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Sem acordo, partidos elaboram proposta do ‘distritão misto’

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Estratégia da base é que partidos da esquerda, que criticam o fato de o distritão desconsiderar o voto em legenda, vejam um peso ao voto ideológico nesse modelo

Da Redação

 

Para tentar acabar com a resistência ao distritão e emplacar de vez a aprovação de um novo sistema político, os partidos brasileiros desenvolveram um modelo eleitoral inédito. Ainda sem nome oficial, o sistema está sendo chamado de “distritão misto” e combina o voto majoritário com o voto em legenda. A expectativa é que a proposta seja votada no plenário ainda nesta quarta-feira.

A proposta partiu do líder do DEM, Efraim Filho (PB), durante reunião na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na manhã desta quarta-feira, 16. A ideia é que, na eleição para deputado federal e estadual, por exemplo, os eleitores continuem tendo a possibilidade do votar tanto no candidato como no partido. A novidade é que no resultado final os votos em legenda seriam distribuídos, proporcionalmente, aos candidatos daquele partido. Assim a lista de mais votados seria formada também com o voto partidário.

“Essa proposta representa a criatividade dos políticos brasileiros elevado à enésima potência”, resumiu o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). O objetivo principal é conquistar o PT e outros partidos de esquerda, críticos ao “distritão puro”. Como uma das maiores críticas dos partidos de esquerda é o fato do distritão desconsiderar o voto em legenda, esse modelo daria algum tipo de peso ao voto ideológico.

Os partidos aguardam, no entanto, uma sinalização positiva do PT, PCdoB e PDT para darem andamento à proposta. A expectativa é que a ideia seja abraçada pela esquerda. Nesse caso, a tarefa ficaria a cargo do relator da Reforma Política, deputado Vicente Cândido (PT-SP), que incluiria isso em sua emenda aglutinativa. Outra alternativa é que a proposta seja apresentada como destaque durante as discussões do tema.
Como contrapartida, as legendas teriam de abandonar a Frente Suprapartidária Contra o ‘Distritão’, criada com membros da oposição e governo –PT, PC do B, PSOL, PR, PRB, PHS, PSD, PSB e PDT.
Fonte: O Estado de S.Paulo
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CAE vota emendas ao projeto que aumenta o piso salarial de médicos

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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) tem reunião marcada para esta terça-feira (11), às 10h. Há nove itens na pauta de votações. Um deles é o PL 1.365/2022, projeto de lei que aumenta o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas.

O projeto, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), eleva esse piso de R$ 3.636 para R$ 13.662 para a jornada de 20 horas semanais. A iniciativa provocou discordâncias quanto ao seu impacto financeiro e à fonte dos recursos.

A matéria já havia sido analisada pela CAE e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e estava para ser enviada à Câmara dos Deputados, mas um grupo de senadores, entre os quais Jaques Wagner (PT-BA), apresentou recurso para que o texto seja votado pelo Plenário do Senado antes de ir à Câmara.

Desde então, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou quatro emendas de Plenário, que devem ser avaliadas agora pela CAE. O senador responsável pela relatoria dessas emendas é Nelsinho Trad (PSD-MS).

Medicamentos para empregados

Outro projeto de lei na pauta da CAE é o PL 3.079/2024, do senador Weverton (PDT-MA), que permite às empresas custear parte dos remédios dos empregados e seus dependentes.

O projeto cria o Programa de Medicamentos do Trabalhador. De acordo com o texto, a empresa que aderir à iniciativa fica autorizada a custear os medicamentos cobertos pelo programa (em regime de coparticipação com seus empregados).

A proposta determina que o programa ofereça medicamentos tanto para os empregados quanto para seus dependentes.

Para incentivar as empresas a participar do programa, o projeto permite que elas deduzam do lucro tributável (para fins de apuração do imposto sobre a renda) o dobro das despesas comprovadamente realizadas no período-base do programa.

A proposta recebeu parecer favorável do senador Nelsinho Trad. Ele sugeriu algumas mudanças no texto, como a recomendação de direcionar 3% das arrecadações com loterias para o custeio do Programa de Medicamentos do Trabalhador.

Simples municipal

Também está na pauta da comissão o projeto de lei que cria o Simples Municipal (PLP 51/2021). De acordo com o autor da proposta, senador Jaques Wagner (PT-BA), trata-se de um regime especial que permite às prefeituras mais pobres pagar uma contribuição previdenciária menor.

Wagner também destaca que, com essa iniciativa, os municípios mais ricos vão pagar uma contribuição maior, o que, segundo ele, pode aumentar o valor total destinado à seguridade social.

A matéria conta com parecer favorável do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

Além disso, estão na pauta da CAE o PL 1.859/2022, projeto de lei que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos nas áreas de seca, e propostas que tratam de pedidos de autorização para crédito externo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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