CUIABÁ

Câmara realiza Audiência Pública para debater sobre BRT

O deputado federal Emanuelzinho lamentou a decisão monocrática do Governo em alterar o modal, pois o VLT levaria Cuiabá para o futuro.

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Política

SECOM VG
A Câmara de Cuiabá realizou Audiência Pública nesta sexta-feira (15/09) para debater a implantação do BRT na capital. O evento foi realizado a pedido do vereador Luis Cláudio (PP) e contou com a presença do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), o Vice-prefeito José Roberto Stopa (PV), o Deputado Federal Emanuelzinho (MDB), além de secretários, vereadores, lideranças comunitárias, dentre outros participantes.
O vereador Luis Cláudio apontou que o traçado original do BRT é o mesmo do VLT, ou seja, o uso do mesmo projeto executivo, contudo, em seguida foi mudado o traçado com BRT passando pela Avenida Getúlio Vargas e Isaac Póvoas. Mas a Sema, solicitou Estudo de Impacto de Vizinhança/Relatório de Impacto de Vizinhança (EIV/RIV) devido a mudança no traçado.
“A sociedade foi consultada sobre essas mudanças? O estado não discute o traçado. Não se discutiu com os comerciantes de Várzea Grande e agora querem levar o BRT para a Couto Magalhães, depois de todo transtorno aos comerciantes da FEB”.
Tanto o vereador Luis Cláudio quanto os representantes da Prefeitura de Cuiabá trouxeram a reflexão de que o BRT não é a melhor opção para Cuiabá, mas sim o VLT, que é um modal utilizado pelas grandes cidades como Rio de Janeiro, Curitiba, que está trocando o BRT pelo VLT, e o próprio governo da Bahia, que negocia a compra dos vagões abandonados de Cuiabá.
O prefeito Emanuel Pinheiro anunciou que o Deputado Federal Emanuelzinho está articulando em Brasília tentar desenvolver projeto do VLT apenas em Cuiabá.
“Isso está sendo discutido junto com o Governo Federal, é uma tentativa. Tanto eu, quanto o deputado Emanuelzinho, quebramos nossa agenda para estarmos aqui pelo legítimo interesse da população cuiabana e várzea-grandense para debater esse tema. O BRT agride e promove retrocesso. Quem eram os defensores do VLT agora mudaram, o que aconteceu para a mudança tão radical? Vamos jogar R$ 1,2 bilhão fora? O BRT foi sucesso na década de 70 em Curitiba, isso não é modernidade. Eu não vou permitir isso”, afirmou o prefeito dizendo que não vai assinar a autorização das obras do BRT em Cuiabá.
Dentre as reclamações é de que não há projeto sobre o BRT com informações fundamentais de como será o alargamento ou estreitamento das vias, como no caso da FEB que poderá ter apenas uma via para os carros.
“Foi encaminhado o projeto para a Semob, mas precisa de mais dados, de mais informações. Na Prainha precisam de autorização do Iphan, tem imóveis que não podem ser desapropriados, vai ficar uma via apenas? Como serão esses ônibus do BRT? As frotas de ônibus são de nível alto para ingressar dentro das estações de ônibus”, apontou o secretário de Mobilidade Urbana, Juares Samaniego, que também é presidente do Conselho Regional de Engenharia (CREA).
Além disso, ele destacou que o projeto apresentado não é de BRT, mas Veículo Leve sobre Pneus, pois o BRT não permite que outros veículos transitem na linha exclusiva do BRT. “O BRT é uma via segregada”.
O deputado federal Emanuelzinho lamentou a decisão monocrática do Governo em alterar o modal, pois o VLT levaria Cuiabá para o futuro. “Falta projeto. Eles mudaram o modal sem saber como seria o traçado, como seria a devolução dos vagões”.
Também participaram presencialmente da audiência os vereadores Rogério Varanda (MDB) e Sargento Vidal (MDB).
Secom- Câmara Municipal de Cuiabá
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Decisões monocráticas prejudicam trabalho da CPMI, diz Carlos Viana

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As decisões monocráticas do Judiciário, muitas vezes tomadas à revelia da Constituição, geram insegurança, invasão de prerrogativas e atrapalham o trabalho da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura fraude contra aposentados e pensionistas do INSS. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (11) pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), após audiência com o ministro relator da Operação Sem Desconto, André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na conversa com o ministro, Carlos Viana apresentou pontos que precisam ser esclarecidos em relação às investigações da comissão e defendeu a revisão de habeas corpus que permitem o não comparecimento de testemunhas ao colegiado.

— O ministro vai rever e, especialmente no caso de Daniel Vorcaro, encaminhará recurso para votação na turma colegiada. Para nós é uma questão de honra ele comparecer à CPMI. Se não houver revisão de habeas corpus e possibilidade de comparecimento, dificilmente ele terá de dar satisfações ou comparecer à comissão — afirmou.

Viana disse ainda a André Mendonça que a CPMI não tem qualquer responsabilidade em relação a vazamentos de informações, tendo em vista que o colegiado tem o papel institucional de resguardar esses dados.

O presidente da CPMI, no entanto, ressaltou que a audiência com o ministro do Supremo não avança para corrigir “o desequilíbrio entre os Poderes, na invasão de prerrogativas que o Congresso Nacional tem, mas que decisões monocráticas têm atrasado e inviabilizado o nosso trabalho”.

No encontro no STF, Carlos Viana também cobrou a presença de representantes do sistema financeiro na comissão.

— Eles não estão na CPMI como investigados, mas como testemunhas ou colaboradores para [a elaboração] de uma nova legislação que tenha regras para consignados — esclareceu.

A “blindagem do sistema financeiro pela base do governo” também foi apontada pelo relator da comissão mista, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que participou da audiência com André Mendonça.

— Trabalho para entregar um relatório robusto, mas que contém vários tópicos que necessitam de provas concretas. Nossa preocupação é a blindagem do sistema financeiro, muito por decisões judiciais, e estamos impedidos de avançar nesse tema. Precisamos impor restrições ao que temos encontrado. Ou o Brasil muda esse jogo e respeita a população ou esse desvio em cima de aposentados e pensionistas continuará acontecendo — disse o relator.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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