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Assessora pessoal de Marcela Temer recebe apartamento funcional

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Cíntia Borba Nogueira responde e-mails da primeira-dama e cuida de tarefas do dia a dia; ela chegou em Brasília em setembro do ano passado para ocupar cargo com salário de R$ 9,4 mil

Da Redação

 

Lotada no gabinete do presidente Michel Temer, a funcionária Cíntia Borba Nogueira, assessora pessoal da primeira-dama Marcela Temer, foi contemplada com um dos 76 imóveis funcionais que a Presidência da República dispõe em quadras nobres de Brasília.

Cíntia acompanha sempre Marcela no dia a dia, cuidando não só de funções administrativas do Palácio do Jaburu, residência oficial do casal presidencial, mas também de questões pessoais, respondendo e-mails e até mesmo demandas de agenda da primeira-dama.

A concessão do imóvel foi solicitado em 27 de setembro do ano passado, quatro dias depois de Cíntia ter chegado ao Planalto para ocupar um DAS-4, com salário de R$ 9,4 mil, para assessorar Marcela, foi criticada por servidores que não quiseram se identificar alegando que havia outras pessoas na fila à sua frente.

O Planalto contesta a informação lembrando que o pedido foi há quase um ano e Cíntia, “diante da disponibilidade do imóvel e obedecendo a lista de solicitação, foi contemplada com o benefício”. Outra servidora que atende aos palácios da Alvorada e do Jaburu, a nutricionista Denise Silva dos Reis Leal, responsável pelo cardápio presidencial, para quem também estava prevista a destinação de um imóvel funcional, “não foi contemplada com o benefício”, segundo a assessoria de imprensa da Presidência.

De acordo com a Secom, o nome dela “continua na lista de processo de concessão de outorga”. Denise ocupa o lugar que durante o governo da petista Dilma Rousseff foi chegou a ser ocupado pela chef de cozinha Roberta Sudbrack. Segundo apurou o Estado, foi o próprio presidente Temer que vetou a concessão do imóvel à nutricionista.

Estes 76 apartamentos funcionais são destinados a servidores da Presidência da República que ocupam cargos DAS 4, 5 e 6 e não for proprietário, promitente comprador, cessionário ou promitente cessionário de imóvel residencial em Brasília, incluída a hipótese de lote edificado sem averbação da construção. As duas servidoras são DAS 4 e estão lotadas no gabinete presidencial.

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

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CAE vota emendas ao projeto que aumenta o piso salarial de médicos

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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) tem reunião marcada para esta terça-feira (11), às 10h. Há nove itens na pauta de votações. Um deles é o PL 1.365/2022, projeto de lei que aumenta o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas.

O projeto, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), eleva esse piso de R$ 3.636 para R$ 13.662 para a jornada de 20 horas semanais. A iniciativa provocou discordâncias quanto ao seu impacto financeiro e à fonte dos recursos.

A matéria já havia sido analisada pela CAE e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e estava para ser enviada à Câmara dos Deputados, mas um grupo de senadores, entre os quais Jaques Wagner (PT-BA), apresentou recurso para que o texto seja votado pelo Plenário do Senado antes de ir à Câmara.

Desde então, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou quatro emendas de Plenário, que devem ser avaliadas agora pela CAE. O senador responsável pela relatoria dessas emendas é Nelsinho Trad (PSD-MS).

Medicamentos para empregados

Outro projeto de lei na pauta da CAE é o PL 3.079/2024, do senador Weverton (PDT-MA), que permite às empresas custear parte dos remédios dos empregados e seus dependentes.

O projeto cria o Programa de Medicamentos do Trabalhador. De acordo com o texto, a empresa que aderir à iniciativa fica autorizada a custear os medicamentos cobertos pelo programa (em regime de coparticipação com seus empregados).

A proposta determina que o programa ofereça medicamentos tanto para os empregados quanto para seus dependentes.

Para incentivar as empresas a participar do programa, o projeto permite que elas deduzam do lucro tributável (para fins de apuração do imposto sobre a renda) o dobro das despesas comprovadamente realizadas no período-base do programa.

A proposta recebeu parecer favorável do senador Nelsinho Trad. Ele sugeriu algumas mudanças no texto, como a recomendação de direcionar 3% das arrecadações com loterias para o custeio do Programa de Medicamentos do Trabalhador.

Simples municipal

Também está na pauta da comissão o projeto de lei que cria o Simples Municipal (PLP 51/2021). De acordo com o autor da proposta, senador Jaques Wagner (PT-BA), trata-se de um regime especial que permite às prefeituras mais pobres pagar uma contribuição previdenciária menor.

Wagner também destaca que, com essa iniciativa, os municípios mais ricos vão pagar uma contribuição maior, o que, segundo ele, pode aumentar o valor total destinado à seguridade social.

A matéria conta com parecer favorável do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

Além disso, estão na pauta da CAE o PL 1.859/2022, projeto de lei que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos nas áreas de seca, e propostas que tratam de pedidos de autorização para crédito externo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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