Política
PL destitui Cláudio Ferreira do comando do partido em Rondonópolis e ameaça expulsão após apoio a Pivetta
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Direção estadual classifica atitude do prefeito como “traição” e exige que ele deixe a legenda; Cláudio contrariou orientação partidária ao declarar apoio ao candidato do Republicanos
A direção estadual do Partido Liberal em Mato Grosso (PL-MT) decidiu destituir o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), da presidência do diretório municipal da sigla e vai exigir sua desfiliação. Caso permaneça no partido, o gestor poderá enfrentar um processo disciplinar que pode resultar em sua expulsão.
A decisão ocorre após Cláudio contrariar a orientação partidária e declarar publicamente apoio à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso. O PL tem candidato próprio na disputa: o senador Wellington Fagundes.
O presidente estadual do PL, Ananias Filho, reagiu duramente à manifestação do prefeito e classificou sua atitude como uma traição. Segundo ele, uma carta será encaminhada a Cláudio exigindo sua saída da legenda.
“Não vou conversar com traidor do partido. Recebeu fundo eleitoral e choramingava para ter fundo eleitoral. Eu vou mandar uma carta exigindo que ele deixe o partido; caso contrário, irei abrir processo disciplinar contra ele. Ele tem direito de se afastar, ou tomaremos decisões”, afirmou Ananias.
O dirigente também confirmou que Cláudio já foi retirado do comando do PL em Rondonópolis e disse que a decisão deverá ser formalizada oficialmente.
“Se ele tiver dignidade e caráter, pede desfiliação. O destino dele foi o que foi traçado aos outros prefeitos. Ele foi destituído da presidência do PL de Rondonópolis”, declarou.
A crise interna foi aberta depois que Cláudio Ferreira anunciou, durante evento político realizado na noite de quinta-feira (27), que apoiará Pivetta na disputa pelo Palácio Paiaguás. Ao fazer o anúncio, o prefeito reconheceu que poderia sofrer consequências dentro do próprio partido.
“Meu candidato a governador é Otaviano Pivetta. E eu sei, meus amigos, que eu vou pagar um preço porque ele não faz parte do meu partido. Mas os partidos existem para as pessoas e não as pessoas existem para os partidos”, afirmou Cláudio.
Ao justificar sua escolha, o prefeito destacou a trajetória política e a experiência administrativa de Pivetta, além da relação construída entre os dois.
“Servir as pessoas com generosidade e com empatia é o que me faz apoiar o senhor. É por isso que eu apoio o senhor”, declarou.
Cláudio também afirmou que passou a respeitar ainda mais Pivetta depois que assumiu a Prefeitura de Rondonópolis, classificando o republicano como um político “diligente” e “solícito”.
A declaração aumenta a tensão dentro do PL de Mato Grosso justamente durante o período eleitoral. A direção nacional da legenda já havia estabelecido que seus integrantes no Estado não deveriam pedir votos para Pivetta, uma vez que o partido possui candidatura própria ao Governo.
A orientação partiu do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, durante reunião com lideranças da legenda em Mato Grosso. Embora tenha deixado os filiados livres em relação ao apoio na disputa pelo Senado, Valdemar determinou que integrantes do PL não façam campanha para Pivetta.
Com a decisão de Cláudio Ferreira de desafiar publicamente essa orientação e apoiar um adversário da candidatura própria do PL, o embate deixou o campo político e passou para a esfera partidária, culminando na retirada do prefeito do comando da legenda em Rondonópolis e na ameaça de abertura de processo disciplinar caso ele não peça desfiliação.
Política
Comissões da taxa das blusinhas e de outras MPs se reúnem na próxima semana
Quatro comissões mistas que analisam medidas provisórias têm reuniões marcadas para a próxima semana. A agenda começa na segunda-feira (31), com a apresentação do relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF) sobre a MP 1.357/2026, que altera regras para a tributação de compras internacionais, zerando a chamada “taxa das blusinhas”.
A comissão se reúne às 16h para leitura, discussão e possível votação do relatório. A medida tem validade até 8 de setembro e altera regras do Regime de Tributação Simplificada, incluindo a redução a zero do Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50.
Na reunião desta sexta-feira (28), quando o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) foi eleito presidente do colegiado, Leila afirmou ser favorável ao texto original, mas não descartou mudanças após negociações.
Outras MPs
Na terça-feira (1º), às 14h30, estão previstas reuniões de três comissões mistas para apreciação dos relatórios. Uma delas é a MP 1.369/2026, que amplia as atribuições do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), voltado à redução das filas de análise de benefícios do INSS e da Perícia Médica Federal.
A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) é a relatora da medida, que inclui, entre os objetivos do programa, o monitoramento de processos que estejam em tramitação há mais de 30 dias ou com prazo judicial expirado.
No mesmo horário, a comissão da MP 1.360/2026 deve analisar a medida que simplifica exigências para o exercício das atividades de mototaxistas, motoboys e profissionais de motofrete. O colegiado é presidido pelo senador Weverton (PDT-MA), e o deputado Alfredinho (PT-SP) é o relator.
Também às 14h30, a comissão da MP 1.375/2026 deve analisar a medida que prevê adicional de fronteira de R$ 91 por dia para servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) e analistas técnicos do Poder Executivo Federal que atuem em localidades estratégicas. O senador Eduardo Gomes (PL-TO) é o relator.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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