Política
Assembleia aprova e discute projetos para combater o novo coronavírus
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Parlamento também trabalha junto ao governo para lidar com as consequências causadas pela pandemia
A Assembleia Legislativa tem atuado no combate ao novo coronavírus (Covid-19) em diferentes frentes. Desde o início da pandemia, o Parlamento estadual aprovou 49 leis, já publicadas pelo governo, e destinou recursos para diferentes ações do poder Executivo.
No dia 22, os deputados estaduais concentraram esforços e aprovaram duas mensagens enviadas pelo Governo do estado em segunda votação. Um deles é o PL nº 159/2021, que cria um auxílio emergencial no valor de R$ 150 em Mato Grosso. O benefício alcançará cerca de 100 mil famílias em situação de extrema pobreza e terá duração de três meses.
O segundo projeto aprovado em plenário na última semana trata de crédito especial para atender, principalmente, micro e pequenos empresários. O PL nº 158/2021 libera o poder Executivo para oferecer novas linhas de crédito no valor total de R$ 55 milhões. Esse programa está sendo executado por meio da autarquia Desenvolve MT.
Essas duas ações realizadas pelo governo contarão com recursos repassados pela Assembleia Legislativa. A Casa de Leis irá destinar R$ 10 milhões do duodécimo para cada um dos programas, somando assim R$ 20 milhões no apoio do Parlamento ao auxílio Ser Família Emergencial e ao crédito extraordinário para micro e pequena empresa.
“O governo e a Assembleia Legislativa se fazem presentes, proporcionando um recurso que parece ser simples, mas que faz a diferença na vida de cada família. Isso, considerando que, em Mato Grosso, existem 132 mil famílias abaixo da linha da pobreza, sobrevivendo com até R$ 89 per capita. Não tem como cruzar os braços diante disso. É momento de estender as mãos”, ressalta o presidente da Assembleia, deputado Max Russi (PSB).
A parceria do legislativo estadual com o governo foi intensificada desde o início da pandemia. No ano passado, a Assembleia contribuiu com cerca de R$ 10 milhões na ampliação do Hospital Metropolitano, em Várzea Grande. A unidade é referência no tratamento da Covid-19 e abriu 210 novos leitos em maio de 2020.
Membro da Mesa Diretora do Parlamento, a deputada Janaina Riva (MDB), lembra ainda que foram disponibilizados cerca de R$ 4 milhões para os hospitais filantrópicos, sendo R$ 3 milhões para o Hospital de Câncer.
“Qualquer custo que a gente está cortando, verbas que não estamos utilizando, estamos destinando ao combate à pandemia”, afirma a parlamentar. Segundo Janaina Riva, esses recursos estão passando por processos burocráticos antes de serem efetivamente liberados para a Secretaria Estadual de Saúde. Ainda de acordo com a deputada, a Assembleia deve repassar ao governo R$ 2,5 milhões para a criação de um centro de triagem para testes de Covid-19 em Várzea Grande.
Leis e PLs – De acordo com dados da Secretaria de Serviços Legislativos (SSL), desde o início da pandemia, o Parlamento aprovou 49 novas normas já publicadas que tratam de ações de enfrentamento ao novo coronavírus e suas consequências. Além disso, nesse período foram apresentados na Casa de Leis cerca de 320 projetos de lei sobre o assunto, a maioria de autoria dos deputados estaduais, além de mensagens enviadas por outros poderes.
Na última segunda-feira, o PL nº 160/2021, apresentado por lideranças partidárias, foi aprovado em segunda votação. O texto proíbe o corte corte de energia elétrica no estado por 90 dias e também concede ao consumidor o direito de parcelar em até 10x a dívida contraída nesse período junto à Energisa.
Política
Quem disputa o Senado em 2026: veja perfil, partidos e distribuição pelo país
As eleições de 2026 têm 314 pessoas na disputa pelas 54 vagas do Senado, média de 5,8 candidatos por cadeira. A maior parte dos concorrentes é formada por homens, brancos, casados, com ensino superior completo e com pelo menos 50 anos de idade, de acordo com levantamento feito a partir dos dados de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A eleição deste ano renovará dois terços das 81 cadeiras do Senado, duas por estado e pelo Distrito Federal. O cenário permite uma comparação direta com 2018, última eleição em que também estavam em disputa 54 vagas. Naquele ano, eram 352 concorrentes, ou 6,5 por cadeira. O total de candidaturas caiu, portanto, 10,8% em oito anos.
Mulheres são 22% do total
Dos 314 concorrentes ao Senado, 245 são homens, ou 78%, e 69 são mulheres, 22%.
