Política
Lava Jato manda à Receita clientes brasileiros de banco panamenho clandestino
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Em relatório, PF afirma que não há como ‘se debruçar sobre cada um dos clientes brasileiros do FPB Bank INC, sob pena de perder o foco e enfraquecer a investigação’
Da redação
O delegado de Polícia Federal Rodrigo Luiz Sanfurgo de Carvalho, da força-tarefa da Operação Lava Jato, representou ao juiz federal Sérgio Moro pelo compartilhamento da lista de clientes brasileiros do banco panamenho FPB Bank com a Receita Federal. O objetivo é ‘verificar a regularidade das contas abertas no exterior’.
O FPB Bank foi alvo da Operação Caça-Fantasmas, 32.ª fase da Lava Jato, em julho de 2016.
Segundo a investigação, o banco teria atuado no País de forma clandestina e ‘usou os serviços da Mossak Fonseca para constituir offshores a clientes e ocultar a propriedade de recursos’.
A Mossak, aponta a Lava Jato, constituiu offshores em paraísos fiscais, ‘as quais foram usadas para lavar dinheiro, inclusive, oriundo de propinas pagas em função de contratos da Petrobrás’.
Em relatório de 130 páginas, de 9 de junho, a PF apontou sete suspeitos de serem ‘responsáveis, no Brasil, por operarem o banco panamenho FPB Bank INC., em um esquema transnacional que viabilizaria a lavagem de dinheiro’.
Na quinta-feira, 29, Moro levantou o sigilo do documento.
“A presente investigação verificou a existência de uma organização criminosa transnacional que, sem qualquer autorização legal, operou no Brasil a instituição financeira Panamenha denominada FPB Bank INC, responsável por (i) abrir contas bancárias em referido paraíso fiscal e, consequentemente, movimentar valores supostamente à margem do sistema financeiro nacional; e (ii) negociar empresas offshore de forma a ocultar os verdadeiros sócios, responsáveis e beneficiários finais, expedientes estes que teriam viabilizado a lavagem de dinheiro de seus clientes”, anotou o delegado.
Sanfurgo, especialista no combate a crimes financeiros, destacou que os responsáveis pelo banco panamenho no Brasil atuavam para ‘intermediar o registro de novas empresas offshore em diversos paraísos fiscais, via Mossack Fonseca, de forma a preservar a identidade dos verdadeiros sócios ou beneficiários finais, posto que são os próprios investigados que figuram nos documentos de abertura de empresas offshore na qualidade de representantes de seus clientes’.
O delegado observou que não há como ‘se debruçar sobre cada um dos clientes brasileiros do FPB Bank INC, sob pena de perder o foco e enfraquecer a investigação’.
“Por tal razão, representou pelo compartilhamento de todas as informações relativas aos clientes do FPB Bank Inc com a Receita Federal do Brasil, em especial com o propósito de verificar a regularidade das contas abertas no exterior”, requereu.
Fonte: Estadão
Política
CAE vota emendas ao projeto que aumenta o piso salarial de médicos
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) tem reunião marcada para esta terça-feira (11), às 10h. Há nove itens na pauta de votações. Um deles é o PL 1.365/2022, projeto de lei que aumenta o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas.
O projeto, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), eleva esse piso de R$ 3.636 para R$ 13.662 para a jornada de 20 horas semanais. A iniciativa provocou discordâncias quanto ao seu impacto financeiro e à fonte dos recursos.
A matéria já havia sido analisada pela CAE e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e estava para ser enviada à Câmara dos Deputados, mas um grupo de senadores, entre os quais Jaques Wagner (PT-BA), apresentou recurso para que o texto seja votado pelo Plenário do Senado antes de ir à Câmara.
Desde então, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou quatro emendas de Plenário, que devem ser avaliadas agora pela CAE. O senador responsável pela relatoria dessas emendas é Nelsinho Trad (PSD-MS).
Medicamentos para empregados
Outro projeto de lei na pauta da CAE é o PL 3.079/2024, do senador Weverton (PDT-MA), que permite às empresas custear parte dos remédios dos empregados e seus dependentes.
O projeto cria o Programa de Medicamentos do Trabalhador. De acordo com o texto, a empresa que aderir à iniciativa fica autorizada a custear os medicamentos cobertos pelo programa (em regime de coparticipação com seus empregados).
A proposta determina que o programa ofereça medicamentos tanto para os empregados quanto para seus dependentes.
Para incentivar as empresas a participar do programa, o projeto permite que elas deduzam do lucro tributável (para fins de apuração do imposto sobre a renda) o dobro das despesas comprovadamente realizadas no período-base do programa.
A proposta recebeu parecer favorável do senador Nelsinho Trad. Ele sugeriu algumas mudanças no texto, como a recomendação de direcionar 3% das arrecadações com loterias para o custeio do Programa de Medicamentos do Trabalhador.
Simples municipal
Também está na pauta da comissão o projeto de lei que cria o Simples Municipal (PLP 51/2021). De acordo com o autor da proposta, senador Jaques Wagner (PT-BA), trata-se de um regime especial que permite às prefeituras mais pobres pagar uma contribuição previdenciária menor.
Wagner também destaca que, com essa iniciativa, os municípios mais ricos vão pagar uma contribuição maior, o que, segundo ele, pode aumentar o valor total destinado à seguridade social.
A matéria conta com parecer favorável do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).
Além disso, estão na pauta da CAE o PL 1.859/2022, projeto de lei que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos nas áreas de seca, e propostas que tratam de pedidos de autorização para crédito externo.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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