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Empaer homologa rescisão de servidores que aderiram ao Plano de Demissão Voluntária

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Cerca de 212 pessoas estão aptas para o PDV e a previsão é rescindir neste mês de março o contrato de 43 servidores

A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) começou na última sexta-feira (27.03) a fazer homologação da rescisão do contrato de trabalho dos servidores que aderiram ao Plano de Demissão Voluntária (PDV).

Cerca de 212 pessoas estão aptas para o PDV e a previsão é rescindir, neste mês de março, o contrato de 43 servidores. O presidente da Empaer, Renaldo Loffi, explica que devido à Covid-19 foi feito um cronograma para segurança do servidor em assinar a rescisão. A intenção é desligar todos que aderiram até o mês de maio.

Conforme Loffi, o Plano de Demissão Voluntária (PDV) da Empaer encerrou no dia 18 de fevereiro, e os servidores tiveram um prazo de 30 dias para adesão. Com a redução dos funcionários, estima-se economizar R$ 65 milhões até o ano de 2022. “Foi feito um trabalho para buscar solução e gerar incentivos para os funcionários, redução da folha de pagamento e, consequentemente, economia aos cofres do governo estadual”, enfatiza.

No ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho o funcionário receberá as verbas rescisórias referentes aos direitos trabalhistas previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), na modalidade de dispensa sem justa causa. O servidor receberá um incentivo financeiro com o pagamento de três remunerações por adesão, além de indenização cujo índice é de 0,55 sobre o último salário, multiplicado pelos anos trabalhados. A forma de pagamento será parcelada até dezembro de 2022. As rescisões são acompanhadas também por representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso (Sinterp).

O prazo máximo para o desligamento total dos funcionários é até dezembro de 2022

Diante da Pandemia, as homologações estão sendo feitas de forma programada e agendada. Na sexta-feira, foram recebidos 20 servidores. O presidente Renaldo, explica que estão aguardando funcionários dos escritórios regionais de Alta Floresta, Rondonópolis, Cuiabá, Barra do Garças, Cáceres, Juína, Sinop, Barra do Bugres e São Félix do Araguaia. “Temos a intenção de finalizar essas rescisões até terça-feira (30) e nos meses de abril e maio, serão feitas as demais rescisões”, enfatiza.

O servidor da Empaer, Antônio Jesuíno de Oliveira (77), que atuaou durante 50 anos na empresa, assinou a rescisão contratual de trabalho. Ele ocupou diversos cargos durante a sua trajetória na Empaer, foi presidente, diretor administrativo, coordenador de planejamento, de operações e outros. Jesuíno destaca que a empresa foi tudo na sua vida, dos seus filhos e netos. “Só tenho a agradecer pelo trabalho executado, as grandes amizades construídas para o resto da vida. Deixo a empresa com a sensação de missão cumprida”, enfatiza.

Rosana Persona

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Comissão que analisará linha de crédito para motociclistas profissionais é instalada

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O Congresso Nacional instalou nesta segunda (17) a comissão que vai analisar a MP 1.366/2026. Essa medida provisória criou uma linha de financiamento facilitado para motociclistas profissionais que atuam no transporte de passageiros ou em serviços de entrega por aplicativo.

A MP também beneficia taxistas, motoristas de aplicativo e transportadores de pequenas cargas urbanas. A medida provisória atende tanto os trabalhadores autônomos como os que têm carteira assinada.

A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi eleita presidente da comissão — que é mista, ou seja, é composta por deputados federais e senadores. A deputada Amanda Gentil (PP-MA) será a relatora do grupo.

Essa medida provisória, que foi editada em 12 de junho, faz parte do Programa Move Brasil, lançado pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito de diferentes segmentos do transporte.

Fundo

A MP 1.366/2026 autoriza o uso de recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis) para financiar:

  • a compra de veículos;
  • a renovação da frota;
  • investimentos para melhorar a atividade de transporte;
  • projetos que aumentem a produtividade;
  • iniciativas de redução das emissões de carbono.

Acesso ao crédito

Ao assumir a presidência da comissão, Leila Barros afirmou que a MP enfrenta uma das principais dificuldades de quem depende de veículos para trabalhar: o acesso ao crédito em condições favoráveis.

— É mais uma iniciativa importante do governo federal, porque enfrenta um problema concreto da vida de milhões de brasileiros: o custo de trabalhar. Estamos falando de motoristas de aplicativos, entregadores, motofretistas, mototaxistas, taxistas e outros profissionais de transporte de passageiros e de cargas. Homens e mulheres que saem de casa todos os dias e que dependem de um carro, de uma motocicleta ou de outro veículo para garantir a sua renda e sustentar as suas famílias — declarou.

Para a senadora, a dificuldade de acesso ao crédito faz com que esses profissionais continuem utilizando veículos mais antigos.

— Quem trabalha com aplicativo sabe como é difícil chegar ao sistema financeiro apresentando uma renda variável e pedir crédito com juros mais razoáveis. Muitas vezes, o resultado é continuar trabalhando com o veículo antigo, que consome mais combustível, exige mais manutenção, oferece menos segurança e compromete uma parcela cada vez maior da renda do trabalhador — ressaltou.

Sustentabilidade

Leila disse que os efeitos da MP vão além da concessão de crédito e envolvem geração de renda, mobilidade urbana, segurança no trânsito e desenvolvimento industrial sustentável.

Isso acontece, segundo ela, porque a medida provisória estimula o uso de veículos que atendem a critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.

— Ao incentivar a renovação da frota e criar condições para a ampliação da infraestrutura de recarga e troca de baterias, por exemplo, estamos também preparando nossas cidades para a transição para uma mobilidade de baixo carbono — argumentou.

Tramitação

A senadora prometeu diálogo e agilidade na análise da MP. Segundo ela, a comissão ouvirá os setores envolvidos (por meio de audiências públicas, por exemplo) e analisará possíveis mudanças no texto.

— Como presidente desta comissão, vou trabalhar para que possamos analisar essa medida provisória com responsabilidade, ouvir os setores envolvidos, incentivar o aperfeiçoamento do texto, caso necessário, e construir as condições necessárias para a sua aprovação pelo Congresso Nacional — salientou.

Já foram oferecidas até agora 14 emendas ao texto. Após a análise da comissão, a medida provisória ainda terá de passar por votação, respectivamente, nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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