Política
Cuiabá suspende aulas presenciais nas escolas particulares e adia retorno da rede pública municipal
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O prefeito Emanuel Pinheiro garantiu a distribuição dos Kits da Alimentação Escolar aos estudantes em situação de vulnerabilidade
Da Redação
Em razão da quarentena coletiva obrigatória, as aulas presenciais nas escolas particulares de Cuiabá estão suspensas até o dia 9 de abril. Na rede pública municipal de ensino, o retorno presencial no formato híbrido previsto para o dia 1º de abril foi suspenso. Os servidores públicos permanecerão em tele trabalho e a distribuição dos Kits da Alimentação Escolar aos 18 mil alunos em situação de vulnerabilidade atendidos pelo Programa Bolsa Família iniciado nesta segunda-feira (29) será mantido.
Durante a live onde anunciou as medidas estabelecidas no Decreto Municipal Nº 8.372, na tarde desta terça-feira (30), o prefeito Emanuel Pinheiro falou sobre a responsabilidade de todos no combate a pandemia, destacou a necessidade de adoção de medidas de biossegurança e distanciamento social e sobre a importância da solidariedade e sensibilidade. “Neste momento de pandemia é fundamental termos sensibilidade, solidariedade e compreensão. É hora de aprendermos a conviver com o vírus, e adotarmos medidas que preservem a saúde e a vida das pessoas, garantindo o trabalho com segurança”, disse Emanuel Pinheiro.
De acordo com o gestor, a distribuição dos Kits da Alimentação Escolar, sob a coordenação da Primeira-dama Márcia Pinheiro, não será afetada. A Secretaria Municipal de Educação continuará a entrega dos Kits aos alunos atendidos pelo Programa Bolsa Família.
Na segunda-feira (29), os kits começaram a ser entregues nas unidades educacionais do campo e hoje foi a vez das unidades localizadas na Regional Sul. Adotando medidas de biossegurança, distanciamento físico e demais medidas de prevenção, as equipes gestoras entrarão em contato com os pais marcando dia e hora para que possam buscar os alimentos.
Em relação às aulas presenciais, no sistema híbrido, ficam suspensas em creches, escolas e universidades. Só será permitido o acesso as unidades dos profissionais a fim de que possam gravar as atividades pedagógicas.
Funcionamento
Na Secretaria Municipal de Educação o atendimento presencial está suspenso até o dia 9 de abril assim como nas unidades educacionais onde as equipes gestoras fixaram cartazes em locais visíveis ao público, com telefone de contato e demais informações.
Os pais ou responsáveis que tiverem necessidade de atendimento presencial deverão agendar dia e hora com a equipe gestora. Este mesmo procedimento deve ser realizado para a entrega de materiais didáticos e pedagógicos, e Kits da Alimentação Escolar. Nesses casos, devem ser seguidos todos os protocolos de biossegurança recomendados.
As aulas e atividades remotas permanecem conforme o planejamento e organização de cada unidade educacional, por meio de aplicativos e plataformas online, de acordo com as estratégias de ensino a distância.
Continuam suspensos os procedimentos administrativos relacionados à convocação para entrega de documentos, posse e atribuição dos candidatos aprovados no Concurso Público e no Processo Seletivo Simplificado, sem qualquer prejuízo aos candidatos aprovados.
A secretária Municipal de Educação, Edilene de Souza Machado explicou que essas medidas, assim como o tele trabalho, home office, visam diminuir o número de pessoas em circulação no órgão.
Durante a vigência do Decreto Municipal, a Ouvidoria da Educação manterá o atendimento externo para recebimento de demandas, sugestões, reclamações ou elogios pelo telefone 9 9304 3488 ou ainda pelo e-mail ouvidoria.educacao@cuiaba.mt.gov.br.
Em relação ao Setor de Protocolo/SME, o atendimento será somente por e-mail, protocolo.educacao@sme.cuiaba.mt.gov.br.
Política
Quem disputa o Senado em 2026: veja perfil, partidos e distribuição pelo país
As eleições de 2026 têm 314 pessoas na disputa pelas 54 vagas do Senado, média de 5,8 candidatos por cadeira. A maior parte dos concorrentes é formada por homens, brancos, casados, com ensino superior completo e com pelo menos 50 anos de idade, de acordo com levantamento feito a partir dos dados de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A eleição deste ano renovará dois terços das 81 cadeiras do Senado, duas por estado e pelo Distrito Federal. O cenário permite uma comparação direta com 2018, última eleição em que também estavam em disputa 54 vagas. Naquele ano, eram 352 concorrentes, ou 6,5 por cadeira. O total de candidaturas caiu, portanto, 10,8% em oito anos.
