MATO GROSSO

MTI apresenta o governo digital de Mato Grosso em evento de tecnologia em Brasília

Presidente da MTI, Cleberson Gomes, destacou a importância da rede segura e integrada nos estados

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Política

Foto: SECOM MT

A Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) apresentou o funcionamento do governo digital de Mato Grosso, no evento Connected Smart Cities GovTech (CSC GovTech), realizado nesta quarta-feira (12.04), em Brasília (DF).

O evento foi promovido plataforma Connected Smart Cities (CSC) e pelo Instituto Brasileiro de Cidades Humanas, Inteligentes, Criativas e Sustentáveis (IBRACHICS), com o apoio do BrazilLab, um hub de inovação que acelera soluções e conecta empreendedores com o Poder Público.

O encontro reuniu representantes do poder público e de instituições privadas para discutir ferramentas, políticas e modelos essenciais para a operação dos governos em um mundo digital. A equipe da CSC destacou a importância de desenvolver um ecossistema colaborativo e criar uma comunidade GovTech no Brasil para impulsionar o crescimento desse mercado.

Um dos palestrantes do evento, o presidente da MTI, Cleberson Gomes, explicou o funcionamento do governo digital de Mato Grosso, destacando a importância de uma rede segura para interconectar os órgãos do Estado.

“Em Mato Grosso temos o aplicativo MT Cidadão, a plataforma de interoperabilidade X-Via, com integração ao GovBR. Neste aplicativo você pode resolver todos os problemas em um só lugar.” apresentou.

Ele ressaltou que essa integração via MT Cidadão facilitou a vida do motorista que precisa resolver questões relacionadas ao seu veículo, que antes se dava de forma burocrática e fragmentada, em que cada etapa era resolvida em órgãos diferentes e com diversas repetições de informações.

O presidente da MTI ainda apresentou a economia gerada pela digitalização de serviços, explicando que em dez serviços digitalizados houve uma economia de mais de R$ 20 milhões para o Estado de Mato Grosso em três anos, possibilitando ao Governo investir em outras áreas, como saúde, educação e segurança.

Cleberson Gomes pontuou que o obetivo principal da Transformação Digital é pensar na jornada do cidadão, facilitando o acesso a informações e serviços governamentais. Essa abordagem visa garantir que o governo colete as informações necessárias para o cidadão, em vez de fazer com que o cidadão precise buscar informações em vários lugares diferentes. Segundo ele, essa é uma forma de usar tecnologia e processos para gerar e agregar valor ao cidadão, usuário final, tornando sua experiência mais satisfatória e eficiente.

Além da palestra da MTI, a programação do evento incluiu apresentações sobre modelos de financiamento e contratação, infraestrutura e segurança digital, e casos práticos de construção de governos digitais na Região Centro-Oeste.

SECOM/MT

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Redações do Jovem Senador debatem democracia nas redes

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As redações da edição de 2026 do Programa Jovem Senador e Jovem Senadora Brasileiros recorreram à literatura, à filosofia, à legislação e à ciência política para discutir os desafios da democracia nas plataformas digitais. Com o tema “Democracia nas redes sociais: como construir um debate saudável”, os estudantes abordaram liberdade de expressão, desinformação, algoritmos e participação cidadã, além de apresentarem propostas para qualificar o debate público na internet.

Segundo o chefe do programa, George Cardim, o concurso estimulou estudantes e escolas a refletirem sobre temas relacionados à democracia e ao uso responsável das redes sociais.

— Em um ano de eleições gerais, a expressiva participação dos estudantes demonstra o interesse das novas gerações em refletir sobre o fortalecimento da democracia e a construção de um ambiente digital mais responsável, plural e respeitoso — afirmou.

Uma das redações selecionadas foi a de Yasmin da Silva Freitas, representante do Acre, que comparou as redes sociais a um jardim em que “cada publicação seria uma semente lançada ao vento — capaz de florescer em consciência ou se perder na intolerância”. A metáfora foi utilizada para refletir sobre o alcance das manifestações na internet e a responsabilidade dos usuários na construção do debate público.

As referências utilizadas pelos estudantes incluem autores, obras e normas jurídicas. O britânico George Orwell foi um dos escritores mais citados, especialmente por meio da obra 1984, romance distópico publicado em 1949 que retrata uma sociedade marcada pela vigilância, pela manipulação da informação e pela supressão da liberdade de expressão.

Entre os temas abordados estão o conceito de “bolhas de filtro”, termo criado em 2010 pelo ativista norte-americano Eli Pariser para descrever o isolamento intelectual gerado por algoritmos; o documentário O Dilema das Redes, do diretor norte-americano Jeff Orlowski, que mostra como as grandes empresas de tecnologia influenciam comportamentos e opiniões; e a Constituição Federal e o Marco Civil da Internet, apresentados como fundamentos para a discussão sobre direitos, deveres e responsabilidades no ambiente digital. A finalista do Rio Grande do Norte, Rita de Cássia Medeiros da Silva, também compara as redes sociais à Ágora de Atenas, espaço da Grécia Antiga associado ao debate público e à democracia.

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Além de identificar os desafios das redes sociais, os estudantes apresentaram propostas para fortalecer a democracia digital. Entre as sugestões mais recorrentes estão a ampliação da educação midiática e do letramento digital nas escolas, o incentivo ao pensamento crítico, a transparência dos algoritmos das plataformas digitais e medidas para enfrentar a desinformação.

A comissão julgadora avaliou as 81 redações finalistas encaminhadas pelas secretarias estaduais de educação. Os 27 estudantes selecionados, um de cada unidade da Federação, participarão da Semana de Vivência Legislativa no Senado, entre os dias 17 e 21 de agosto. As redações foram analisadas com base em critérios adaptados do modelo de correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), considerando aspectos como compreensão do tema, argumentação, organização textual e proposta de intervenção.

Para a diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado, Glauciene Lara, o programa estimula a formação cidadã ao incentivar os estudantes a refletirem sobre temas de interesse público.

— O Programa Jovem Senador e Jovem Senadora Brasileiros reafirma seu compromisso com a formação cidadã ao estimular estudantes de todo o país a refletir sobre temas essenciais para a democracia. As redações finalistas revelam uma geração curiosa, crítica e preparada para participar do debate público. São jovens que pesquisam, confrontam diferentes perspectivas, dialogam com autores clássicos e contemporâneos, transformando esse repertório em argumentos consistentes e propostas viáveis para os desafios do presente — disse.

Veja aqui as redações vencedoras de 2026

Conheça os finalistas dos estados e do DF em 2026

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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