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Prefeitura de Cuiabá foi alvo de várias operações em 2023, sofreu derrotas seguidas na justiça

Vários mandados judiciais foram cumpridos, pedidos foram negados e denúncias foram feitas, resultando nas prisões de ex-secretários e ex-servidores, além de outras medidas cautelares.

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Secom Prefeitura de Cuiaba

Após ter sido alvo de diversas operações policiais e ações do Ministério Público no ano de 2023, a prefeitura de Cuiabá sofreu seguidas derrotas na justiça, principalmente às relacionadas à Saúde. Vários mandados judiciais foram cumpridos, pedidos foram negados e denúncias foram feitas, resultando nas prisões de ex-secretários e ex-servidores, além de outras medidas cautelares.

Em fevereiro do ano passado, a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) cumpriu mandados judiciais durante a Operação Hypnos, que teve como objetivo desarticular um esquema instalado na Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) em 2021. Um dos alvos foi o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues da Silva, que terminou sendo preso.

A segunda fase da Operação Hypnos foi deflagrada no mês seguinte, quando o Superior Tribunal de Justiça determinou a soltura de Célio Rodrigues. Na mesma época, a 7ª Vara Criminal de Cuiabá impôs medidas cautelares a Eduardo Pereira Vasconcelos, ex-servidor da ECSP e “braço direito de Célio”. O ex-secretário ainda foi alvo, meses depois, de uma operação na saúde de Sinop.

Em março, o médico André Hraoui Duailibi, alvo de uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF), firmou um acordo de não persecução penal se comprometendo a reparar o dano de R$ 338.853,51 ao erário. Sendo que o acordo foi homologado pelo juiz da 3ª Vara Federal Cível de Mato Grosso, Cesar Augusto Bearsi.

A ação, que desarticulou um esquema de fraude em contratos, no valor de R$ 1,25 milhão, também mirou o ex-secretário municipal de Saúde de Cuiabá, Luiz Antônio Possas de Carvalho, o secretário adjunto de gestão da Secretária de Municipal de Saúde, João Henrique Paiva, e o secretário adjunto de planejamento e operações da Secretária de Municipal de Saúde, Milton Correa da Costa Neto. Os três foram condenados ao pagamento de multa.

Ainda no mês de março, o MPF se manifestou favoravelmente ao pedido da Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Cuiabá para que fossem bloqueados R$4,468 milhões da Prefeitura de Cuiabá, valor que corresponde a repasse que não foi feito ao Hospital Geral.

Em abril o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu o bloqueio de R$ 67.881.691,29 das contas do Município de Cuiabá, referente aos repasses que não foram feitos ao Fundo Único Municipal de Saúde, argumentando que a Prefeitura tentou confundir as autoridades dizendo que o dinheiro havia sido pago.

Também em abril o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) soltou o empresário Douglas Castro, dono da Vip Serviços Médicos, preso em flagrante pela Polícia Federal após destruir o próprio celular durante a 4ª fase da Operação Curare, deflagrada naquele mês e teve como objetivo investigar contratos com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

No mês de julho a Justiça autorizou a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) a cumprir 19 mandados judiciais durante a Operação Overpay, que teve como objetivo apurar um esquema indevido de pagamento realizado pela Secretaria de Saúde de Cuiabá. O ex-secretário adjunto de Saúde, o médico Luiz Gustavo Raboni Palma, e acabou sendo solto depois.

Em agosto a juíza Celia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas, manteve a ação movida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) contra o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e outros, por contratações irregulares na Empresa Cuiabana de Saúde Pública.

Já no mês de outubro o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá (Especializada Contra o Crime Organizado), recebeu uma denúncia do MP contra a primeira-dama Márcia Pinheiro e outros 3 servidores afastados, por um suposto esquema de contratações ilegais na SMS com o objetivo de obter apoio político.

No mesmo mês, porém, o prefeito obteve uma vitória. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou uma ação que pedia afastamento de Emanuel Pinheiro da Prefeitura, referente à Operação Capistrum, que apurou um suposto esquema de contratações na Saúde para benefício político e eleitoral.

Em novembro, 16 mandados judiciais foram cumpridos pela Polícia Civil durante a Operação Raio-X, que apurou irregularidades em um processo licitatório de R$ 2,6 milhões da Secretaria Municipal de Saúde em 2022. Além do ex-secretário adjunto de Saúde, Luiz Gustavo Raboni, servidores da prefeitura também sofreram busca e apreensão, além de medidas cautelares. Um imóvel no Condomínio Florais da Mata, inclusive, chegou a ser bloqueado pela Justiça.

Já em dezembro o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ribeiro Dantas, negou um pedido de liminar do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, para suspender todas as ações da Operação Capistrum.

  

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Comarca de Sinop promove ações de conscientização e proteção à infância e juventude

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A imagem mostra um grande grupo de pessoas reunido em um auditório inclinado, posando para uma foto coletiva após o evento.A Comarca de Sinop realizou, ao longo da semana, uma série de ações voltadas à promoção e garantia dos direitos de crianças e adolescentes, com atividades de conscientização sobre adoção, entrega legal e combate à exploração sexual infantojuvenil.

Uma das iniciativas foi a realização de palestra sobre adoção na Faculdade FASIPE, em Sinop, direcionada aos acadêmicos do curso de Direito. O evento reuniu aproximadamente 250 estudantes e proporcionou um espaço de reflexão e diálogo sobre os aspectos jurídicos e sociais relacionados ao tema.

A imagem mostra um grupo de 19 pessoas reunidas em um ambiente interno, posando para uma foto de equipe.Durante a palestra, foram abordadas informações sobre o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), os procedimentos legais da adoção, os desafios enfrentados por crianças e adolescentes em situação de acolhimento e a importância da garantia do direito à convivência familiar e comunitária.

Participaram como palestrantes a juíza da Vara Especializada da Infância e Juventude da Comarca de Sinop, Melissa de Lima Araújo; o promotor de Justiça da Infância e Juventude, Nilton Cesar Padovan; a defensora pública Luciana Garcia Barbosa; e a presidente do Grupo de Apoio à Adoção de Sinop, Manoela Conter.

Outra importante ação desenvolvida foi a campanha de conscientização sobre a Entrega Legal, realizada diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. A iniciativa contou com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Sinop, do Ministério Público e da Defensoria Pública.

As palestras e orientações tiveram como objetivo esclarecer profissionais da rede pública de saúde acerca do procedimento legal de entrega voluntária para adoção, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assegurando acolhimento humanizado e proteção integral às gestantes e recém-nascidos.

Uma mulher com cabelos longos e ondulados, vestindo camiseta branca e saia escura texturizada, fala ao microfone em pé atrás de um púlpito.A juíza Melissa de Lima Araújo destacou os aspectos jurídicos, sociais e humanizados da Entrega Legal, contribuindo para a correta identificação e acolhimento de situações que possam demandar encaminhamento à rede de proteção.

Durante a campanha, também foram distribuídos panfletos informativos, utilizados carros de som e camisetas alusivas ao tema, ampliando o alcance das orientações junto à população.

Encerrando a programação, foi realizada sexta-feira (29) uma caminhada de mobilização e conscientização pelo combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, percorrendo a Avenida Júlio Campos.

A ação contou com a participação da Secretaria Municipal de Assistência Social e dos órgãos integrantes do Sistema de Garantia de Direitos, com o objetivo de sensibilizar a comunidade sobre a importância da prevenção, identificação e enfrentamento das situações de violência sexual contra crianças e adolescentes.

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo:

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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