Política
Presidente Eduardo Botelho anula homenagem a Lula
Política
Presidente da Assembleia Legislativa atendeu o pedido do deputado, que alegou irregularidade em votação
Da Redação
O presidente da ALMT (Assembleia legislativa do Mato Grosso), deputado Eduardo Botelho (PSB), afirmou ter cancelado a votação que deu título de cidadão mato-grossense ao ex-presidente Lula (PT).
Este cancelamento foi feito a pedido do deputado Adalto (SD), que informou que na votação não foi lido o nome dos beneficiados com o mesmo. A leitura dos nomes, é uma exigência do Regimento Interno da Casa, segundo ele. Além de Luís Inácio Lula da Silva, no dia, foram concedidas outras 14 homenagens.
“O deputado Daltinho pediu para cancelar os títulos que foram concedidos naquele dia, inclusive do Lula. Porque naquela votação eu cometi uma falha – e eu assumo isso. Devido à pressa, não li o nome de todos. Fiz um resumo, acabou aprovando e eles não tinham visto o nome do Lula”, concluiu o deputado.
Nessa semana, o Deputado Botelho já refez a votação dos outros 14 títulos, menos o do ex-presidente Lula.
Segundo Botelho, a homenagem só será colocada em votação caso o deputado Valdir Barranco (PT) reapresente a proposta. O petista foi o autor do título ao ex-presidente.
“Refizemos algumas votações, mas a do Lula ficou de fora. Se o Barranco colocar, é um direito dele, mas aí a votação será mais clara, para todos possam decidir se querem ou não dar o título. Eu não vou colocar mais em votação. Depende do Barranco decidir reapresentar. Por enquanto, foi cancelada”, disse.
Na semana anterior, os noticiários foram pegos por conteúdos das delações premiadas de executivos da Odebrecht, em que mostravam esquemas de pagamentos de propinas a políticos do País, inclusive ao ex-presidente. O petista já é réu por lavagem de dinheiro e corrupção em cinco ações penais, três da Lava Jato, uma na operação Zelotes e entre outros.
“Ele [Lula] não tem nenhuma condenação, está sendo acusado. Foi presidente, nunca votei no Lula e não voto no PT. Mas ele foi o presidente que terminou a gestão com quase 80% de aprovação, tem seus méritos, para Mato Grosso especificamente, e não há como eu dizer se ele pode ou não fazer essa propositura. Não cabe a mim esse julgamento”, informou.
O projeto (planejamento) havia sido aprovado pelos deputados estaduais no dia 12 deste mês (semanas atrás), em primeira votação.
Na citação, Valdir Barranco diz que os dois mandatos do ex-presidente foram marcados pela “implementação bem sucedida de programas de distribuição de renda”, “salários mais altos” à população, “geração de emprego e melhor qualidade de vida”, entre outras iniciativas, das quais, segundo ele, “Mato Grosso foi incalculavelmente beneficiado”. “Vejo que o título é merecido e tardio. O presidente Lula tem uma história de dedicação ao Estado de Mato Grosso desde o início dos anos oitenta (80), quando ele já andava aqui em prol do fortalecimento do movimento sindical”, protegeu.
O então deputado chegou a criticar o pedido de Daltinho e afirmou que o pedido de homenagem estava desde no novembro no gabinete.
Política
Ativistas e gestores públicos apontam desafios para a implementação do ECA Digital
Em audiência na Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados na quinta-feira (25), representantes da sociedade civil e gestores públicos apontaram desafios para a implementação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.
O chamado ECA Digital, que amplia a proteção de crianças e adolescentes na internet, entrou em vigor em março e está em fase de regulamentação por parte do governo federal.
A integrante do Instituto TecKids Karina Queiroz defendeu uma “mobilização coletiva” entre pais, professores, plataformas digitais e poder público para colocar a legislação em prática.
“Fico preocupada de, daqui a um ano, estarmos discutindo as mesmas coisas, com os crimes ainda acontecendo. Ou a gente trabalha junto, ou não vai conseguir chegar a lugar nenhum”, disse.
