Política
Silval Barbosa diz ter usado dinheiro de propina para comprar imóvel de conselheiro Antônio Joaquim
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Silval Barbosa (PMDB) teria usado uma construtora para figurar como compradora de imóvel. Conselheiro foi afastado do cargo por determinação de ministro do STF.
Da Redação
O ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB) usou uma construtora como “laranja” e dinheiro de propina para comprar uma imóvel rural que pertencia ao conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antônio Joaquim, em junho de 2012. A informação consta na decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou busca e apreensão na casa e no gabinete do conselheiro e determinou o afastamento dele do cargo no TCE.
O fato é investigado pela Procuradoria-Geral da República (PRG) após delações feitas pelo ex-governador e o irmão dele, Antonio da Cunha Barbosa. Consta na decisão que, além dos depoimentos, ambos entregaram documentos sobre o fato à PGR, que agora apura a suposta prática dos crimes de corrupção passiva, sonegação de renda, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O caso é investigado dentro da Operação Malebolge, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (14).
Por meio de nota, o conselheiro negou ter recebido vantagem indevida e disse que está à disposição da Justiça e do Ministério Público Federal (MPF) para prestar esclarecimentos. “Lembro que ao longo de toda a minha vida pública nunca fui alvo de qualquer denúncia de corrupção. Tenho profundo respeito pelas instituições e espero que a investigação em curso seja rápida, para que eu possa resgatar a minha cidadania sequestrada por essa decisão”, diz trecho da nota.
Na decisão, o ministro Luiz Fux afirma que, nas delações, consta que a empresa Trimec Construções e Terraplanagem, administrada pelo empresário Wanderley Fachetti Torres, figurou como compradora de um imóvel rural que pertencia à Antônio Joaquim e a esposa dele. No entanto, o real adquirente do imóvel seria o ex-governador. O G1 não localizou a defesa do empresário.
A transação, segundo consta na decisão, teria servido para lavar o dinheiro de propina recebido por Silval. Conforme o ministro, o valor informado na operação financeira, de R$ 4 milhões, não corresponde ao pagamento efetivamente feito pelo imóvel, de R$ 10 milhões. O objetivo seria reduzir o pagamento dos impostos devidos.
“Narrou-se, por fim, que o montante investido por Silval na aquisição do imóvel fora por ele arrecadado por meio de diferentes esquemas fraudulentos praticados no âmbito do governo estadual”, diz trecho da decisão.
A propina teria sido arrecadada pelo ex-governador a partir da intermediação da contratação da Trimec por uma outra empresa, além de recursos desviados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) e verbas oriundas de desvios do contrato “patrulha de recuperação de estradas”.
Afastamento
O conselheiro Antônio Joaquim também teve o afastamento determinado pelo ministro Luiz Fux em uma outra decisão que atingiu, ainda, o presidente do TCE, Valter Albano, e os conselheiros José Carlos Novelli, Waldir Júlio Teis e Sérgio Ricardo de Almeida. Eles são investigados por supostamente terem recebido R$ 53 milhões para não prejudicarem o andamento das obras da Copa do Mundo, no estado e estão proibidos de manterem contato com os servidores do órgão.
Fonte: G1
Política
CAE vota emendas ao projeto que aumenta o piso salarial de médicos
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) tem reunião marcada para esta terça-feira (11), às 10h. Há nove itens na pauta de votações. Um deles é o PL 1.365/2022, projeto de lei que aumenta o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas.
O projeto, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), eleva esse piso de R$ 3.636 para R$ 13.662 para a jornada de 20 horas semanais. A iniciativa provocou discordâncias quanto ao seu impacto financeiro e à fonte dos recursos.
A matéria já havia sido analisada pela CAE e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e estava para ser enviada à Câmara dos Deputados, mas um grupo de senadores, entre os quais Jaques Wagner (PT-BA), apresentou recurso para que o texto seja votado pelo Plenário do Senado antes de ir à Câmara.
Desde então, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou quatro emendas de Plenário, que devem ser avaliadas agora pela CAE. O senador responsável pela relatoria dessas emendas é Nelsinho Trad (PSD-MS).
Medicamentos para empregados
Outro projeto de lei na pauta da CAE é o PL 3.079/2024, do senador Weverton (PDT-MA), que permite às empresas custear parte dos remédios dos empregados e seus dependentes.
O projeto cria o Programa de Medicamentos do Trabalhador. De acordo com o texto, a empresa que aderir à iniciativa fica autorizada a custear os medicamentos cobertos pelo programa (em regime de coparticipação com seus empregados).
A proposta determina que o programa ofereça medicamentos tanto para os empregados quanto para seus dependentes.
Para incentivar as empresas a participar do programa, o projeto permite que elas deduzam do lucro tributável (para fins de apuração do imposto sobre a renda) o dobro das despesas comprovadamente realizadas no período-base do programa.
A proposta recebeu parecer favorável do senador Nelsinho Trad. Ele sugeriu algumas mudanças no texto, como a recomendação de direcionar 3% das arrecadações com loterias para o custeio do Programa de Medicamentos do Trabalhador.
Simples municipal
Também está na pauta da comissão o projeto de lei que cria o Simples Municipal (PLP 51/2021). De acordo com o autor da proposta, senador Jaques Wagner (PT-BA), trata-se de um regime especial que permite às prefeituras mais pobres pagar uma contribuição previdenciária menor.
Wagner também destaca que, com essa iniciativa, os municípios mais ricos vão pagar uma contribuição maior, o que, segundo ele, pode aumentar o valor total destinado à seguridade social.
A matéria conta com parecer favorável do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).
Além disso, estão na pauta da CAE o PL 1.859/2022, projeto de lei que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos nas áreas de seca, e propostas que tratam de pedidos de autorização para crédito externo.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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