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Projeto prevê aposentadoria mais justa para quem foi prejudicado por regra do INSS

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O Projeto de Lei 3379/026, do deputado Ribamar Silva (Pode-SP), garante aos segurados da Previdência Social o direito de optar pela regra de cálculo de benefício mais vantajosa, permitindo a inclusão das contribuições realizadas antes de julho de 1994. A medida resgata a tese conhecida como “revisão da vida toda”.

O texto altera a Lei de Benefícios da Previdência Social (8.213/91) e a lei que criou o fator previdenciário (9.876/99).

Pela proposta, a regra valerá para os segurados filiados à Previdência até 28 de novembro de 1999 e que cumpriram os requisitos para a aposentadoria antes da reforma da Previdência de 2019 (Emenda Constitucional 103). Para os benefícios concedidos entre novembro de 1999 e novembro de 2019, o projeto determina que a revisão seja feita de ofício (automaticamente) pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Sem pagamentos retroativos
Para viabilizar a aprovação da matéria e manter a responsabilidade fiscal, o projeto estabelece uma trava importante: a revisão não gerará direito ao recebimento de diferenças financeiras retroativas. Ou seja, o aposentado passará a receber o valor maior apenas a partir da entrada em vigor da nova lei, sem cobrar os “atrasados” dos anos anteriores.

“A solução se concentra em corrigir o valor mensal do benefício para o futuro, garantindo-se justiça previdenciária a partir da vigência da lei, sem impor um passivo financeiro desproporcional à União”, explica o deputado Ribamar Silva.

O texto também faculta ao segurado que já possui ação judicial em andamento sobre o tema a desistência da demanda, com dispensa do pagamento de honorários e custas processuais, para que seu benefício seja revisto administrativamente pelas novas regras.

Justificativa e histórico
A regra de transição de 1999 determinou que, para quem já era filiado ao INSS, o cálculo da aposentadoria consideraria apenas os salários a partir de julho de 1994 (início do Plano Real). Segundo o autor do projeto, isso gerou uma “profunda iniquidade”, prejudicando trabalhadores que tiveram seus maiores salários e contribuições antes desse período.

O tema foi alvo de intensa disputa judicial. Em 2022, o STF chegou a reconhecer o direito à “revisão da vida toda”. No entanto, em março de 2024, a Corte mudou o entendimento ao julgar ações de inconstitucionalidade (ADIs 2110 e 2111), decidindo que a regra de transição de 1999 é obrigatória, o que, na prática, impediu a opção pela regra mais vantajosa.

“A oscilação jurisprudencial não ofereceu uma solução estável para a questão, ensejando a necessidade de que o Poder Legislativo discipline a matéria de forma definitiva”, argumenta Ribamar Silva. Ele defende que a proposta cria um “novo direito, mais justo e equânime”, respeitando a decisão do STF, mas atuando dentro da competência do Parlamento para responder às demandas da sociedade.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Redação/WS



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DO AGRO PARA AS URNAS: Samantha Iris recebe Pix de R$ 300 mil de empresário

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Vereadora por Cuiabá recebeu contribuição do empresário do agronegócio Elizeu Zulmar Maggi Scheffer e já soma mais de R$ 301 mil em receitas declaradas à Justiça Eleitoral

A vereadora por Cuiabá Samantha Iris (PL), conhecida politicamente como Samantha do Abilio e candidata a deputada estadual, recebeu uma doação de R$ 300 mil do empresário do agronegócio Elizeu Zulmar Maggi Scheffer para sua campanha eleitoral.
Com a contribuição, Samantha aparece com R$ 301.006,03 em receitas declaradas à Justiça Eleitoral. Além do aporte de R$ 300 mil, os registros apontam outras contribuições de valores menores, incluindo doações de R$ 300 e R$ 100, além de outros Pix destinados à campanha.
Na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, Samantha informou patrimônio de R$ 70 mil. Desse montante, R$ 30 mil correspondem à participação societária na empresa Samantha Iris Belarmino Cristovão, enquanto outros R$ 40 mil foram declarados como depósito em conta corrente no Sicoob.
O principal doador da campanha até o momento, Elizeu Zulmar Maggi Scheffer, é irmão do empresário Eraí Maggi e já realizou contribuições expressivas para campanhas eleitorais.
Em 2022, registros eleitorais apontam que Elizeu destinou R$ 1,35 milhão à campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PL).
A doação de R$ 300 mil feita à campanha de Samantha representa, até o momento, praticamente a totalidade dos recursos arrecadados pela candidata na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

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