A delegada da Polícia Federal (PF) Karoline Diniz apresentou dados para mostrar o tamanho do desafio que será enfrentado pelo Centro Nacional de Proteção da Criança e do Adolescente. Esse órgão está em estruturação, na PF, para receber e investigar informações vindas dos provedores sobre crimes cometidos no ambiente digital.
Atualmente, a Polícia Federal deflagra, em média, quatro operações por dia somente com base nos cerca de 2.600 relatórios diários enviados pela ONG norte-americana Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC). Os documentos são produzidos a partir de notificações encaminhadas por provedores que atuam nos Estados Unidos.
Com base nesses dados, a delegada fez um alerta aos pais sobre os riscos da exposição dos filhos em redes sociais.
“Os crimes contra crianças e adolescentes têm aumentado exponencialmente, especialmente com a circulação de imagens na internet e na dark web. Os criminosos usam recursos de anonimização e criam vários perfis”, informou. “Como eles conseguem saber, por exemplo, o nome da escola da criança ou onde a mãe trabalha? Muitas vezes, as próprias crianças ou seus familiares publicam essas informações em redes sociais abertas.”
Subnotificação
Karoline Diniz afirmou que o novo centro da Polícia Federal poderá ajudar a reduzir a subnotificação desses crimes. Ela lembrou que, em 2025, o Disque 100 recebeu 37 mil denúncias de abuso sexual infantojuvenil, enquanto os relatórios enviados pela organização norte-americana registraram quase 1 milhão de notificações.
Renata Greco, do Instituto Liberta, disse que 92% das crianças e adolescentes do Brasil acessam a internet, o que representa 24,5 milhões de pessoas. Desse grupo, 28% tiveram o primeiro acesso antes dos seis anos de idade e, muitas vezes, acessam conteúdos com os quais até os adultos não sabem como lidar.
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Bia Kicis defende responsabilidade compartilhada entre pais, plataformas e governos
“O relatório ‘Enfrentando a Violência Sexual Contra Crianças Facilitada pela Tecnologia‘ revela que, em apenas um ano, uma em cada cinco crianças e adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos foi vítima de exploração e/ou abuso sexual facilitado pela tecnologia”, declarou. “Isso inclui aliciamento on-line, extorsão sexual, divulgação não consentida de imagens e exploração em plataformas digitais”, declarou Renata Greco.
Responsabilidade compartilhada
A deputada Bia Kicis (PL-DF), uma das organizadoras do debate, destacou a responsabilidade compartilhada na implementação do ECA Digital.
“O Brasil não excluiu crianças e adolescentes das redes digitais. Há países que optaram por isso. Isso é muito ruim. Temos que garantir o acesso, mas também responsabilizar pais, plataformas e o Estado para proteger as crianças.”
Sugestões
Outros participantes da audiência defenderam maior divulgação dos canais de denúncia, o uso de inteligência artificial para emitir alertas a pais e professores, a capacitação de órgãos estaduais e municipais e a inclusão da educação digital em um currículo estruturado nas escolas, em vez de palestras eventuais.
Maria Mello, do Instituto Alana, definiu o ECA Digital como um “marco histórico” e uma “conquista de vanguarda” para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Marcelo Oliveira
-
Cidades5 dias atrásCasal é flagrado em banheiro de área de lazer na região do Morada do ouro após jogo do Brasil
-
Opinião4 dias atrásComissão aprova capacitação de primeiros socorros voltada a alunos com doenças crônicas
-
Política7 dias atrásComissão aprova regras para aumentar proteção de motoristas de aplicativo
-
Cidades7 dias atrásVias na região do Porto terão bloqueios pontuais devido à Marcha Para Jesus
-
Opinião3 dias atrásDADOS INTERNACIONAIS
-
Política7 dias atrásComissão aprova uso de documentos de familiares para comprovar trabalho de produtora rural
-
Curtinhas5 dias atrásServidor se destaca como referência em consultoria técnica para prefeituras de Mato Grosso
-
Polícia13 horas atrásPolícia Civil deflagra operação e prende empresário e gestora em flagrante por “gato” em energia elétrica



Você precisa estar logado para postar um comentário Login