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Wellington Fagundes critica suspensão do Plano Safra e cobra responsabilidade fiscal do governo: “Chega de gastança!”

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O senador Wellington Fagundes (PL-MT) criticou duramente, nesta sexta-feira (21/02), a suspensão do Plano Safra 2024/2025, cujos recursos se esgotaram antes mesmo da primeira colheita. A falta de crédito para os produtores rurais compromete diretamente a produção agrícola e impacta o bolso dos brasileiros, que já enfrentam preços elevados dos alimentos. Segundo o parlamentar, a situação é consequência da irresponsabilidade fiscal do governo, que continua gastando sem controle e deixando setores essenciais sem recursos.

“O governo anunciou o maior Plano Safra da história, mas o dinheiro acabou antes da primeira safra. Agora, o produtor rural está sem crédito e quem mais sofre com isso é o trabalhador, que paga caro pelos alimentos. O ovo, a carne e itens básicos estão cada vez mais inacessíveis, especialmente para quem ganha até cinco salários mínimos”, alertou o senador.

Fagundes destacou ainda que, sem o orçamento aprovado, o governo tem liberdade para gastar até 1/12 do previsto por mês, sem amarras, da forma que quiser. Enquanto isso, setores estratégicos, como o agronegócio, ficam desassistidos. “O governo segue aumentando gastos irresponsavelmente, gerando inflação e penalizando quem mais precisa. O agro precisa de crédito para continuar produzindo e garantindo alimentos na mesa do brasileiro. Não podemos aceitar essa falta de planejamento”, afirmou.

O senador reforçou que seguirá cobrando responsabilidade e a aprovação do orçamento para garantir os recursos necessários à produção agropecuária. “Chega de gastança! O governo precisa priorizar o que realmente importa. O agro não pode parar e o povo precisa do básico para viver”, concluiu.



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Entenda por que o voto para senador inclui mais dois nomes

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Nas eleições de 2026, o eleitor terá de votar em dois candidatos ao Senado — porque neste ano cada estado, assim como o Distrito Federal, irá eleger dois senadores, em vez de apenas um.

Por isso, quem for votar para esse cargo pode se surpreender ao ver a foto de seis pessoas na urna eletrônica: três ao votar no primeiro candidato a senador e mais três ao votar no segundo candidato.

Essas pessoas “extras” são os candidatos a suplente de senador. Quando o eleitor decide votar em um candidato para esse cargo, automaticamente vota também em seus dois suplentes (que são seus eventuais substitutos).

Ou seja, o eleitor vota em uma chapa formada por três pessoas: o titular, o primeiro suplente e o segundo suplente.

O candidato titular recebe mais destaque nas campanhas, mas os nomes dos suplentes devem aparecer em todas as propagandas, mesmo que seja em um texto pequeno. É o que prevê a Lei Geral das Eleições

Substituição

Na chapa eleita, os suplentes podem se tornar senadores quando o titular:

  • se afastar para ocupar determinados cargos (ministro de Estado, governador, prefeito, embaixador ou outros previstos em lei);
  • se licenciar por tempo superior a 120 dias para, por exemplo, tratar da saúde;
  • morrer, renunciar ou perder seu mandato por decisão da Justiça Eleitoral (nesses casos, a substituição é definitiva).

Quando o afastamento do titular é temporário, ele pode retomar o cargo quando os motivos de sua saída deixarem de existir.

Critérios para a suplência

Quem substitui o titular é o primeiro suplente. O segundo suplente só assume o cargo quando o primeiro suplente não pode exercê-lo — por restrição da lei, doença, falecimento ou outras razões.

O suplente não exerce nenhuma função no Congresso Nacional — a não ser que assuma a vaga de senador. Quando isso acontece, ele passa a ter todas as prerrogativas e os deveres de um senador titular (veja o que faz um senador).

Além disso, o suplente precisa cumprir os mesmos requisitos exigidos do senador titular, como:

Formação da chapa

Cada partido escolhe seu candidato a senador e seus dois suplentes durante as convenções partidárias (que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto). A chapa eleita deve permanecer a mesma até o fim do mandato.

Esse modelo é diferente do que é utilizado para os deputados. Nesse caso, a definição dos suplentes só acontece após a eleição: serão os candidatos com a maior quantidade de votos do partido (mas que ficaram atrás dos deputados eleitos).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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