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Secretaria de Estado de Saúde se une a Cuiabá e Várzea Grande e define estratégia de atuação

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Da Redação

Os secretários de Saúde, do Estado de Mato Grosso, Luiz Soares, de Cuiabá, Elizeth Lúcia de Araújo e de Várzea Grande, Diógenes Marcondes se reúnem hoje(28) a partir das 16 horas para traçarem estratégias de atuação conjunta visando melhorar o acesso para atendimentos da Rede Pública nas duas principais cidades de Mato Grosso e que são referência no atendimento para moradores de outros municípios, Estados e até mesmo de outros países que são fronteiriços com o Brasil.

As reuniões passarão a ser quinzenais e terão como meta principal definir atuação conjunta visando ampliar o acesso daqueles que necessitam de atendimento “portas abertas” das unidades do Sistema Único de Saúde – SUS e promover os encaminhamentos dos mesmos as unidades, seja para tratamento, realização de exames ou recebimento de medicamentos.

“A saúde funcionando de forma sincronizada em Cuiabá e Várzea Grande com a coordenação da Secretaria de Estado de Saúde, o que permitirá que nós possamos promover o acesso necessário para os usuários do SUS”, disse o secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares.

O resultado da primeira atuação conjunta será em relação às UTIs Infantil e Neo Natal do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande que serão desativadas para a conclusão das obras de reforma, que após concluídas as obras vão proporcionar o melhoramento  geral e vão receber novos equipamentos.

Desde 2015, a unidade está passando por reforma geral de todas as suas dependências, estando neste momento em recuperação a UTI Adulta e o Centro Cirúrgico em suas três salas e instalando a Rede Cegonha que estabelecerá leitos para maternidade local que se encontra desativada.

“Nossa UTI adulta está funcionando provisoriamente em uma ala que já foi reformada dentro do Hospital e Pronto Socorro, mas no caso das UTIs Infantil e Neo Natal os cuidados devem ser redobrados e não temos como fazer a mesma funcionar em outro local, por isso da decisão de desativá-las enquanto perdurar a reforma”, disse o titular da Secretaria de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes.

O secretário explicou que a meta estabelecida pela prefeita Lucimar Sacre de Campos de reforma total do Hospital e Pronto Socorro será cumprida até o final deste ano e consumirá algo em torno de R$ 5 milhões entre obras e novos equipamentos.

“O apoio das Secretarias de Estado e de Cuiabá é fundamental para que possamos concluir as obras em Várzea Grande mantendo um padrão de atendimento em outras unidades que dispõe de leitos de UTI Infantil e Neo Natal”, disse o secretário de Várzea Grande, assegurando que as reformas serão céleres, transparentes, mas respeitando o cuidado exigido por se tratar de saúde pública e do cuidado com vidas humanas.

A intenção é que as unidades do Estado e de Cuiabá, possam suprir os leitos que estarão desativados durante as obras de reforma geral em Várzea Grande. “Contamos com o apoio da secretária de  Saúde de Cuiabá, Elizeth Lúcia de Araújo e do Estado, Luiz Soares para o reforço em nossa estrutura durante as obras”, disse Diógenes Marcondes.

Fonte: Secom/VG

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Ativistas e gestores públicos apontam desafios para a implementação do ECA Digital

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Em audiência na Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados na quinta-feira (25), representantes da sociedade civil e gestores públicos apontaram desafios para a implementação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.

O chamado ECA Digital, que amplia a proteção de crianças e adolescentes na internet, entrou em vigor em março e está em fase de regulamentação por parte do governo federal.

A integrante do Instituto TecKids Karina Queiroz defendeu uma “mobilização coletiva” entre pais, professores, plataformas digitais e poder público para colocar a legislação em prática.

“Fico preocupada de, daqui a um ano, estarmos discutindo as mesmas coisas, com os crimes ainda acontecendo. Ou a gente trabalha junto, ou não vai conseguir chegar a lugar nenhum”, disse.

A delegada da Polícia Federal (PF) Karoline Diniz apresentou dados para mostrar o tamanho do desafio que será enfrentado pelo Centro Nacional de Proteção da Criança e do Adolescente. Esse órgão está em estruturação, na PF, para receber e investigar informações vindas dos provedores sobre crimes cometidos no ambiente digital.

Atualmente, a Polícia Federal deflagra, em média, quatro operações por dia somente com base nos cerca de 2.600 relatórios diários enviados pela ONG norte-americana Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC). Os documentos são produzidos a partir de notificações encaminhadas por provedores que atuam nos Estados Unidos.

Com base nesses dados, a delegada fez um alerta aos pais sobre os riscos da exposição dos filhos em redes sociais.

“Os crimes contra crianças e adolescentes têm aumentado exponencialmente, especialmente com a circulação de imagens na internet e na dark web. Os criminosos usam recursos de anonimização e criam vários perfis”, informou. “Como eles conseguem saber, por exemplo, o nome da escola da criança ou onde a mãe trabalha? Muitas vezes, as próprias crianças ou seus familiares publicam essas informações em redes sociais abertas.”

Subnotificação
Karoline Diniz afirmou que o novo centro da Polícia Federal poderá ajudar a reduzir a subnotificação desses crimes. Ela lembrou que, em 2025, o Disque 100 recebeu 37 mil denúncias de abuso sexual infantojuvenil, enquanto os relatórios enviados pela organização norte-americana registraram quase 1 milhão de notificações.

Renata Greco, do Instituto Liberta, disse que 92% das crianças e adolescentes do Brasil acessam a internet, o que representa 24,5 milhões de pessoas. Desse grupo, 28% tiveram o primeiro acesso antes dos seis anos de idade e, muitas vezes, acessam conteúdos com os quais até os adultos não sabem como lidar.

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Bia Kicis defende responsabilidade compartilhada entre pais, plataformas e governos

“O relatório ‘Enfrentando a Violência Sexual Contra Crianças Facilitada pela Tecnologia‘ revela que, em apenas um ano, uma em cada cinco crianças e adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos foi vítima de exploração e/ou abuso sexual facilitado pela tecnologia”, declarou. “Isso inclui aliciamento on-line, extorsão sexual, divulgação não consentida de imagens e exploração em plataformas digitais”, declarou Renata Greco.

Responsabilidade compartilhada
A deputada Bia Kicis (PL-DF), uma das organizadoras do debate, destacou a responsabilidade compartilhada na implementação do ECA Digital.

“O Brasil não excluiu crianças e adolescentes das redes digitais. Há países que optaram por isso. Isso é muito ruim. Temos que garantir o acesso, mas também responsabilizar pais, plataformas e o Estado para proteger as crianças.”

Sugestões
Outros participantes da audiência defenderam maior divulgação dos canais de denúncia, o uso de inteligência artificial para emitir alertas a pais e professores, a capacitação de órgãos estaduais e municipais e a inclusão da educação digital em um currículo estruturado nas escolas, em vez de palestras eventuais.

Maria Mello, do Instituto Alana, definiu o ECA Digital como um “marco histórico” e uma “conquista de vanguarda” para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Marcelo Oliveira



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