Política
Governo poderá exigir comprovante de vacinação em todos os atos administrativos
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Medida visa incentivar o maior alcance da vacina entre a população de Mato Grosso, por entender que é a mais efetiva para acabar com a pandemia
Da Redação
O Projeto de lei nº 168/2021, apresentado na sessão da última semana na Assembleia Legislativa, autoriza o governo de Mato Grosso a exigir comprovante de vacinação contra a Covid-19 em todos os atos administrativos. A proposta ainda inclui acesso a qualquer benefício social e matrículas na rede de ensino pública e privada.
Conforme o deputado estadual Dr. Gimenez (PV), autor da proposta, a exigência obviamente ficará inerente à disponibilidade de vacinação para esses grupos, pois é de conhecimento que a vacina é a maneira mais eficaz de combate ao coronavírus.
“Alguns estudos já se mostram adiantados na produção da vacina com possibilidade de aprovação imediata pela Organização Mundial da Saúde. Temos uma política de imunização que é referência mundial na erradicação de diversas doenças, especialmente àquelas em que a vacinação é obrigatória”.
Para o parlamentar, a apresentação de comprovante de vacinação é mais uma maneira para que a vacina alcance o maior número de pessoas. Porém, até esta semana, apenas 3,3% da população tiveram acesso à 1ª dose e 1,5% à 2ª dose. Mato Grosso possui uma população aproximada de 3,5 milhões de habitantes.
“Neste momento, temos que trabalhar para estancar o colapso da saúde ampliando leitos de UTI e evitando mais contaminações, mais mortes, porém, a única forma de realmente vencer a Covid-19, a exemplo do que já fizeram outros países, é com a vacinação em massa, por isso vamos lutar para que aconteça”.
Os números da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontaram para uma taxa de ocupação de UTIs adulto em mais de 97%, com uma média de mortes que chegou a 56 pessoas entre terça e quarta-feira da semana passada. Desde o início da pandemia, o estado já acumula 279.178 casos e 6.574 óbitos.
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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