Mulheres são 22% do total
Dos 314 concorrentes ao Senado, 245 são homens, ou 78%, e 69 são mulheres, 22%.
A presença feminina é maior do que a registrada em 2018. No levantamento feito naquele ano, mulheres representavam 17,3% das candidaturas. A participação cresceu 4,7 pontos percentuais no período, embora tenha permanecido praticamente estável em relação a 2022, quando estava em torno de 22,5%.
A maioria dos candidatos de 2026 se declara branca: são 191, ou 60,8%. Outros 89 se declaram pardos, 28 pretos, quatro indígenas e dois amarelos.
Somadas, as candidaturas de pessoas que se declaram pretas ou pardas chegam a 117, o equivalente a 37,3% do total. Em 2018, as duas categorias representavam juntas 33,5% dos candidatos. Já a participação de brancos caiu de 65,6% para 60,8%.
Dois em cada três têm pelo menos 50 anos
A idade também caracteriza a disputa deste ano. São 205 candidatos com 50 anos ou mais, equivalentes a 65,3% do total. A idade mediana é de 56 anos e a média, de 55,5.
O maior grupo individual está na faixa dos 40 aos 49 anos, com 86 candidatos. Há 85 entre 50 e 59, 84 entre 60 e 69, 33 entre 70 e 79 e três com 80 anos ou mais. Outros 23 têm entre 35 e 39 anos.
Ensino superior é regra para quase 80%
Quase quatro de cada cinco candidatos ao Senado têm ensino superior completo. São 248, ou 79% do total. Outros 21, ou 6,7%, informaram ensino superior incompleto.
O ensino médio completo foi declarado por 36 concorrentes, 11,5%. Há cinco candidatos com ensino médio incompleto, dois com ensino fundamental completo, um com fundamental incompleto e um que informou saber ler e escrever.
A parcela de candidatos com diploma superior permanece próxima à observada em 2022, quando correspondia a 80,4% do total.
Quanto ao estado civil, 194 candidatos são casados, ou 61,8%. Há 72 solteiros, 41 divorciados, quatro viúvos e três separados judicialmente.
Advogados lideram entre as ocupações declaradas
Advogado é a ocupação mais frequente citada entre os candidatos ao Senado: 36 concorrentes, ou 11,5% do total. Em seguida aparecem 29 deputados, 27 empresários, 20 senadores, 16 médicos e 15 engenheiros.
Dos 32 senadores em exercício identificados entre os candidatos, 12 optaram por registrar outras ocupações, como advogado, empresário, jornalista, administrador, agricultor e professor.
Em 2018, levantamento da Agência Senado identificava 30 senadores entre os candidatos que buscavam a reeleição naquele momento.
Partido Liberal tem o maior número de candidatos
As 314 candidaturas estão distribuídas entre 29 partidos. O Partido Liberal (PL) tem o maior número, com 33 candidatos, e a maior presença nacional, com concorrentes em 25 das 27 unidades da Federação.
Na sequência aparecem Unidade Popular (UP), com 23 candidatos; Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), com 21; Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Partido dos Trabalhadores (PT), com 19 candidatos cada; Democracia Cristã (DC), com 18; Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), com 17; e Partido Social Democrático (PSD), com 15. Novo e Partido da Causa Operária (PCO) têm 14 candidatos cada.
O TSE registra atualmente 30 partidos políticos no país. Entre eles, apenas o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) não apresenta candidato próprio ao Senado na base analisada. O partido integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado de PT e Partido Verde (PV).
Piauí tem dez candidatos por vaga
O número de candidatos varia de sete a 20 entre as cadeiras em cada estado e no Distrito Federal.
O Piauí tem a maior disputa em números absolutos e relativos: são 20 candidatos para duas cadeiras, ou seja, dez por vaga. Depois aparecem Minas Gerais, com 17 candidatos, ou 8,5 por vaga; Rio de Janeiro, com 16, ou oito por vaga; e São Paulo, com 15, ou 7,5 por vaga.
Alagoas registra o menor número, com sete concorrentes para duas vagas, ou 3,5 por cadeira.
Quando os dados são agrupados por região e ajustados pelo número de vagas, o Sudeste tem a maior relação de candidatos por cadeira: 59 concorrentes para oito vagas, média de 7,4. No Nordeste, são 103 candidatos para 18 vagas; no Norte, 73 para 14; no Centro-Oeste, 44 para oito; e no Sul, 35 para seis.
A base mostra ainda que 210 candidatos, 66,9% do total, nasceram na mesma unidade da Federação em que disputam a eleição. Os outros 104, ou 33,1%, nasceram em outro estado. A informação se refere apenas ao local de nascimento e não indica residência atual nem local de desenvolvimento da carreira política.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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