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Cuiabá atua para finalizar fases administrativas e de licitação para pavimentar mais 19 bairros

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A previsão é de que até o mês de maio essas etapas sejam cumpridas e as ordens de serviços assinadas

Da Redação

A Prefeitura de Cuiabá segue trabalhando para finalizar os trâmites administrativos e jurídicos da operação de crédito que garante a aplicação de novos recursos em obras de pavimentação em cerca de 19 bairros da Capital. Nesta quarta-feira (24), as secretarias de Obras Públicas, Planejamento e Fazenda, realizaram uma videoconferência com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A reunião faz parte de uma série de agendas que são, periodicamente, cumpridas com a instituição financeira, a fim de dar andamento nos procedimentos necessários para participação no programa de Financiamento de Projetos de Investimentos (FINEM). O crédito pleiteado pelo Município já foi aprovado, restando agora o cumprimento das etapas legais, que validam a operação.

“O prefeito Emanuel Pinheiro nos deu essa missão e estamos fazendo o necessário para que essa etapa seja cumprida o mais breve possível, para que as obras sejam lançadas. É uma operação de aproximadamente R$ 75 milhões para melhoria na área de infraestrutura. Por isso, é preciso cumprir todos os critérios para que o nosso projeto também esteja associado às prioridades estabelecidas pela instituição”, explica o secretário de Planejamento, Zito Adrien.

O recurso será destinado exclusivamente para obras de melhoria viária ao longo da Capital. Segundo o planejamento do Executivo, a contratação do crédito possibilitará a execução de mais de 55 quilômetros de pavimentação, atendendo à demanda de pelo menos 19 bairros. Também estão previstas edificações de infraestrutura complementares como o sistema de drenagem pluvial e calçadas.

Paralelo ao trabalho com o BNDES, também já estão em andamento os processos licitatórios para contratação das empresas que irão executar as obras. Por ser uma grande quantidade de bairros, foram abertas duas concorrências públicas, sendo que uma delas deve ser finalizada até a próxima semana. Entre os beneficiados estão: Altos da Boa Vista, Parque Atalaia, Jd. Aroeira, Tancredo Neves, Pascoal Ramos, Jd. Liberdade, Planalto e Nova Esperança I (Etapa III).

“Estamos atuando para garantir que até o mês de maio o prefeito Emanuel Pinheiro possa assinar as ordens de serviço de cada uma dessas obras. Aproveitamos o período chuvoso, para trabalhar nessas frentes administrativas. Dessa forma, quando chegar a época de seca essas fases já estarão finalizadas e comecem efetivamente as atividades de construção das pavimentações”, pontua o vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa.

As obras fazem parte do programa Minha Rua Asfaltada, implantado pelo prefeito Emanuel Pinheiro em 2017. Desde então, a iniciativa já alcançou mais de 50 comunidades com obras de pavimentação, construção de rede de drenagem de águas pluviais, meio-fio e calçada. O programa também é utilizado para a recuperação do asfalto em vias de grande movimentação. 

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Comissão que analisará linha de crédito para motociclistas profissionais é instalada

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O Congresso Nacional instalou nesta segunda (17) a comissão que vai analisar a MP 1.366/2026. Essa medida provisória criou uma linha de financiamento facilitado para motociclistas profissionais que atuam no transporte de passageiros ou em serviços de entrega por aplicativo.

A MP também beneficia taxistas, motoristas de aplicativo e transportadores de pequenas cargas urbanas. A medida provisória atende tanto os trabalhadores autônomos como os que têm carteira assinada.

A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi eleita presidente da comissão — que é mista, ou seja, é composta por deputados federais e senadores. A deputada Amanda Gentil (PP-MA) será a relatora do grupo.

Essa medida provisória, que foi editada em 12 de junho, faz parte do Programa Move Brasil, lançado pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito de diferentes segmentos do transporte.

Fundo

A MP 1.366/2026 autoriza o uso de recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis) para financiar:

  • a compra de veículos;
  • a renovação da frota;
  • investimentos para melhorar a atividade de transporte;
  • projetos que aumentem a produtividade;
  • iniciativas de redução das emissões de carbono.

Acesso ao crédito

Ao assumir a presidência da comissão, Leila Barros afirmou que a MP enfrenta uma das principais dificuldades de quem depende de veículos para trabalhar: o acesso ao crédito em condições favoráveis.

— É mais uma iniciativa importante do governo federal, porque enfrenta um problema concreto da vida de milhões de brasileiros: o custo de trabalhar. Estamos falando de motoristas de aplicativos, entregadores, motofretistas, mototaxistas, taxistas e outros profissionais de transporte de passageiros e de cargas. Homens e mulheres que saem de casa todos os dias e que dependem de um carro, de uma motocicleta ou de outro veículo para garantir a sua renda e sustentar as suas famílias — declarou.

Para a senadora, a dificuldade de acesso ao crédito faz com que esses profissionais continuem utilizando veículos mais antigos.

— Quem trabalha com aplicativo sabe como é difícil chegar ao sistema financeiro apresentando uma renda variável e pedir crédito com juros mais razoáveis. Muitas vezes, o resultado é continuar trabalhando com o veículo antigo, que consome mais combustível, exige mais manutenção, oferece menos segurança e compromete uma parcela cada vez maior da renda do trabalhador — ressaltou.

Sustentabilidade

Leila disse que os efeitos da MP vão além da concessão de crédito e envolvem geração de renda, mobilidade urbana, segurança no trânsito e desenvolvimento industrial sustentável.

Isso acontece, segundo ela, porque a medida provisória estimula o uso de veículos que atendem a critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.

— Ao incentivar a renovação da frota e criar condições para a ampliação da infraestrutura de recarga e troca de baterias, por exemplo, estamos também preparando nossas cidades para a transição para uma mobilidade de baixo carbono — argumentou.

Tramitação

A senadora prometeu diálogo e agilidade na análise da MP. Segundo ela, a comissão ouvirá os setores envolvidos (por meio de audiências públicas, por exemplo) e analisará possíveis mudanças no texto.

— Como presidente desta comissão, vou trabalhar para que possamos analisar essa medida provisória com responsabilidade, ouvir os setores envolvidos, incentivar o aperfeiçoamento do texto, caso necessário, e construir as condições necessárias para a sua aprovação pelo Congresso Nacional — salientou.

Já foram oferecidas até agora 14 emendas ao texto. Após a análise da comissão, a medida provisória ainda terá de passar por votação, respectivamente, nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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