A presença feminina é maior do que a registrada em 2018. No levantamento feito naquele ano, mulheres representavam 17,3% das candidaturas. A participação cresceu 4,7 pontos percentuais no período, embora tenha permanecido praticamente estável em relação a 2022, quando estava em torno de 22,5%.
A maioria dos candidatos de 2026 se declara branca: são 191, ou 60,8%. Outros 89 se declaram pardos, 28 pretos, quatro indígenas e dois amarelos.
Somadas, as candidaturas de pessoas que se declaram pretas ou pardas chegam a 117, o equivalente a 37,3% do total. Em 2018, as duas categorias representavam juntas 33,5% dos candidatos. Já a participação de brancos caiu de 65,6% para 60,8%.
Dois em cada três têm pelo menos 50 anos
A idade também caracteriza a disputa deste ano. São 205 candidatos com 50 anos ou mais, equivalentes a 65,3% do total. A idade mediana é de 56 anos e a média, de 55,5.
O maior grupo individual está na faixa dos 40 aos 49 anos, com 86 candidatos. Há 85 entre 50 e 59, 84 entre 60 e 69, 33 entre 70 e 79 e três com 80 anos ou mais. Outros 23 têm entre 35 e 39 anos.
Ensino superior é regra para quase 80%
Quase quatro de cada cinco candidatos ao Senado têm ensino superior completo. São 248, ou 79% do total. Outros 21, ou 6,7%, informaram ensino superior incompleto.
O ensino médio completo foi declarado por 36 concorrentes, 11,5%. Há cinco candidatos com ensino médio incompleto, dois com ensino fundamental completo, um com fundamental incompleto e um que informou saber ler e escrever.
A parcela de candidatos com diploma superior permanece próxima à observada em 2022, quando correspondia a 80,4% do total.
Quanto ao estado civil, 194 candidatos são casados, ou 61,8%. Há 72 solteiros, 41 divorciados, quatro viúvos e três separados judicialmente.
Advogados lideram entre as ocupações declaradas
Advogado é a ocupação mais frequente citada entre os candidatos ao Senado: 36 concorrentes, ou 11,5% do total. Em seguida aparecem 29 deputados, 27 empresários, 20 senadores, 16 médicos e 15 engenheiros.
Dos 32 senadores em exercício identificados entre os candidatos, 12 optaram por registrar outras ocupações, como advogado, empresário, jornalista, administrador, agricultor e professor.
Em 2018, levantamento da Agência Senado identificava 30 senadores entre os candidatos que buscavam a reeleição naquele momento.
Partido Liberal tem o maior número de candidatos
As 314 candidaturas estão distribuídas entre 29 partidos. O Partido Liberal (PL) tem o maior número, com 33 candidatos, e a maior presença nacional, com concorrentes em 25 das 27 unidades da Federação.
Na sequência aparecem Unidade Popular (UP), com 23 candidatos; Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), com 21; Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Partido dos Trabalhadores (PT), com 19 candidatos cada; Democracia Cristã (DC), com 18; Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), com 17; e Partido Social Democrático (PSD), com 15. Novo e Partido da Causa Operária (PCO) têm 14 candidatos cada.
O TSE registra atualmente 30 partidos políticos no país. Entre eles, apenas o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) não apresenta candidato próprio ao Senado na base analisada. O partido integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado de PT e Partido Verde (PV).
Piauí tem dez candidatos por vaga
O número de candidatos varia de sete a 20 entre as cadeiras em cada estado e no Distrito Federal.
O Piauí tem a maior disputa em números absolutos e relativos: são 20 candidatos para duas cadeiras, ou seja, dez por vaga. Depois aparecem Minas Gerais, com 17 candidatos, ou 8,5 por vaga; Rio de Janeiro, com 16, ou oito por vaga; e São Paulo, com 15, ou 7,5 por vaga.
Alagoas registra o menor número, com sete concorrentes para duas vagas, ou 3,5 por cadeira.
Quando os dados são agrupados por região e ajustados pelo número de vagas, o Sudeste tem a maior relação de candidatos por cadeira: 59 concorrentes para oito vagas, média de 7,4. No Nordeste, são 103 candidatos para 18 vagas; no Norte, 73 para 14; no Centro-Oeste, 44 para oito; e no Sul, 35 para seis.
A base mostra ainda que 210 candidatos, 66,9% do total, nasceram na mesma unidade da Federação em que disputam a eleição. Os outros 104, ou 33,1%, nasceram em outro estado. A informação se refere apenas ao local de nascimento e não indica residência atual nem local de desenvolvimento da carreira política.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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