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Câmara aprova urgência de projeto de Juarez que pode reduzir valor do IPVA

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Da Redação

A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Projeto de Lei nº 170/2025, que propõe uma mudança no cálculo do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). A iniciativa tem como objetivo corrigir uma distorção no modelo atual de cobrança do tributo no país.

Atualmente, o imposto é calculado sobre o valor do veículo que já inclui outros tributos embutidos, o que, na prática, resulta na cobrança de imposto sobre imposto. A proposta apresentada pelo Deputado federal Juarez Costa (Republicanos),busca mudar essa lógica, estabelecendo que o IPVA passe a incidir apenas sobre o valor real do veículo, sem a inclusão desses encargos adicionais.

Segundo O defensores da medida Juarez Costa, a alteração representa um avanço na justiça tributária, ao tornar o sistema mais transparente e equilibrado para os contribuintes. A expectativa é de que a mudança possa reduzir o valor final pago pelos proprietários de veículos.

Com a aprovação da urgência, o projeto ganha celeridade na tramitação e poderá ser analisado diretamente no plenário da Câmara, sem a necessidade de passar por todas as comissões temáticas.

Caso seja aprovado pelos deputados, o texto seguirá para análise do Senado Federal. Se também for aprovado pelos senadores, o projeto será encaminhado para sanção presidencial e poderá se tornar lei.

A proposta tem potencial de impactar milhões de brasileiros e reacende o debate sobre a carga tributária no país e a necessidade de revisão de critérios considerados excessivos ou injustos.

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Câmara aprova em 2º turno a PEC que garante recursos mínimos para assistência social

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A Câmara dos Deputados aprovou em segundo a turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 383/17, que vincula 1% da receita corrente líquida da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios ao Sistema Único de Assistência Social (Suas), com índices progressivos dentro de quatro anos. Foram 444 votos a favor e 12 contrários à PEC. A proposta será enviada ao Senado.

De acordo com o texto do relator, deputado André Figueiredo (PDT-CE), a União contará com uma transição e, somente a partir do quarto ano seguinte ao de publicação da futura emenda constitucional, será obrigada a direcionar, de forma descentralizada, 1% da receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro a estados e municípios por meio do Suas.

Emendas aprovadas pelo Plenário apresentadas pelo relator como de redação incluem nessa transição estados, municípios e Distrito Federal. Já a descentralização passa a ser segundo o crescimento proporcional da verba destinada a essa finalidade.

A União, os estados, os municípios e o Distrito Federal deverão vincular ao Suas 0,3% da RCL no primeiro ano seguinte à publicação da emenda; no segundo ano, 0,5%; e no terceiro ano, 0,75%.

“Foi mantida e garantida a implantação gradual, compreendendo desde o primeiro turno argumentações que vieram do governo”, disse André Figueiredo, ao detalhar o aumento da RCL para a assistência social de 0,3% em 2027 até 1% a partir de 2030. “Vida longa ao Suas. E que a gente possa construir, cada vez mais, um Brasil menos desigual e mais justo através de quem trabalha na ponta”, declarou.

A emenda aprovada também retirou do texto a possibilidade de a União utilizar 2% do dinheiro vinculado à assistência social para gestão e execução de ações e serviços da área.

Com base no relatório de avaliação de receitas e despesas primárias do primeiro bimestre deste ano, a RCL da União projetada para 2026 equivale a R$ 1,65 trilhão. Se essa projeção for mantida para 2027, isso resultará em R$ 4,95 bilhões (0,3%) no próximo ano para a área.

Previsão constitucional
A PEC tem como primeiro signatário o ex-deputado Danilo Cabral (PE) e coloca na Constituição o conceito de Sistema Único da Assistência Social. Atualmente, a previsão de funcionamento do Suas consta apenas em lei.

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Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli



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