Política
O presente e o futuro da economia de Mato Grosso
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Na semana passada, tive a honra de ser convidado para acompanhar a posse da nova diretoria do Sindicato das Indústrias da Alimentação da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Siar Sul MT). Pude ali falar um pouco das nossas ações em prol do nosso setor industrial desde o início do mandato parlamentar na Assembleia Legislativa.
O evento foi organizado pela Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt). A solenidade também empossou as diretorias do Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) para o biênio 2025/2026 e do Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Rondonópolis e da Região Sul de Mato Grosso (Sindimec Sul MT).
Somente em Rondonópolis, a indústria gerou 130 novas vagas em 2024, crescimento de 1,20% em relação a 2023. Estes são dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. O mesmo levantamento, divulgado em janeiro de 2025, mostra que Mato Grosso possui mais de 944 mil trabalhadores empregados com carteira assinada, muitos na indústria. Este é um setor de extrema importância para a economia do nosso Estado.
No início do mandato na AL, fui autor do projeto que criou a Frente Parlamentar em prol da Industrialização para impulsionar o desenvolvimento econômico e a geração de empregos diretos e indiretos em Mato Grosso. Também destinei emendas a cursos de qualificação em parceria com o Senai e o programa Qualifica MT. Além disso, contamos com o projeto social Flor do Cerrado, que também capacita mão de obra tanto para quem sonha em empreender quanto para quem busca uma colocação em uma grande empresa. Indústria é isso. É mão de obra qualificada, avanço tecnológico e técnico. É educação e desenvolvimento social.
Indústria é também sinônimo de economia diversificada. E o desenvolvimento de Mato Grosso passa por mais investimento em industrialização. Hoje, evidentemente, somos o Estado cuja matriz econômica se acentua no agronegócio. Sobre isso, outro número importante: em 2024, o setor, em todo o Brasil, representou cerca de 21,8% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ou seja, de tudo o que o nosso país produziu em termos de riqueza no ano passado, boa parte vem deste setor.
Pensando, porém, de forma mais ampla, sabemos que é preciso avançar sempre mais, por meio de ações que diversifiquem a matriz econômica através da indústria e do setor de serviços e comércio. Sempre gosto de pensar na economia como um relógio, onde cada uma das engrenagens (neste caso, os setores) são peças fundamentais para o funcionamento dos ponteiros. Quando atuam em harmonia, em consonância, mostram que juntas são perfeitas em cumprir seu objetivo maior: gerar emprego, renda, desenvolvimento e qualidade de vida para a nossa população.
E como diversificar a economia de Mato Grosso e alavancar a nossa industrialização, se a Lei Kandir incentiva somente a exportação de produtos primários (grãos)? A saída é continuar investindo em logística e também em uma legislação que estimule a industrialização. A Lei Kandir, por exemplo, fomenta somente a exportação de produtos primários e, à indústria, este pode ser um bom momento para pensarmos também em uma compensação que estimule o setor.
O segundo passo é termos políticas públicas que atraiam investidores, parcerias com a iniciativa privada, incentivos à vinda de grandes grupos que garantam a contratação de mão de obra local, com compensações justas a cada um dos incentivos. Primavera do Leste, recentemente, recebeu a instalação de uma grande usina. É um mero exemplo, mas já nos aponta, quem sabe, um modelo.
Também é papel dos governos enfrentar o grande desafio em Mato Grosso de continuar avançando na melhoria da nossa infraestrutura e logística, como tem sido nos últimos anos da atual gestão estadual. Precisamos seguir neste caminho, investindo em estradas, pontes e, principalmente, ferrovias para superarmos os obstáculos no escoamento da produção.
Segundo o IBGE, o estado apresenta uma das maiores taxas de crescimento do Brasil, mas a falta de mais estradas e ferrovias limitaria, na hipótese, a capacidade deste escoamento da produção industrial. A pesquisa ‘Caminhos do Desenvolvimento’, realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), aponta que a melhoria da infraestrutura é crucial para atrair investimentos industriais e facilitar a logística.
Sem um sistema de transporte eficiente, a competitividade das indústrias locais fica comprometida. Este aperfeiçoamento passa por investimentos. Públicos e também privados.
Na educação, é preciso que continuemos investindo nas nossas instituições, nos nossos Institutos Federais, Escolas Técnicas, Universidades, além da formação desde a base, nas redes estadual e municipal. Aliar ao currículo tradicional cursos de qualificação e capacitação tecnológica visando a inserção no mercado e o fomento à indústria para agilizar o processo de desenvolvimento do setor. Formar bons profissionais, desde a ponta, fará de Mato Grosso um polo tecnológico e educacional atrativo à indústria. Esta, por sua vez, não precisará “importar mão de obra”. Nada de “fuga de cérebros”.
Defendo que é preciso apostar na industrialização como ferramenta de diversificação da economia, com foco no desenvolvimento tecnológico e sustentável, gerando emprego, renda e qualidade de vida da nossa população, trazendo perspectivas aos nossos jovens e elevando os níveis da nossa educação. Precisamos unir as forças do nosso agronegócio com a indústria, comércio e serviços, o que consolidará Mato Grosso como o Estado mais promissor do Brasil, garantindo um futuro próspero para as futuras gerações.
Autor: *Thiago Silva é deputado estadual em Mato Grosso
Fonte: ALMT – MT
Política
Sancionada lei que destina emendas da saúde a bombeiros militares
O serviço de atendimento pré-hospitalar prestado pelos bombeiros militares dos Estados e do DF poderá receber verbas de emendas parlamentares voltadas à saúde. É o que estabelece a Lei Complementar 234, de 2026, sancionada e publicada no Diário Oficial da União (DOU), desta sexta-feira (7).
Para receber os recursos, segundo a nova lei, será obrigatório o cumprimento de requisitos a serem definidos pelo Poder Executivo. Além disso, as despesas precisarão ser aprovadas pelo Ministério da Saúde.
A lei proíbe o uso dessas emendas para pagamento de salários ou de aposentadorias de bombeiros militares, assim como para qualquer custeio ou investimento que não seja relativo ao atendimento pré-hospitalar.
Com origem no Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2021, de autoria do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), a matéria foi aprovada no Senado em julho deste ano, com parecer favorável do senador Nelsinho Trad (PSD-MS).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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