Política
TCE-MT elabora estudo técnico e orienta municípios sobre novas regras e prazos do Fundeb
Política
Da Redação.
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) elaborou estudo técnico sobre as novas regras do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Novo Fundeb).
O levantamento subsidia a ação orientativa do órgão junto aos municípios e estabelece que os gestores deverão encaminhar, até o dia 1° de abril, os comprovantes de aplicação dos recursos.
Dentre as principais mudanças, destaca-se ainda a contribuição da União ao Fundo, que sofrerá um aumento gradativo, até atingir o percentual de 23% dos recursos até 2026. Ou seja, passará de 10% do modelo do extinto Fundeb, cuja vigência se encerrou em 31 de dezembro de 2020, para 12% em 2021; em seguida, para 15% em 2022; 17% em 2023; 19% em 2024; 21% em 2025 e 23% em 2026.
Solicitado pela Secretaria-geral de Controle Externo (Segecex), a pesquisa foi executado pela Secretaria de Controle Externo (Secex) de Educação e Segurança, que acompanhará todos os trâmites junto aos jurisdicionados.
Assim, de acordo com a titular da pasta de Educação e Segurança , Mônica Acendino, o estudo considerou, dentre outros fatores, a necessidade de estímulos aos gestores quanto à melhoria dos indicadores educacionais estadual e municipais.
“O objetivo da pesquisa é apontar as principais mudanças na legislação para fornecer orientação necessária aos gestores que atuam na educação pública de Mato Grosso. Desta forma, o órgão contribuirá para o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis para a manutenção e desenvolvimento do setor”, explica.
Para isso, foram utilizados como base para o estudo a legislação correlata, os materiais disponibilizados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE e documentos encaminhados pela Secretaria de Articulação Institucional e Desenvolvimento da Cidadania do TCE-MT.
Segundo a secretária, a novidade também altera a destinação dos recursos recebidos. Portanto, a partir de 2021, pelo menos 70% dos valores devem ser investidos no pagamento de profissionais da educação básica, podendo incluir profissionais de psicologia e de serviço social.
“Contudo, estão excluídos deste cálculo os recursos referentes à complementação da União, no que tange ao valor da complementação VAAR, ou seja , 2,5% às redes que cumprirem as condicionantes e apresentarem melhorias nos indicadores”, diz.
No modelo anterior, o percentual mínimo era de 60% e abarcava apenas os profissionais do magistério. O restante dos recursos, os 30%, deve, obrigatoriamente, ser alocado em ações de manutenção e desenvolvimento do ensino.
Monitoramento
O estudo do TCE-MT aponta que o novo Fundeb também traz um reforço no monitoramento feito pela sociedade, ao ampliar o número de integrantes dos conselhos de acompanhamento e controle social. Deste modo, na esfera federal, serão incluídos dois representantes de organizações da sociedade civil (ONGs).
Nos estados, os conselhos ganham mais uma vaga e ainda serão acrescentados dois integrantes de ONGs, um de escolas indígenas e um de instituições quilombolas, quando houver. Seguindo os mesmos critérios de representatividade, os municípios também contarão com representantes de escolas do campo.
O Novo Fundeb
Estabelecido pela Emenda Constitucional n.º 108/2020 e Lei n.º 14.113/2020, onovo Fundeb é um Fundo especial, de natureza contábil e de âmbito estadual, com um total de vinte e sete Fundos, composto por recursos provenientes de impostos e das transferências dos Estados, Distrito Federal e Municípios vinculados à educação.
Anteriormente o Fundeb era uma lei com vigência até 2020. Agora, o novo Fundeb integra a Constituição Brasileira e, portanto, não há mais prazo de extinção. Está prevista uma nova revisão das regras no ano de 2026.
Independentemente da fonte de origem dos valores que compõem o Fundo, todo o recurso gerado é redistribuído para aplicação exclusiva na manutenção e no desenvolvimento da educação básica pública, bem como na valorização dos profissionais da educação, incluída sua remuneração.
Foto: SECOM-TCE
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
-
Agricultura6 dias atrásSetor produtivo prepara cobrança de pautas aos eleitos de MT
-
Política6 dias atrásDuas mulheres são eleitas para a ALMT após quatro legislaturas
-
Agricultura7 dias atrásSeguro rural ganha verba protegida e prazo para indenizar
-
Agricultura5 dias atrásBrasil colhe recorde de 4,14 milhões de toneladas de algodão em área menor
-
Polícia3 dias atrásPL garante atendimento odontológico a crianças, idosos e pessoas acolhidas em MT
-
Economia5 dias atrásVitória de Pivetta aumenta pressão e PL pode trocar comando em Mato Grosso
-
Mato Grosso5 dias atrásTribunais Superiores acolhem recursos do MPMT em quatro matérias penais
-
Agricultura7 dias atrásTecnologia transforma açúcar em insumo para medicamentos e cosméticos


Você precisa estar logado para postar um comentário Login