Política
Reeducandos atuarão como brigadistas no combate aos incêndios florestais
Política
Novos brigadistas atuarão no período proibitivo, que inicia nesta quinta-feira e se estende até o dia 15 de outubro, na região de Chapada dos Guimarães
Da Redação
Dez recuperandos da Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães vão atuar como brigadistas durante a temporada de incêndios florestais deste ano no município. A formação dos novos brigadistas teve início nesta segunda-feira (28.06) e segue até quarta-feira (30.06), quando os presos estarão aptos para lidar com situações envolvendo incêndios.
O treinamento de três dias é voltado não só para reeducandos, mas também para empresários, produtores e moradores de Chapada. Durante as aulas, os alunos aprenderão técnicas de combate e prevenção aos incêndios florestais com materiais de utilização do Corpo de Bombeiros Militar (CBM).
A formação é uma iniciativa do CBM e da 1ª Companhia Independente da Polícia Militar de Chapada dos Guimarães, em parceria com o Sistema Penitenciário, a prefeitura e a Brigada Municipal. Trata-se de uma brigada mista que atuará exclusivamente no município.
O tempo de atuação dos novos brigadistas ocorre enquanto houver o período proibitivo, que inicia na próxima quinta-feira (01.07) e se estende até o dia 15 de outubro.
Presente na solenidade de abertura, o superintendente regional do Sistema Penitenciário, Anderson Santana, destacou as ações que envolvem a participação dos recuperandos no combate às chamas, a exemplo dos abafadores produzidos no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).
“Quero parabenizar a todos por essa iniciativa que inclui o Sistema Penitenciário por meio da mão de obra dos recuperandos de Chapada. No ano passado, também tivemos este tipo de formação no município de Poconé e este ano, estamos trabalhando com a produção de abafadores sustentáveis no CRC”, pontuou Anderson.
Para o recuperando da unidade de Chapada dos Guimarães, Valdinei Luiz Vieira, o curso de brigadista será mais uma opção de atividade que ele poderá exercer quando tiver em liberdade.
“Essa formação de brigadista é uma opção a mais para quem não tem uma profissão. Quando voltarmos para a sociedade, estaremos prontos para trabalhar. Eu só tenho que agradecer todas as oportunidades que a cadeia está oferecendo para nós”, disse Valdinei.
Idealizador da formação, o sargento da 1ª Companhia Independente da Polícia Militar de Chapada dos Guimarães, Claudinei Ribeiro, defende que a integração é a melhor maneira de combater o fogo no município.
“No ano passado tivemos um ano atípico que nos gerou muitos transtornos e com essa experiência resolvemos formar a Brigada Mista, que atuará não só nos incêndios, mas também nas situações de prevenção deles. E a participação dos presos nesta ação é benéfica não só para eles, mas para o Estado e a sociedade, porque é uma forma de retratação dos crimes cometidos”, destacou o sargento da PM.
Política
Candidaturas femininas ao Senado crescem e chegam a todos os estados
O número de mulheres na disputa por uma vaga no Senado chegou a 69 nas eleições deste ano. O total supera o registrado nas duas eleições anteriores: em 2022, 58 mulheres se candidataram ao cargo e, em 2018, foram 62. Em 2026, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa, com a eleição de dois representantes por estado e pelo Distrito Federal.
Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram um crescimento de 19% no número de candidatas em relação às eleições de 2022. Na comparação com 2018, última eleição em que também foram renovados dois terços das cadeiras do Senado, o aumento é de 11,3% (veja ilustração abaixo).
Apesar do aumento de candidatas em números absolutos, a participação proporcional das mulheres na disputa não é a maior das últimas três eleições. Em 2026, elas representam 22% das candidaturas ao Senado, enquanto os homens correspondem a 78%.
Em 2022, quando apenas um terço das cadeiras estava em disputa, as 58 candidatas representaram 23,9% do total. Já em 2018, as 62 mulheres correspondiam a 17,6% das candidaturas registradas ao Senado.
Estados
As candidaturas femininas estão presentes nos 26 estados e no Distrito Federal. A maior quantidade está concentrada em três estados: Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Há cinco mulheres na disputa pelo Senado em cada um desses estados.
Na outra ponta, Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Sergipe e Tocantins têm apenas uma mulher entre os candidatos ao Senado.
Apesar das diferenças entre as unidades da Federação, esta é a primeira vez, comparando os números desde 2014, que todos os estados têm ao menos uma candidata. Na eleição de 2018, por exemplo, Acre, Bahia e Tocantins não tinham mulheres na disputa pelo Senado.
Regra dos 30%
Mesmo com apenas 22% de candidaturas femininas ao Senado este ano, o percentual está de acordo com a cota de gênero prevista na legislação eleitoral. Cada partido ou federação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% das candidaturas com pessoas de cada gênero. Entretanto, isso vale apenas para eleições para deputados federais, estaduais e distritais (eleições proporcionais). Para o Senado (eleição majoritária), a regra não se aplica.
As campanhas femininas, no entanto, seguem regras específicas de financiamento eleitoral. A Constituição Federal determina que os partidos devem destinar, no mínimo, 30% dos recursos de campanha e do tempo de rádio e TV às mulheres. Além disso, se a proporção de candidatas for superior a 30%, a distribuição do dinheiro e do tempo de rádio e TV deve acompanhar esse percentual.
Reeleição
Atualmente a bancada feminina é composta por 15 senadoras. Entre as candidatas deste ano, quatro senadoras eleitas em 2018 buscam permanecer na Casa por mais oito anos: Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Zenaide Maia (PSD-RN).
Também está na disputa Margareth Buzetti, de Mato Grosso. Suplente na chapa eleita em 2018, ela assumiu o mandato no decorrer da atual legislatura e agora disputa o cargo como titular.
De volta ao Senado
Entre as candidatas também estão mulheres que já exerceram mandato em legislaturas anteriores e tentam retornar ao Senado. Entre elas estão Rose de Freitas (MDB-ES), Roseana Sarney (MDB-MA), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Benedita da Silva (PT-RJ), Marina Silva (Rede-SP) e Simone Tebet (PSB-SP).
Rose de Freitas e Simone Tebet exerceram mandatos entre 2015 e 2023. Gleisi Hoffmann representou o Paraná no Senado entre 2011 e 2019.
Roseana Sarney foi senadora pelo Maranhão entre 2003 e 2011, período em que deixou o mandato para assumir o governo estadual. Benedita da Silva representou o Rio de Janeiro no Senado na década de 1990. Marina Silva exerceu dois mandatos consecutivos pelo Acre, de 1995 a 2011. Neste ano, no entanto, disputa uma das vagas por São Paulo.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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