínimos”, alertou o senador.
Fagundes destacou ainda que, sem o orçamento aprovado, o governo tem liberdade para gastar até 1/12 do previsto por mês, sem amarras, da forma que quiser. Enquanto isso, setores estratégicos, como o agronegócio, ficam desassistidos. “O governo segue aumentando gastos irresponsavelmente, gerando inflação e penalizando quem mais precisa. O agro precisa de crédito para continuar produzindo e garantindo alimentos na mesa do brasileiro. Não podemos aceitar essa falta de planejamento”, afirmou.
O senador reforçou que seguirá cobrando responsabilidade e a aprovação do orçamento para garantir os recursos necessários à produção agropecuária. “Chega de gastança! O governo precisa priorizar o que realmente importa. O agro não pode parar e o povo precisa do básico para viver”, concluiu.
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Comissão aprova integração entre ensino técnico e pequenas empresas
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3464/25, que prevê medidas para integrar a educação profissional e tecnológica (EPT) ao setor de micro e pequenas empresas (MPE). O texto altera o Marco Legal do Ensino Técnico (Lei 14.645/23).
Uma das medidas é a criação de cadastros de vagas de emprego e de oportunidades práticas, como estágios baseados em desafios reais das empresas.
A ideia é alinhar a formação dos alunos às necessidades do mercado de trabalho.
Outras medidas
O projeto prevê ainda:
- parcerias entre órgãos públicos responsáveis por políticas de EPT, escolas técnicas e programas de apoio a micro e pequenas empresas;
- incentivos à contratação de alunos e ex-alunos por essas empresas;
- ajuda para abrir negócios e formalizar empresas; e
- apoio especial para jovens empreendedores.
Mão de obra qualificada
O relator, deputado Luiz Lima (Novo-RJ), afirmou que a união entre escolas técnicas e pequenas empresas é fundamental para reduzir a escassez de mão de obra qualificada.
“Essa sinergia permite que os estudantes tenham acesso a experiências práticas e torna a educação profissional mais relevante, aumentando a empregabilidade”, destacou Lima.
Dinamização da economia
Para o autor, deputado Júnior Mano (PSB-CE), a integração ajuda a dinamizar o setor produtivo e a conectar a formação escolar ao ecossistema empresarial.
Segundo ele, as micro e pequenas empresas representam mais de 90% dos negócios no Brasil e geram mais de 50% dos empregos com carteira assinada.
Próximas etapas
A proposta será agora analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein
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