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O “ACORDO” DE TAQUES COM O GRUPO VOTORANTIM E A FANTÁSTICA “RECUPERAÇÃO” DE R$ 253 MI

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 Da Redação: Pedro Ribeiro e Laerte Lannes

Reportagem Especial

 

O governador Pedro Taques(PSDB) assinou com o grupo Votorantim um fantástico acordo de Compromisso e Ajustamento de Conduta (TAC) que prevê o ressarcimento de R$ 253 milhões aos cofres públicos. 

Esse valor é referente a diferenças sobre incentivos fiscais concedidos à empresa nas plantas de Cuiabá e Nobres, constatada em 2015. Pelo acordo, a empresa se comprometeu a pagar R$ 238 milhões que serão recolhidos aos cofres públicos diretamente.

Outros R$ 13,5 milhões vão para o Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Fundeic) e poderão ser utilizados por microempreendedores. 

A possibilidade de empresas assinarem acordos de recuperação de ativos está prevista em lei. A articulação para recuperar a dinheirama em favor do estado foi ´articulado´ diretamente pelo governador Pedro Taques em conjunto com a Procuradoria Geral do Estado (PGE), através  do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira).

Durante a assinatura do acordo, no Palácio Paiaguás, a empresa Votorantim se comprometeu em ajudara financeiramente o município de Nobres, umas das cidades brasileiras onde está instalada a empresa.

Segundo a empresa, serão aplicados cerca de R$ 1,5 milhão de reais em recursos na área da saúde. A empresa, por meio do Instituto Votorantim, vai construir duas Unidades Básicas de Saúde, adquirir uma ambulância e um veículo para transporte de pacientes a outras cidades.

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CAE vota emendas ao projeto que aumenta o piso salarial de médicos

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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) tem reunião marcada para esta terça-feira (11), às 10h. Há nove itens na pauta de votações. Um deles é o PL 1.365/2022, projeto de lei que aumenta o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas.

O projeto, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), eleva esse piso de R$ 3.636 para R$ 13.662 para a jornada de 20 horas semanais. A iniciativa provocou discordâncias quanto ao seu impacto financeiro e à fonte dos recursos.

A matéria já havia sido analisada pela CAE e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e estava para ser enviada à Câmara dos Deputados, mas um grupo de senadores, entre os quais Jaques Wagner (PT-BA), apresentou recurso para que o texto seja votado pelo Plenário do Senado antes de ir à Câmara.

Desde então, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou quatro emendas de Plenário, que devem ser avaliadas agora pela CAE. O senador responsável pela relatoria dessas emendas é Nelsinho Trad (PSD-MS).

Medicamentos para empregados

Outro projeto de lei na pauta da CAE é o PL 3.079/2024, do senador Weverton (PDT-MA), que permite às empresas custear parte dos remédios dos empregados e seus dependentes.

O projeto cria o Programa de Medicamentos do Trabalhador. De acordo com o texto, a empresa que aderir à iniciativa fica autorizada a custear os medicamentos cobertos pelo programa (em regime de coparticipação com seus empregados).

A proposta determina que o programa ofereça medicamentos tanto para os empregados quanto para seus dependentes.

Para incentivar as empresas a participar do programa, o projeto permite que elas deduzam do lucro tributável (para fins de apuração do imposto sobre a renda) o dobro das despesas comprovadamente realizadas no período-base do programa.

A proposta recebeu parecer favorável do senador Nelsinho Trad. Ele sugeriu algumas mudanças no texto, como a recomendação de direcionar 3% das arrecadações com loterias para o custeio do Programa de Medicamentos do Trabalhador.

Simples municipal

Também está na pauta da comissão o projeto de lei que cria o Simples Municipal (PLP 51/2021). De acordo com o autor da proposta, senador Jaques Wagner (PT-BA), trata-se de um regime especial que permite às prefeituras mais pobres pagar uma contribuição previdenciária menor.

Wagner também destaca que, com essa iniciativa, os municípios mais ricos vão pagar uma contribuição maior, o que, segundo ele, pode aumentar o valor total destinado à seguridade social.

A matéria conta com parecer favorável do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

Além disso, estão na pauta da CAE o PL 1.859/2022, projeto de lei que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos nas áreas de seca, e propostas que tratam de pedidos de autorização para crédito externo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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