ATRAVÉS DA INFORMÁTICA

Saúde de Cuiabá: Operação da Polícia Federal desmonta quadrilha que desviou R$ 13 milhões da pasta

Polícia Federal iniciou a Operação Iterum, objetivando o desmonte de uma quadrilha investigada por desvio de recursos públicos federais da Saúde em MT

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Política

Gazeta Digital

Em mais uma ação articulada contra o Crime Organizado em Mato Grosso, a Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (4) a Operação Iterum. Objetivo básico da ação é desarticular uma quadrilha investigada por desvio de recursos públicos federais destinados à Saúde de Cuiabá. Estima-se que o prejuízo seja da ordem de R$ 13 milhões aos cofres públicos. A ação conta com o apoio da Controladoria Geral da União (CGU).

De acordo com as informações obtidas, estão sendo cumpridos 9 mandados de busca e apreensão em Cuiabá e Várzea Grande, expedidos pela 5ª Vara Federal de Mato Grosso.

No decorrer da operação, a PF afirma que foram detectadas incongruências e graves irregularidades na execução de contratos de serviços de tecnologia firmados pelo município entre 2017 e 2022 com uma empresa do ramo de informática.

As análises realizadas com o apoio estratégico da CGU não encontraram evidências da efetiva prestação de serviço previsto no contrato, bem como a correlação entre os pagamentos.

Atuam na operação 33 policiais federais e 4 servidores da CGU. Com as buscas, a PF vai aprofundar na investigação, que envolve crime de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude de licitação. Penas dos investigados pode chegar a 30 anos de prisão.

  

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Decisões monocráticas prejudicam trabalho da CPMI, diz Carlos Viana

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As decisões monocráticas do Judiciário, muitas vezes tomadas à revelia da Constituição, geram insegurança, invasão de prerrogativas e atrapalham o trabalho da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura fraude contra aposentados e pensionistas do INSS. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (11) pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), após audiência com o ministro relator da Operação Sem Desconto, André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na conversa com o ministro, Carlos Viana apresentou pontos que precisam ser esclarecidos em relação às investigações da comissão e defendeu a revisão de habeas corpus que permitem o não comparecimento de testemunhas ao colegiado.

— O ministro vai rever e, especialmente no caso de Daniel Vorcaro, encaminhará recurso para votação na turma colegiada. Para nós é uma questão de honra ele comparecer à CPMI. Se não houver revisão de habeas corpus e possibilidade de comparecimento, dificilmente ele terá de dar satisfações ou comparecer à comissão — afirmou.

Viana disse ainda a André Mendonça que a CPMI não tem qualquer responsabilidade em relação a vazamentos de informações, tendo em vista que o colegiado tem o papel institucional de resguardar esses dados.

O presidente da CPMI, no entanto, ressaltou que a audiência com o ministro do Supremo não avança para corrigir “o desequilíbrio entre os Poderes, na invasão de prerrogativas que o Congresso Nacional tem, mas que decisões monocráticas têm atrasado e inviabilizado o nosso trabalho”.

No encontro no STF, Carlos Viana também cobrou a presença de representantes do sistema financeiro na comissão.

— Eles não estão na CPMI como investigados, mas como testemunhas ou colaboradores para [a elaboração] de uma nova legislação que tenha regras para consignados — esclareceu.

A “blindagem do sistema financeiro pela base do governo” também foi apontada pelo relator da comissão mista, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que participou da audiência com André Mendonça.

— Trabalho para entregar um relatório robusto, mas que contém vários tópicos que necessitam de provas concretas. Nossa preocupação é a blindagem do sistema financeiro, muito por decisões judiciais, e estamos impedidos de avançar nesse tema. Precisamos impor restrições ao que temos encontrado. Ou o Brasil muda esse jogo e respeita a população ou esse desvio em cima de aposentados e pensionistas continuará acontecendo — disse o relator.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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